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Art 155 - Furto

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ao fim de, significa dizer que o transporte da fronteira se torna a condição necessária para que a qualificação ocorra. A norma tem que ser interpretada taxativamente. Se o carro não sair da unidade onde estava, não tem como considerar essa qualificadora. O motivo disso é simplesmente o erro ao fazer a redação da lei, que determinou “que venha a ser” e não “com o fim de”. 
§6 → Semovente domesticável de produção → abigeato. Não precisava criar esse tipo penal porque as circunstâncias normalmente usadas pra cometer esse tipo de conduta já podiam ser qualificadas antes.
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§7 → Explosivos → utilizado como meio para obtenção. 
Qual a possibilidade de combinar a aplicação dessas condutas? Quando culminar em mais de uma, se aplica a mais gravosa, vai se fazer a dosimetria com a pena maior.
Se tiver o uso do veículo automotor em concurso de agentes, se aplica a de concurso (porque é maior) e a outra qualificação será utilizada na dosimetria.
Topografia das normas. A majorante do furto noturno não se aplica se estivermos lidando com qualificadoras, o privilegiado também. Ela funciona apenas pra norma anterior a ela, anterior na distribuição das normas dentro do artigo.
ART. 156 – ROUBO
Violência: 
Física → 
Moral → ameaça, é diferente do tipo próprio de ameaça, pois nesse a finalidade é o roubo. Aqui a ameaça é funcional pra esse delito
Imprópria → incapacidade de resistência da vítima (se estiver dormindo por exemplo), uso de substâncias narcotizantes para que a pessoa não consiga se defender.
*Lei Maria da Penha → violência física, psíquica, moral, sexual e patrimonial (roubo de salário). O código penal não admite porque se proceder dessa maneira estaria inviabilizando a aplicação dos crimes de furto e outras figuras, e tudo que o sujeito realizasse contra a mulher seria roubo ou extorsão. 
Pode-se dividir o roubo em duas modalidades:
O meio executivo, para que possa influenciar a tipificação do delito, deve ocorrer antes ou durante a execução do fato. Não faz diferenca se eu agrido a vitima pra pegar o celular ou se eu pego e depois bato nela pra não vir atrás de mim, ou poderia acontecer de eu pegar o celular, estar saindo e ela gritar, aí eu retorno e agrido, pro legislador é o mesmo dano patrimonial e físico, não faz diferença se o momento é antes ou depois, 
Próprio → 
Impróprio → tem uma equiparação a roubo do que seria um furto sucedido por uma lesão corporal, a rigor deveria formar um concurso de crimes, mas ele ignorou essa possibilidade e mandou fazer esse roubo improprio. Mas pra aplicar isso tem que ser demonstrada a funcionalidade dessa violência, para viabilizar a subtração. Nesse caso a subtração já foi realizada, então a funcionalidade identificada aqui é para assegurar a detenção da coisa ou a impunidade do agente, para que se tenha sucesso no furto. Só existe roubo impróprio quando a violência acontece no tempo compreendido entre a subtração e a consumação do crime.