FISCALIZAÇÃO DE PROJETOS E OBRAS DE ENGENHARIA

FISCALIZAÇÃO DE PROJETOS E OBRAS DE ENGENHARIA


DisciplinaProjetos de Engenharia15 materiais93 seguidores
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Módulo III - Planilha orçamentária.pdf
Escola de Administração Fazendária
ESAF
FISCALIZAÇÃO DE PROJETOS
E OBRAS DE ENGENHARIA 
Ficha técnica
Coordenador Técnico e Conteudista - Secretaria da Receita Federal do Brasil
Athos André do Amaral Rocha
Coordenação de Produção
Equipe de produção DIEAD/ESAF
Planilha Orçamentária \u2013 Módulo 3 ...........................................................................4
3.1 A Planilha Orçamentária: principais conceitos e como ela deve ser exigida ......... 4
3.1.1 Os diferentes tipos de orçamento (expedito, preliminar e detalhado) ..........4
3.1.2 Como deve ser o orçamento vinculado ao projeto? .....................................10
3.1.3 Preço: conceito e forma de composição ......................................................15
3.1.4 O lançamento do percentual do ISS na planilha de composição do BDI ....19
Encerramento ........................................................................................................24
Sumário
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3.1 A Planilha Orçamentária: principais conceitos e como ela 
deve ser exigida
3.1.1 Os diferentes tipos de orçamento (expedito, preliminar e detalhado)
Ao final deste tópico, o aluno será capaz de:
 § Analisar os diferentes tipos de orçamento e identificar a sua correta aplicação.
Um dos itens que integram o pacote de projeto, o orçamento para a execução da obra, 
após a quantificação dos seus materiais e serviços, é o elemento que possibilitará a 
formação do preço de venda do objeto. A quantificação, ou seja, a mensuração dos 
insumos e serviços do projeto, é uma das responsabilidades do projetista. A ABNT 
NBR 13531:1995 \u2013 Elaboração de projetos de edificações \u2013 Atividades técnicas, 
cancelada em 2017, determinava, no seu item 3.4 (Contratação de prestação de 
serviços técnicos especializados de projetos), alínea \u201cc\u201d , que o cronograma físico-
financeiro da obra era uma das etapas que deviam estar previstas na contratação 
de um projeto. A ABNT NBR 13532:1995 \u2013 Elaboração de projeto de edificações \u2013 
Arquitetura determinava que o Projeto Executivo de arquitetura deveria trazer entre 
os seus elementos o \u201cmemorial quantitativo dos componentes construtivos e dos 
materiais de construção\u201d (ABNT, 1995, item 4.4.9.2, alínea \u201cb\u201d).1
Ambas as normas foram substituídas pelo conjunto de normas ABNT NBR 16636. A 
norma técnica ABNT NBR 16636-1:2017 \u2013 Elaboração e desenvolvimento de serviços 
técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos \u2013 Parte 1: Diretrizes 
e terminologia, traz, no seu item 3 (Termos e definições), o subitem 3.40, conceituando 
orçamento:
1 ABNT \u2013 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13532:1995 \u2013 Elaboração de projeto de edifica-
ções \u2013 Arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 1995.
MÓDULO 3
PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
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3.40 - Elaboração de orçamento
Atividade que envolve o levantamento de custos, de forma sistematizada, de 
todos os elementos inerentes ao projeto e à execução de determinado objeto 
de construção (ABNT, 2017).
A norma técnica ABNT NBR 16636-2:2017 \u2013 Elaboração e desenvolvimento de ser-
viços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos \u2013 Parte 2: 
Projeto arquitetônico, traz como uma das responsabilidades do projetista, na etapa 
de Projeto Executivo, a elaboração de memoriais quantificativos e de planilhas orça-
mentárias como documentos de texto a serem apresentados no projeto (item 6.4.7.2, 
alínea \u201cb\u201d). Pode ser que essa seja uma novidade para você, mas saiba que poucos 
profissionais de projeto, principalmente aqueles que atuam na iniciativa privada, têm 
o domínio dessa informação. Esse fato ocorre pela tendência que temos de que, fina-
lizado o projeto, a responsabilidade pelo seu orçamento seja do orçamentista, elabo-
rado de forma distante e dissociado do seu projetista, muitas vezes contratado pela 
construtora somente no momento prévio à execução da obra.
