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A Sociologia e a Educação portifolio

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A Sociologia e a Educação
DOS SANTOS MONTEIRO, VALÉRIA. RU: 1341623
MOURA LIMA, ERICA. RU: 1390049
Polo: MONTE SANTO - BA
UNINTER
A Sociologia  é uma ciência que cujo objetivo geral é o estudo da sociedade, focalizando na educação como uma forma importante de relacionamento entre as pessoas. Essa ciência é significativa para a conscientização social e a formação do espírito crítico.
O atual sistema educacional brasileiro, e assim parece ser o de todos os demais países, gira em torno de uma demanda social sustentada pelo cenário político, social e econômico ao qual estamos todos submetidos. O sistema de valoração, ou seja, os valores que norteiam a forma como separamos as coisas com as quais entramos em contato em função de atributos que consideramos desejáveis ou repulsivos, assim como toda a hierarquia social, parece estar enviesado por esse mesmo caminho. Logo, não é de se espantar que os métodos educacionais estejam, em sua maior parte, direcionados para suprir essa demanda explícita da aquisição do poder imediato que a condição monetária proporciona-nos. Mas assim como todo modelo hierárquico e linear, a demanda pela ascensão excede as possibilidades disponíveis, o que torna a escalada social exaustiva e exponencialmente custosa.
Autores como Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron*, em sua obra “A reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino”, buscaram evidências para mostrar que a escola e todo o sistema de ensino moderno existem como ferramenta de manutenção dos paradigmas sociais estabelecidos, passando por cima ou excluindo os diferentes e neutralizando as diferenças. Os autores baseiam-se no conceito de “violência simbólica”, isto é, o ato de imposição arbitrária do sistema simbólico da cultura dominante sobre os demais sujeitos.
Todo o aparato que possuímos não está diretamente atrelado à nossa constituição biológica. Muito embora essa exerça influência, não nascemos sabendo uma língua ou o que a luz vermelha de um sinal de trânsito significa. Essas são habilidades adquiridas através dos muitos processos de educação pelos quais passamos no decorrer de nossas vidas. O processo educacional é uma das várias maneiras de uma sociedade manter sua estrutura e seu fundamento. O indivíduo que a integra deve entendê-la e, para isso, deve possuir os meios para tanto.
A educação que integra o centro do processo de nossa formação social é determinada pelas regras, normas morais, éticas, costumes e língua, comuns aos demais integrantes que anteriormente receberam esse mesmo conjunto de aparatos para que pudessem se guiar por sua realidade.
Sobre a entrevista com o professor ele fala:
- Num fato cotidiano do cenário da Educação no Brasil: muito se fala, mas pouco se pensa. Pessoas que se ocupam com críticas, negativismo e conformismo, certamente não se propõem a pensar em soluções para os problemas que apontam. Mas quero esclarecer desde já que não são todos que pensam assim e que existiram e ainda existem pensadores dignos de todo respeito, que não só ressaltaram o problema, mas nos inspiraram a encontrar soluções. Inspiraram, pois a mesma receita certamente não é eficaz em todas as pessoas, senão trataríamos a gripe suína com xarope e muito chá de alho. Creio que a obra em si e a biografia do autor são autoexplicativas. Bourdieu era extremamente analítico e sua teoria social se resume:
“na tarefa de desvendar os mecanismos da reprodução social que legitimam as diversas formas de dominação”. Para empreender esta tarefa, Bourdieu desenvolve conceitos específicos, retirando os fatores econômicos do epicentro das análises da sociedade, a partir de um conceito concebido por ele como violência simbólica, no qual Bourdieu advoga acerca da não arbitrariedade da produção simbólica na vida social, advertindo para seu caráter efetivamente legitimador das forças dominantes, que expressam por meio delas seus gostos de classe e estilos de vida, gerando o que ele pretende ser uma distinção social.
O “mundo social, para Bourdieu, deve ser compreendido à luz de três conceitos fundamentais: campo, habitus e capital.”.
Bourdieu e Passeron identificam e analisam profundamente a desigualdade na sociedade, não de forma genérica, mas nua e crua… e com todos os detalhes e motivos. Ele fala sobre ações e reações sociais de uma forma bem objetiva, sem papas na língua. Na obra “A Reprodução” eles falam sobre a desigualdade de classes e a relacionam com a probabilidade de êxito em todos os campos das vida. Em sumo, ele fala que o sistema elimina os fracos e não se preocupa mais em resgatá-los, não tem interesse algum em intregra-los á sociedade, pois eles já passaram pelo que Bourdieu chama de estrutura de oportunidades. E ai ele insere a critica, falando que essa estrutura de oportunidades é extremamente desigual, e que a desigualdade existe, persiste e é legitimada quando os individuos passam a reproduzir a mesma, como num ciclo.
Referência*: BOURDIE, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. A reprodução. Elementos para uma teoria do sistema de ensino. Lisboa, 1970.

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