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protese sobre implante Capitulo5

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IMPLANTE
PRÓTESE SOBRE
O quarto capítulo do curso
Prótese Sobreimplante abordou, na edição
passada, o “Tratamento protético sobreimplante
no desdentado total na atualidade”.
No quinto capítulo da série, apresentado
nesta edição, os autores tratam da
“Estética com implantes na região anterior”
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INTRODUÇÃO
O resultado estético nos implantes osseointegrados
é verificado pela gama de recursos cirúrgicos e protéticos
que a Odontologia nos oferece reproduzindo a estrutura
dentária perdida de uma forma mais agradável e harmo-
niosa nos sorrisos dos pacientes. Com esta previsibilidade
e o domínio de materiais e técnicas podemos ter controle
dos resultados finais.
A estética em implantes na região anterior é um gran-
de desafio, e influenciado por um conjunto de fatores que
se inicia no planejamento dos casos clínicos com previsibi-
lidade mais controlada. As estruturas que estão em íntimo
relacionamento com a mucosa periimplantar, posição do
implante, tipo de sorriso, topografia óssea do espaço edên-
tulo, dentes remanescentes adjacentes, antagonista, ante-
cipado conhecimento do tipo de restauração acima de tudo
a saúde das estruturas que circundam o dente que será re-
posto sobre o implante e são fatores de extrema importân-
cia para o sucesso das restaurações protéticas (Bahat, Daf-
tary1, 1995).
Além destes fatores o sorriso pode estar na zona de
risco estético que é onde os pacientes acreditam ser har-
mônico e depende não só da qualidade da reconstrução
dental, mas da quantidade e do tipo de tecido gengival que
aparece no sorriso. A linha do sorriso define a faixa de gen-
giva que ficará à mostra e a estética vermelha compreende
a observação das condições de todo o tecido gengival ex-
posto e sugere a partir daí modificações desse tecido a se-
rem planejadas para se atingir a estética máxima.
Um sorriso alto, onde fica aparente a altura total dos
dentes superiores e uma faixa do tecido gengival repre-
senta uma situação problemática para obtenção da estéti-
ca no setor anterior e até posterior com implantes (Figura
1). A perda de um elemento dental promove remodelação
fisiológica dos tecido ósseo e gengival. Um sorriso consi-
derado médio, onde está à mostra grande parte ou a tota-
lidade dos dentes superiores e parte da papila interdental,
é uma situação ainda de difícil reconstrução estética nos
casos com envolvimento de vários elementos sobreimplan-
Estética com implantes
na região anterior
Marco Antonio Bottino*
Marcos Koiti Itinoche**
Leonardo Buso***
Renata Faria****
tes (Figura 2). Uma situação mais favorável encontra-se
em um sorriso considerado baixo, onde a área cervical dos
dentes não é evidenciada (Figura 3).
Outro fator a ser considerado são os lábios. Quanto
mais curto for o lábio superior e mais alta a linha do sorriso,
maior a exposição dos dentes superiores e do tecido gengi-
val. Esta situação, quando encontrada torna-se uma solu-
ção estética mais delicada.
O objetivo do trabalho protético é a realização de uma
restauração biologicamente aceitável e esteticamente agra-
dável. Devemos procurar, desta forma, a estabilização e a
* Professor adjunto da Disciplina de Prótese Parcial Fixa da Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - Unesp; Professor titular em Prótese Dentária
da Universidade Paulista - Unip.
** Mestre e doutor em Prótese pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - Unesp; Professor adjunto I da Disciplina de Prótese Dental da Unip.
*** Mestre e doutor em Prótese pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - Unesp.
**** Mestre e doutoranda em Prótese pela Faculdade de Odontologia de São José dos Campos - Unesp; Professora assistente da Disciplina de Prótese Dental
da Unip.
Figura 1
Linha do sorriso.
Figura 2
Linha média
do sorriso.
Figura 3
Linha baixa
do sorriso.