Os tipos de orçamento podem variar em precisão e complexidade de acordo com 
o objetivo pretendido. O orçamento que servirá como uma referência inicial para a 
avaliação da viabilidade de um empreendimento terá menos complexidade e trará 
maior margem de erro do que um orçamento final, para obra, advindo de um Projeto 
Executivo. Esse último, embora de grande complexidade, terá ainda margem de erro 
aceitável, menor, porém, do que a margem de erro admitida para o primeiro.
Conforme o TCU, por meio da Portaria Segecex nº 33, de 7 de dezembro de 2012,2 os 
orçamentos de obra podem ser classificados em expedito, preliminar e detalhado.
2 BRASIL. Tribunal de Contas da União. Portaria Segecex nº 33, de 7 de dezembro de 2012. Aprova revisão do Roteiro de 
Auditoria de Obras Públicas, declarando-o documento público, revoga suas versões anteriores, e dá outras providências. 
Brasília: TCU, 2012. 
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As avaliações expeditas podem ser feitas com base em custos históricos, índices, 
gráficos, estudos de ordens de grandeza, correlações ou comparação com projetos 
similares. Podem, por exemplo, ser utilizados índices específicos conhecidos no 
mercado, a exemplo do CUB, para avaliação expedida do custo de construção de 
edificações. O CUB é o custo por unidade de área construída para alguns tipos de 
projetos padronizados estabelecidos pela ABNT NBR 12721:2006 \u2013 Versão Corrigida 
2:2007 \u2013 Avaliação de custos unitários de construção para incorporação imobiliária e 
outras disposições para condomínios edifícios \u2013 Procedimento. Outros exemplos de 
estimativas de custo são o custo por MW (megawatt) de potência instalada, no caso 
de usinas termoelétricas, ou a estimativa de custo de rodovias mediante o uso de um 
custo médio por quilômetro de rodovia construída.
Dessa forma, as avaliações expeditas têm como vantagem:
a) Possibilitar a análise da viabilidade dos empreendimentos e a escolha da 
alternativa a ser desenvolvida na etapa de detalhamento dos projetos, sem 
impor o elevado ônus da elaboração de um orçamento detalhado.
b) Não requerer muitas informações detalhadas sobre o projeto, e, por isso, o 
seu custo é muito menor do que o custo de elaborar um orçamento completo, 
muito embora a elaboração de uma estimativa requeira muita experiência do 
estimador, além de conhecimento, sensibilidade e informações atualizadas.
c) Avaliar preliminarmente os orçamentos de obras públicas para indicar se o va-
lor global do empreendimento está adequado ou não, apesar de ser um método 
simples e de pouca precisão (BRASIL, 2012, p. 29).
O orçamento preliminar é mais detalhado do que a ava-
liação expedita de custos, pois pressupõe o levanta-
mento de quantidades e requer pesquisa de preços dos 
principais insumos e serviços. Enquanto a avaliação ex-
pedita é utilizada no estudo de viabilidade, o orçamento 
preliminar costuma ser utilizado na fase de anteprojeto. 
Os orçamentos preliminares normalmente são elabo-
rados quando a execução do projeto de engenharia de 
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detalhamento já foi contratada, o que propiciará a geração de muitos dados, embora 
não definitivos, para servirem de base para o orçamento. Dessa forma, estarão dis-
poníveis para o orçamentista dados como os custos dos serviços de engenharia que 
já foram contratados, especificações preliminares de equipamentos de processo e 
de utilidades e listas preliminares de materiais. Também poderá dispor de dados so-
bre o tipo de fundações e plantas arquitetônicas das edificações. Apesar do menor 
grau de incerteza do orçamento preliminar, o orçamentista ainda pode fazer uso de 
levantamentos expeditos de algumas quantidades e atribuição de custos para alguns 
serviços.
Exemplos de levantamentos expeditos que podem ser utilizados em um orçamento 
preliminar de obra de edificação:
Área d
e form
as (m
²) = 
 volum
e de