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PORTFÓLIO Ensino da Arte - Arte Popular [UTA B 2017 - FASE II]

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Centro Universitário Internacional - UNINTER
PAULO ROBERTO GUEBERT – RU - TURMA
PORTFÓLIO
UTA – LABORATÓRIO E MATERIAL DIDÁTICO – MÓDULO B - FASE II
Curitiba
 2017�
Centro Universitário Internacional - UNINTER
PAULO ROBERTO GUEBERT – RU – TURMA
PORTFÓLIO
UTA – LABORATÓRIO E MATERIAL DIDÁTICO – MÓDULO B - FASE II
Relatório de Portfólio da UTA Ensino de Arte: Arte Tridimensional – Módulo B Fase II. Apresentado ao curso de Licenciatura em Artes Visuais do Centro Universitário Internacional UNINTER.
Tutor Local: Nome Sobrenome 
Centro Associado: PAP 
Curitiba
 2017
MEMORIAL DESCRITIVO 
TEMA GERAL: “ENSINO DA ARTE”
SUBTEMA ESPECÍFICO: “ARTE POPULAR”
CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS 
NOME COMPLETO: Paulo Roberto Guebert	
RU: 
POLO: 
PROPOSTA ARTÍSTICA: Escultura Popular
TÉCNICA: Escultura com materiais naturais
TÍTULO DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA: Ovo de Pinhão
INTRODUÇÃO
“Arte popular” é o termo utilizado para definir as produções artísticas (pinturas, desenhos, literatura e esculturas) feitas pelo povo para o povo. Essas produções retratam a cultura, os saberes e o cotidiano do artista e/ou da região onde este vive, e, geralmente, são produzidas de maneira simples e artesanal a partir de materiais comuns, como materiais recicláveis, elementos da natureza ou artigos de papelaria.
A arte popular do Brasil retrata a identidade de seu povo: belo, alegre e diversificado. A riqueza cultural e as diferenças geográficas fazem com que cada região do país seja única, e, por conseqüência, essas singularidades são refletidas na arte popular.
Cito, como exemplo, o Planalto Norte de Santa Catarina (onde vivo), região marcada pela Guerra do Contestado, pela extração de madeira, pela vida no campo, pela religiosidade cristã e pela cultura dos imigrantes do leste europeu (sobretudo poloneses e ucranianos) que colonizaram essas terras há muitos anos atrás. Esses aspectos estão presentes em nossa arte popular: as pinturas de campos de araucárias ou de cenas do Contestado; as esculturas de animais de fazenda feitas com purungo e pinhas; as imagens de São João Maria d’Agostinho; as pinturas das pêssankas ucranianas.
Na minha produção artística, misturei alguns desses elementos tão comuns à minha terra: a pinha - símbolo dos campos de araucária e da vida no campo -, com a pintura das pêssankas - representando a fé cristã e a cultura de meus antepassados. Acredito que dessa maneira consegui transmitir a essência da minha terra, do meu povo e da minha própria história.
DESCRIÇÃO DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA 
Os materiais utilizados na composição artística foram tinta acrílica de diversas cores, um pincel chato médio e uma pinha seca, ficando assim com 11cm de altura e 6cm de diâmetro.
PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA OBRA
Imagem referencial 01: Escultura com pinha, purungo e argila. Kátia Chmiluk, A Galinha D’angola, 2016, Três Barras – SC/BR 
Imagem referencial 02: Ovos de aves, tinta acrílica e cera de abelha, Helena Paiter, Pyssanka, 2017, Três Barras – SC/BR
Passo a passo da composição:
-Materiais utilizados (pinha seca, tinta acrílica de diversas cores e pincéis vários tamanhos):
-Iniciando o processo de pintura:
	