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preservação dos tecidos moles com correto contorno da res-
tauração facilitando a remoção do biofilme.
AVALIAÇÃO DO ESPAÇO PROTÉTICO
Os fatores a serem avaliados com relação ao espaço
edêntulo em área para instalação de implante são: distân-
cia mesiolingual, altura e forma do espaço protético, volu-
me ósseo (vertical e horizontal), quantidade e qualidade do
tecido gengival. Devemos observar no contorno interproxi-
mal se a presença da crista óssea é convexa ou plana; e o
relacionamento proximal entre os dentes. A presença da
papila mesial e distal é um fator determinante para obten-
ção da estética.
a. Posição do implante
A harmonia do sorriso pode ser comprometida pelo ina-
dequado posicionamento tridimensional dos implantes
nos arcos dentais. Desde o advento dos implantes os-
seointegrados tem-se aprendido muito sobre a impor-
tância do posicionamento correto da fixação. Este não
só facilita a confecção da prótese e reproduz melhor re-
sultado estético para o paciente como, também, permi-
te melhor direcionamento das forças axiais transmiti-
das aos implantes. É, também, considerado fundamen-
tal para manter a estabilidade em longo prazo e, ainda,
manter saudáveis os tecidos de suporte. Com relação à
estética, o melhor resultado é dado quando o perfil de
emergência transversal da restauração do implante con-
diz com a do dente adjacente. Assumindo que as di-
mensões do tecido mole sejam adequadas, o resultado
estético torna-se, então, quase que totalmente depen-
dente da posição do implante.
O posicionamento envolve o plano ápico-oclusal, me-
siodistal e vestíbulo-lingual. No sentido ápico-oclusal,
a posição do implante deve estar 2 mm a 3 mm abaixo
da junção amelo-cementária do dente adjacente (Figu-
ra 4). No sentido mesiodistal, a centralização é impor-
tantíssima para proporcionar dimensões das papilas in-
terdentais e, também, para se evitar a proximidade do
implante com a raiz do dente adjacente. Com relação ao
sentido vestíbulo-lingual, o limite vestibular da plata-
forma do implante deve se localizar a 1 mm para lingual
do ponto de emergência da coroa. Se o implante estiver
posicionado muito distante da vestibular irá resultar em
uma coroa volumosa na face vestibular sendo desfavo-
rável para a estética e, também, para a higienização. A
situação contrária, com o implante muito próximo da
vestibular, é difícil se corrigir proteticamente, mesmo
com a utilização de pilares angulados (London17, 2001).
Os componentes intermediários na sua maioria nos for-
necem um bom resultado estético. O ideal seria que sem-
pre pudéssemos dispor de um componente que tenha a
forma da raiz do dente a ser substituído.
b. Seleção do implante
Para a seleção do implante quanto a sua forma e diâme-
tro, as dimensões do espaço lateral e o tamanho da raiz
e a sua anatomia devem ser avaliados para um corres-
pondente diâmetro do implante permitindo assim uma
emergência mais natural favorecendo a estética da res-
tauração.
c. Posição mesiodistal
Um implante de diâmetro 4,1 mm na sua plataforma
necessita 7 mm entre dois dentes adjacentes (Figura 5).
A posição mesiodistal do implante depende da largura
coronária e cervical dos dentes laterais, da proximida-
de das raízes e da presença ou não de diastema. Quan-
do há a finalidade de desenvolver ou manter a integri-
dade da papila interdental a distância de 2 mm do ní-
vel cervical do implante é sugerido entre o implante e
o dente adjacente (Figura 6). Entretanto, quando a re-
lação da distância entre implante e dente for reduzida,
a altura do osso proximal acarretará em redução da al-
tura de papila interdental. Esta distância aumenta para
3 mm no mínimo entre dois implantes (Tarnow et al28,
2000), Figura 7.
Figura 4
Esquema da
posição ápico-oclusal
do implante.
Figura 6
Esquema da
distância mínima
entre implante e dente.
Figura 5

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