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APOSTILA-PETROBRAS-BOMBAS

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linhas. Para tal, coloque dois re-
lógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acopla-
mento, um na direção horizontal e o outro na vertical. Zere os relógi-
os. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação
no local. Os dois relógios devem indicar menos de 0,05mm. Torne a
zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. Os relógios tam-
bém devem indicar menos de 0,05mm. Se, no aperto de alguma das
tubulações, for excedido esse valor de deslocamento, afrouxar os flan-
ges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio,
dos filtros, das válvulas de retenção etc.) e começar apertando-os a
partir do flange mais próximo da bomba.
Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aqueci-
mento localizado em alguma curva. Um outro recurso que pode ser
usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os
flanges da bomba apertados. O aquecimento reduz a resistência da
tubulação, fazendo com que o material deforme, o que diminui a ten-
são introduzida pela linha. Lembrar que alguns tipos de aço usados
em tubulações, se aquecidos, podem necessitar de tratamento tér-
mico posterior. Portanto, consulte antes o responsável pela monta-
gem da tubulação. Se, depois de tudo, não for possível enquadrar os
valores, cortar a tubulação e refazer a solda da linha.
16. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bom-
ba antes de acoplá-la. No caso de motor elétrico, se não estiver cor-
reto, peça para inverter as fases de alimentação elétrica.
17. Alinhar a bomba com o acionador. O alinhamento que vem do fabri-
cante é apenas um pré-alinhamento.
Pense e AnotePense e Anote
P E T R O B R A S A B A S T E C I M E N T O
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Caso a bomba fique inativa por período prolongado, é recomendável girar
o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a
lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga, bem como
o local de apoio na pista do rolamento, evitando desgaste localizado.
Antes da primeira partida e logo depois dela, verificar:
Se a bomba, o acionador e o acoplamento estão adequadamente lu-
brificados.
Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar.
Se o sentido de giro do acionador está correto. Caso tenha dúvida,
desacople a bomba e teste. Algumas bombas podem ser giradas ao
contrário. Nesse caso, ela pode ser ligada e desligada rapidamente só
para sair da inércia e verificar o sentido de giro. Bombas verticais, na
maioria dos casos, não podem girar ao contrário, sob pena de solta-
rem partes fixadas por roscas, principalmente eixos e impelidores;
Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quen-
ching) estão abertas.
Se a bomba está escorvada. Para tal, abra a válvula de sucção e o sus-
piro (vent) da carcaça. Quando pararem de sair borbulhas de ar, a bomba
estará cheia de líquido. Fechar o suspiro.
Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. Válvulas de
descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram
uma força na gaveta que dificulta sua abertura. Nessa situação, é in-
teressante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente des-
colada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante).
Partir a bomba.
Logo após a partida, abrir a válvula de descarga.
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Durante a fase de aceleração da bomba, a corrente do motor elétrico
atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. Se a partida for
demorada, ocorrerá o aquecimento excessivo do motor, o que reduz a
vida útil de seu isolamento. A corrente alta também pode atuar o
sistema de proteção elétrico, desarmando o motor. Por esse motivo,
as bombas devem partir na condição de menor potência exigida.
Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão, elas
devem partir com a descarga fechada. Já nas bombas de fluxo axial,
a menor potência ocorre com alta vazão. Portanto, devem partir
com a descarga totalmente aberta. As bombas de fluxo misto, para
efeito de partida, devem seguir as centrífugas. No capítulo sobre
as Curvas Características das Bombas, serão analisadas as suas
curvas de potência.
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Após a partida da bomba, devem ser verificados e acompanhados:
Vibração da bomba e do acionador. É interessante fazer espectros das
vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como
referência futura.
Barulhos anormais.
Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). A
norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC
de acréscimo em relação à temperatura ambiente.
Vazamentos pela selagem.
Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis. Manôme-
tros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recircu-
lação, o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico.
Havendo possibilidade, medir a corrente do motor elétrico, observan-
do se o valor está dentro do esperado.
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ResumoResumo
Após a cura da base de concreto, picotá-la, rebaixando-a cerca
de 25mm.
Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba.
Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0,2mm
para cada metro de dimensão, mantendo-a cerca de 25mm
acima do concreto.
Proteger os chumbadores e grautear a base.
Alinhar, verificar sentido de giro do acionador e acoplar.
Testar a bomba, verificando vibração, ruídos anormais e
vazamentos e, se necessário, desempenho.
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Classificação
de bombas
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xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer-
cado. Podemos classificá-las, baseados no modo do seu funcionamento,
em dois tipos principais:
A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia
ao líquido pela rotação de um impelidor. A orientação do líquido ao sair
do impelidor determina, juntamente com a forma como a energia é cedi-
da, o tipo da turbobomba.
A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por
executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume
do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume
para a descarga. Seus nomes provêem da forma como a energia é transfe-
rida ao líquido: pistão, diafragma, engrenagens, palhetas etc.
Nos próximos capítulos, analisaremos mais detalhadamente cada tipo.
Classificação de bombas
Bombas dinâmicas
ou turbobombas
Centrífuga
Fluxo axial
Fluxo misto
Radial
Tipo Francis
PERIFÉRICA OU REGENERATIVA
Bombas
volumétricas ou
de deslocamento
positivo
Alternativa
Pistão
Êmbolo
Diafragma
Rotativa
Engrenagens
Parafusos
Lóbulos
Palhetas
Peristática
Cavidades progressivas
Classificação de bombas
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Bomba dinâmica
ou turbobomba
Bomba dinâmica
ou turbobomba
turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio
de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes, de acordo
com a forma de cessão de energia ao fluido.
BOMBA CENTRÍFUGA
Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. A bomba centrífuga radial ou cen-
trífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um
só plano. Nesse tipo de bomba, o fluxo sai do impelidor perpendicular-
mente ao eixo. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força
centrífuga. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás

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