-Aplicação da tinta azul:
-Aplicando a tinta amarela:
-Composição finalizada:
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se aprender muito sobre um povo ou uma região somente observando suas produções artísticas. Toda a história, fé, rotina e saberes do artista e do lugar onde este vive estão expressas em cada cor, forma e textura das suas obras, e é isto que faz com que a arte popular seja tão única e rica.
Entretanto, conseguir representar a cultura local através de uma produção artística não é uma tarefa simples. É necessário um conhecimento aprofundado acerca dos aspectos que se deseja expressar, o que demanda muita pesquisa e estudo, pois além do saber é preciso compreender e contextualizar o conteúdo para, assim, poder criar uma arte mais verdadeira, sensível e inspirada.
Ademais, toda produção artística, independentemente da técnica utilizada para a sua criação, requer muita habilidade manual - tanto no manejo dos materiais utilizados quanto na criatividade e na distribuição das cores e formas –, para que ao analisarmos a composição como um todo, esta fique harmônica e coerente.
A inspiração para a criação dessa composição, contudo, veio facilmente. É praticamente impossível pesquisar sobre a arte popular e não sentir-se inspirado com a riqueza e beleza dessas obras.
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ANEXO: 
Gravura popular utilizando estêncil.
Conto/lenda urbana referencial:
“A Salvação
Sol das onze em céu anil, calor sufocante, suor a gotejar pelas faces maltratadas, silêncio quebrado apenas pelo farfalhar das folhas do feijão e do milho em crescimento, ocasionado pelo suave sopro do vento. Os chapéus de palha identificavam o grupo laboral, oito pessoas, espalhados pela imensa área de plantio, com a intenção de retirar as ervas daninhas que impedem o desenvolvimento das culturas. (...)
O mutirão avança lavoura adentro, e o bebê, acomodado num cesto de vime, oito meses de idade, sob a sombra acolhedora da araucária solitária, dormindo o sono dos inocentes.
Hora do almoço, sol a pino (...). A mãe dirigiu-se ao cesto para verificar o estado do bebê e a surpresa... ele dormia, enquanto ela, uma jararacuçu bem dimensionada, vigiava a criança, muito próxima de sua face direita. Rastejara até o local e invadira o leito do bebê (...). O pavor tomou conta de todo, desespero no ar, impasse lançado, pois a perigosa serpente tinha o controle da situação. Qualquer movimento da criança e... O que fazer? (...) A sensação de impotência invadiu todos os corações já aflitos.
Foi nesse momento de tensão que o cão, que observava a pavorosa cena, em atitude surpreendente, instinto talvez, assumiu o desafio de atrair para si a atenção da criatura peçonhenta.
A cobra preparou-se para o ataque, aceitando a provocação do cão e saltou implacável sobre o animal.
Cravou suas presas no focinho do cão que, no sentido de livrar-se da vigorosa mordida da serpente, balançou violentamente a cabeça, atirando-a para longe dali.
A família até hoje não assimilou o gesto glorioso do cão e atribui o ocorrido, sempre que o fato vem à tona, à interferência divina através de providencial presença angelical.
Salvou-se o inocente e perdeu-se o herói.” 
(MOTA, 2015. p15-16)
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Passo a passo da composição:
-Esboço do estêncil:
-Estêncil pronto:
-Pintando:
-Gravura finalizada:
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REFERÊNCIAS
CATENACCI, Vivian. CULTURA POPULAR entre a tradição e a transformação. São Paulo – SP. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/spp/v15n2/8574.pdf> Acesso em: 07 de Setembro de 2017.
MOTA, Ederson L. M., Olhos Flamejantes e outras histórias. 1ª Edição. Canoinhas/SC: Edição do Autor. 2015. 
RAMOS, Everaldo. Do mercado ao museu: a legitimação artística da gravura popular. RN, 2009. Disponível em: < https://seminarioculturavisual.fav.ufg.br/up/778/o/2009.GT1_RAMOS_-_Do_mercado_ao_museu.pdf > Acesso em: 07 de Setembro de 2017.
INTERNET
https://www.youtube.com/watch?v=mW4zTJq7k0M Acesso em: 08/09/2017
https://www.youtube.com/watch?v=WL9KbV4ifA8 Acesso em: 08/09/2017
https://www.youtube.com/watch?v=TZjixDQC8rM Acesso em: 08/09/2017

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