Densitometria
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Densitometria


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1 INTRODUÇÃO 
 
A densitometria óssea é o método de diagnóstico que avalia o grau de mineralização óssea do 
esqueleto ou dos segmentos do esqueleto e, os seus resultados são comparados com a densidade 
mineral óssea (DMO) da média populacional. O estudo por segmentos é mais freqüente, sendo 
comum à avaliação da densidade óssea da coluna lombar e do quadril direito. 
A densidade mineral óssea é expressa em glcm2 e representa a massa de cálcio expressa em 
gramas em uma área de 1 centímetro quadrado de tecido. Os valores obtidos junto à população e que 
representam a média populacional são importantes para as conclusões diagnósticas do médico. Esses 
valores precisam ser significativos, e isto requer cuidados na amostragem. Os valores precisam ainda 
estar distribuídos por faixa etária, peso e considerar as características regionais da população. No 
Brasil os valores DMO da população estão relativamente bem definidos para as mulheres. O 
referencial para os indivíduos do sexo masculino ainda é feito com base nos valores da população 
americana. A quantidade de exames realizados em homens no Brasil ainda é muito baixa para se 
traçar um perfil confiável da média populacional. 
O exame de densitometria está especialmente indicado na avaliação da osteoporose, estado 
em que os ossos perdem cálcio, na osteopenia, estado em que ocorre redução do número de 
Osteócitos no tecido ósseo e nas patologias em que está presente hipercalcificação. A osteoporose é 
uma doença silenciosa que se caracteriza pela perda gradual e progressiva de massa óssea com 
comprometimento da resistência dos ossos, tornando os mais frágeis e mais propensos às fraturas. 
Pode manifestar-se sem etiologia definida ou de forma secundária associada a outras doenças. 
Hipotireoidismo, insuficiência renal, hepática, mielomatose, anemia e imobilizações prolongadas, são 
situações que podem desencadear estado de osteoporose. As mulheres na menopausa e os homens 
que se encontram acima de 60 anos apresentam, não raramente, índices significativos de 
osteoporose. Normalmente a osteoporose é precedida da osteopenia. 
 
 
2 FUNÇÕES, ARQUITETURA E COMPOSIÇAO DO OSSO 
 
É muito comum pensarmos que o osso humano não passa de um material inerte e sólido cuja 
função é a de locomoção. No entanto, os ossos são responsáveis por três funções básicas de suma 
importância ao nosso organismo, são elas: 
 
2.1 FUNÇÕES MOTORAS 
 
Os ossos longos do corpo funcionam como verdadeiras alavancas por meio de ações 
musculares e através de articulações são capazes de enviar comandos possibilitando nossa 
locomoção. 
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2.2 FUNÇÕES PROTETORAS 
 
Alguns órgãos são sensíveis a agressões e traumas do cotidiano, outros conseguem adaptar-
se razoavelmente a tais situações, porém os órgãos que são sensíveis precisam de proteção especial 
e aí que entra o esqueleto, como protetor desses órgãos, tais como: os ilíacos, a caixa craniana 
(crânio) a as costelas. Essas estruturas ósseas protegem as vísceras pélvicas, o cérebro e os órgãos 
internos do tórax como o pulmão e o coração respectivamente. 
 
2.3 FUNÇÕES METABÓLICAS 
 
O esqueleto humano tem como função ser local de armazenamento de cálcio, minerais e 
também fósforo durante a gravidez. 
 
2.4 ARQUITETURA ÓSSEA 
 
O osso está organizado em microarquitetura óssea que podemos definir como tecidos ósseos. 
Existem dois tipos de tecidos ósseos no esqueleto humano, são eles: tecido trabecular e o tecido 
cortical. Trabecular pode ser um osso poroso e o que o torna mais sensível à alteração metabólica, ou 
seja, são os primeiros ossos onde ocorre à demanda de cálcio Ex: vértebras. 
O tecido cortical tem como característica principal ser um osso compacto. É uma só arquitetura que 
atua como suporte de cargas longitudinais. Ex: os ossos longos com tíbia. 
 
2.5 COMPOSIÇÕES ÓSSEAS 
 
O tecido ósseo é composto por três frações básicas são: 
 
2.5.1 FRAÇÃO ORGÃNICA 
 
É representado por uma malha protéica conhecido também como matriz orgânica ou matriz 
protéica onde fixam outras duas frações O colágeno composto de 90 a 95% desse tipo de proteína e 
os demais 10% são composto de proteína não colágeno. A incorreta formação da fração orgânica 
pode levar a distúrbios graves tornando os ossos quebradiços. 
 
