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Atuação do Psicólogo no Creas

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Trabalho do Psicólogo no CREAS
Hoje em dia as diferentes experiências possibilitaram a divulgação de um conjunto de práticas direcionadas aos problemas sociais brasileiros, práticas que apontavam alternativas para o fortalecimento de populações em situação de vulnerabilidade social, assim como para o fortalecimento dos recursos subjetivos para o enfrentamento das situações de vulnerabilidade. 
De acordo com os resultados dessas experiências houve uma ampliação da concepção social e governamental acerca das contribuições da Psicologia para as políticas públicas, além da geração de novas referências para o exercício da profissão de Psicologia no interior da sociedade (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2007, p.06).
Alguns princípios utilizados pelos psicólogos para trabalhar no CREAS:
Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS (Política Nacional de Assistência Social) e da Proteção Social Básica (PSB), cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social e para a construção de sujeitos cidadãos;
Trabalhar de modo integrado à perspectiva interdisciplinar, em especial nas interfaces entre a Psicologia e o Serviço Social, buscando a interação de saberes e a complementação de ações, com vistas à maior resolutividade dos serviços oferecidos;
Intervir de forma integrada com o contexto local, com a realidade municipal e territorial, fundamentada em seus aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais;
Agir baseado na leitura e inserção no tecido comunitário, para melhor compreendê-lo, e intervir junto aos seus moradores;
Identificar e potencializar os recursos psicossociais, tanto individuais como coletivos, realizando intervenções nos âmbitos individual, familiar, grupal e comunitário;
Atuar a partir do diálogo entre o saber popular e o saber científico da Psicologia, valorizando as expectativas, experiências e conhecimentos na proposição de ações;
Favorecer processos e espaços de participação social, mobilização social e organização comunitária, contribuindo para o exercício da cidadania ativa, autonomia e controle social, evitando a cronificação da situação de vulnerabilidade;
Manter-se em permanente processo de formação profissional, buscando a construção de práticas contextualizadas e coletivas;
Priorizar atendimento em casos e situações de maior vulnerabilidade e risco psicossocial;
Atuar para além dos settings convencionais, em espaços adequados e viáveis ao desenvolvimento das ações, nas instalações do CRAS, da rede socioassistencial e da comunidade em geral.
Atuação do Psicólogo no CREAS:
Adolescente (Uellinton):
As demandas que chegam no CREAS são emergências, no caso em questão é por violência da parte do adolescente. O psicólogo no CREAS deve ouvir; fazer um acompanhamento, orientar o indivíduo e a família em situações já comprovadas de risco, promover grupos de apoio com o objetivo de acolher essas pessoas, de modo que elas consigam retomar seus hábitos e colaborar com outras pessoas que, por ventura, possam passar por situações parecidas. 
O acolhimento segundo Brito (2010), crianças e adolescentes possuem direitos como saúde, educação, moradia, liberdade, lazer, cultura, profissionalização, convivência familiar e comunitária, que devem ser garantidos pelo Estado, pela sociedade e pela família. 
Sendo assim, é possível refletir que o serviço de acolhimento tem funcionado como a efetivação de políticas públicas com evidentes vantagens para criança do ponto de vista da sua segurança e bem-estar, uma vez que oferece, a um só tempo, acolhimento, moradia e cuidados diários.
Pode também fazer com o garoto um enfrentamento de uso de drogas de abuso, pois, o aumento do consumo de drogas de abuso e, consequentemente de sua comercialização/ tráfico, leva os moradores de determinadas comunidades à exposição das consequências decorrentes desse contexto. A presença de drogas de abuso não ocorre de forma social e territorialmente uniforme, pois algumas comunidades estão mais expostas às drogas de abuso e ao impacto decorrente do seu uso.
Uma ação de política eficaz pode reduzir o nível de problemas relacionados ao consumo de drogas de abuso, evitando que se assista passivamente ao fluxo desse problema. Quando se efetivam ações de políticas públicas comprometidas com a promoção, prevenção e tratamento, na perspectiva da integração social e produção da autonomia das pessoas, o sofrimento inerente ao impacto das drogas de abuso tende a diminuir em escala expressiva. 
Diante disso o Psicólogo pode além de fazer um enfrentamento, fazer uma conscientização com o adolescente, pois o garoto até pode saber que as drogas não fazem bem para as pessoas, mas muitas vezes pela condição econômica acabam se colocando nesse meio, por ser um trabalho com ganhos rápidos.
Avó de Uellinton:
Torna-se nítido que a violência contra o público idoso é cometida, geralmente, por pessoas da própria família. Neste caso o agressor é o neto, que indica que as campanhas de prevenção às violações de direitos contra idosos precisam ser realizadas no próprio seio familiar. 
Sugere-se, ainda, que a equipe do CREAS passe a colher dados complementares em seus instrumentos de acompanhamento, como a situação de saúde física do idoso. Assim será possível uma compreensão ampliada a respeito do fenômeno da violação de direitos contra os idosos. 
Por fim, reforça-se que a violação de direitos contra os idosos é uma problemática de difícil detecção e poderá ser melhor combatida por meio da articulação das diversas políticas públicas, principalmente a assistência social e saúde, buscando-se a mobilização e a promoção de esclarecimentos para toda a sociedade.
As pessoas que atingem uma idade mais avançada pertencem a um grupo que tem recebido atenção dos legisladores do Brasil nos últimos anos. A Política Nacional do Idoso, apresentada que pela Lei n. 8.842/1994, apresenta como idosa a pessoa com mais de 60 anos de idade (BRASIL, 1994). O mesmo ocorre com o Estatuto do Idoso, apresentado pela Lei n. 10.741/2003, que considera como idosa a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos (BRASIL, 2003). 
Mendonça (2015) demostra que o Estatuto do Idoso é fruto de movimentos sociais a favor da pessoa idosa e tem como objetivo proteger os direitos desse grupo populacional.
Em relação à saúde do idoso, Mendonça (2015) comprova que esse público é agredido por redução de capacidade funcional e autonomia e acaba por precisar de maiores cuidados em consequência da dependência que as enfermidades geram. 
Souza, Oliveira e Ferri (2015) destacam que nos cuidados demandados pelos idosos se incluem, ainda, as atividades corriqueiras, como andar, alimentar-se, tomar banho, entre outras. Por constituírem uma parcela mais fragilizada da população, justifica-se a necessidade de leis específicas capazes de garantir uma equidade em relação ao restante da população, mas é possível observar que ainda é preciso avançar para que esses direitos sejam garantidos de fato.
Referências:
BRASIL. Lei n. 8.742, de 07 de dezembro de 1993. Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 08 dez. 1993. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/L8742compilado.htm>. 
BRASIL. Lei n. 8.842, de 04 de janeiro de 1994. Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 05 jan. 1994. Disponível em: . Acesso em: 01 nov. 2016. BRASIL. Lei n. 10.741, de 01 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 out. 2003. 
BRITO, C. O. O processo de reinserção familiar de crianças e adolescentes em acolhimento institucional. (2010). Dissertação de Pós-Graduação em Psicologia - Universidade Federal do Espírito Santo - UFES - Vitória, ES.
MENDONÇA, J. M. B. de. Políticas Públicas para idosos no Brasil: análise à luz da influência das normativas internacionais. 2015. 173 p. Tese (Doutorado