2.5.2 FRAÇÃO CELULAR 
 
No processo de formação do tecido ósseo, temos três células importantes que são elas: 
Osteoclastos, Osteoblastos e Osteócitos. 
 
\u2022 Osteoclastos: São responsáveis pela degradação da matriz óssea. 
 
\u2022 Osteoblastos: São células construtoras que entram em ação após a destruição das células velhas 
pelos osteoclastos. 
 
\u2022 Osteócitos: São células que servem como uma rede viva de comunicação dos ossos onde as 
substâncias protéicas e minerais trafegam pelo seu interior. 
 
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2.5.3 FRAÇÃO MINERAL 
 
Importantíssimo para as nossas funções motoras, sem componentes minerais os nossos 
ossos seria extremamente elásticos e flexíveis. A porção mineral é composta de: 
 
 
 
 
 
 
- Fosfato de cálcio (85%) 
 
- Carbonato de cálcio (10%) 
 
 
 
 
 
 
 
3 METABOLISMO E REMODELAMENTO ÓSSEO 
 
Nos últimos anos, a densitometria óssea tem contribuído para um entendimento acerca do 
mecanismo da regulação metabólica. Principalmente da relação de equilíbrio entre as células ósseas, 
osteoclastos e osteoblastos. Além desse fenômeno, o nosso organismo produz outras substâncias que 
atuam como verdadeiro regulador de atividades celulares que estão intimamente ligados a vitaminas e 
hormônios produzidos por várias glândulas endócrinas. 
 
3.1 SUBSTÃNCIAS QUE REGULAMENTAM O METABOLISMO ÓSSEO 
3.1.1 Vitamina D 
 
Tem papel importante para regulação do metabolismo ósseo, encontrada. na luz solar, em 
contato com o corpo passa por um processo de ativação, onde absorve ao cálcio do intestino levando 
a corrente sanguínea. 
 
3.1.2 Estrógeno e Testosterona 
 
O estrógeno é o hormônio sexual feminino que estimula diretamente os osteoblastos. A 
testosterona (hormônio masculino) é estimulada indiretamente. 
 
3.1.3 PTH hormônio da paratireóide 
 
Este hormônio estimula os osteoclastos a reabsorver o cálcio para o sangue. 
 
3.1.4 Calcitonina 
 
Toda vez que o sangue possui elevadas taxa de cálcio, este hormônio inibe a produção de 
osteoclastos. 
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4 DESENVOLVIMENTOS DA MASSA ÓSSEA 
 
Existem dois tipos de desenvolvimento da massa óssea, são eles: 
 
- intramembranosa e o endocondral que começa a se desenvolver desde quando somos 
gerados no útero até a idade adulta. Este desenvolvimento na infância e na adolescência chega atingir 
o pico de 70% da massa óssea, os outros 30% é no período de 25 a 30 anos. Importante lembrar que 
este processo difere entre os sexos. Ex: As meninas sofrem aceleração no processo de 
desenvolvimento da massa óssea durante a puberdade, eis ai a resposta para o seu declínio rápido 
por volta dos 45 anos. Por outro lado os homens começam a perder massa óssea por volta do 55 a 65 
anos. 
 
5 CAUSAS E TIPOS DE OSTEOPOROSE 
 
Qualquer fenômeno que leva ao aumento do numero de profundidade das lacunas de 
reabsorção ou que impeça ou prejudique o preenchimento das mesmas pode levar a osteoporose. 
Osteoporose é a diminuição global da massa óssea com o comprometimento da microarquitetura 
trabecular e conseqüentemente da susceptibilidade a fraturas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.1 Causas 
 
- Diminuição do estrógeno 
- Sedentarismo 
- Pouca exposição solar 
- Dieta pobre em cálcio 
- Envelhecimento 
- Tabagismo 
- Antecedentes familiares de osteoporose 
- Mulher de raça branca e asiática 
 
5.2 Tipos 
 
I - Osteoporose Primária 
II - Osteoporose Secundária 
III - Osteoporose Juvenil 
IV - Osteoporose Idiopática 
V - Osteoporose Focal 
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