Colite, TB, amebíase, giardíase, estrongiloidíase, criptosporidiose, infarto, Chagas, varizes, hepatites, doença hepática, cirrose,
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Colite, TB, amebíase, giardíase, estrongiloidíase, criptosporidiose, infarto, Chagas, varizes, hepatites, doença hepática, cirrose,

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patologia mÓDULO III
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PROBLEMA 1
COLITE PSEUDOMEMBRANOSA
A colite pseudomembranosa, geralmente causada pelo Clostridium difficile, também é conhecida como colite associada a atb ou diarreia associada a atb. Os últimos termos se aplicam à diarreia que se desenvolve durante ou após o curso duma terapia com atb e pode ser decorrente tanto do C. difficile quanto de Salmonella, C. perfringens tipo A ou Staphylococcus aureus
Colite pseudomembranosa ou necrosante. Segmento de intestino grosso gravemente acometido por uma infecção bacteriana que causou necrose extensa da mucosa e submucosa intestinais. As camadas necróticas ainda estão, em grande parte, in situ e aparecem como regiões amareladas e salientes, que constituem pseudomembranas. Estas, no caso, são constituídas por exsudato (fibrinoso ou fibrino-purulento) mais a mucosa e submucosa necróticas. Isto define as pseudomembranas como do tipo crostoso e a infecção como aguda pseudomembranosa crostosa (porque a necrose ultrapassa a mucosa, chegando à camada muscular). A outra parte das pseudomembranas já descamou para a luz, deixando grandes áreas ulceradas (cor mais acinzentada), onde a camada muscular interna está exposta.
Disenteria bacilar, um exemplo de inflamação aguda pseudomembranosa crostosa. O corte de intestino grosso mostra uma úlcera bem delimitada. Na região ulcerada houve destruição do epitélio, da submucosa e de boa parte da camada muscular interna, a qual está infiltrada por neutrófilos. Fibras musculares lisas necróticas em corte transversal aparecem como corpúsculos hialinos e anucleados. A camada muscular externa também apresenta neutrófilos mas não há necrose. A superfície necrótica está recoberta por colônias de bactérias (tonalidade basófila). A causa da úlcera foi infecção por bactérias que invadem a mucosa, como as do gênero Shigella, causadoras da disenteria bacilar. Clinicamente, há diarréia com muco e sangue, intensas cólicas, puxo e tenesmo. Apesar do ° de destruição da mucosa, há regeneração completa após o término da infecção. 
TUBERCULOSE
Amebíase
COLITE AMEBIANA
As amebas (Entamoeba histolytica) formam lesões subminadas, isto é, a entrada é estreita e a parte profunda é mais larga. Por isso é chamada úlcera em botão de camisa. As úlceras são geralmente pequenas e numerosas, aparecendo à inspeção da mucosa como múltiplos e diminutos orifícios. Nos casos graves podem confluir dando lesões com contornos geográficos. A localização preferencial é no ceco e colo ascendente, seguindo-se o reto e o sigmóide. 
GIARDÍASE
Estrongiloidíase
Criptosporidiose
PROBLEMA 2
	INFARTOS
ADERÊNCIAS
Os procedimentos cirúrgicos, infecções ou outras causas de inflamação peritoneal, tal como a endometriose, podem resultar no desenvolvimento de aderências entre os segmentos do intestino, a parede abdominal e locais de operação. Estas pontes fibrosas podem criar alças fechadas através das quais outras vísceras podem deslizar e ficar aprisionadas, resultando em herniação interna. As sequelas, incluindo obstrução e estrangulamento, são as mesmas da herniação externa. Apesar de serem raras, as aderências fibrosas podem ser congênitas, portanto, a herniação interna deve ser considerada mesmo na ausência dum histórico de peritonite ou cirurgia.
VÓLVULOS
A torção completa da alça intestinal sobre sua b mesentérica de adesão é chamada de vólvulo e gera tanto comprometimento luminal quanto vascular. Logo, a apresentação inclui características de obstrução e infarto. O vólvulo ocorre mais frequentemente em alças grandes redundantes do cólon sigmóide, seguido em f pelo ceco, intestino delgado, estômago e raramente, cólon transverso. Pelo fato de ser raro, o vólvulo é frequentemente esquecido clinicamente.
HÉRNIAS
Qualquer fraqueza ou defeito na parede da cavidade peritoneal pode permitir a protrusão duma bolsa de peritônio delimitada por serosa chamada de saco herniário. As hérnias adquiridas ocorrem mais comumente na porção anterior, através dos canais inguinais e femorais ou do umbigo, ou dos locais de cicatrizes cirúrgicas. Estas devem gerar preocupação por causa da protrusão visceral (herniação externa). Isso é particularmente verdadeiro para as hérnias inguinais, as quais tendem a ter orifícios estreitos e grandes sacos. As alças do intestino delgado estão frequentemente envolvidas, mas porções do omento ou do intestino grosso também se projetam e qualquer um destes pode ficar aprisionado. A pressão na abertura da bolsa pode prejudicar a drenagem venosa do intestino aprisionado. A estase e o edema resultantes aumentam o V da alça herniada, a um aprisionamento permanente, ou encarceramento e ao longo do t, se desenvolve um comprometimento (estrangulamento) arterial e venoso que pode resultar em infarto.
Megas são dilatações permanentes e difusas de vísceras ocas ou canais, com aumento da m muscular, acompanhadas ou não de alongamento do órgão, não provocadas por obstrução mecânica. Na forma digestiva da DC, o substrato anatomofuncional é lesão do SNE ou SNA intramural.
Megacólon e megaesôfago chagásicos
Megacólon e megaesôfago chagásicos. Dilatação crônica destas vísceras ocas por destruição dos plexos mioentéricos na doença de Chagas. A lesão autonômica leva à perda de peristaltismo e dificuldade na abertura dos esfíncteres, resultando na retenção do bolo alimentar ou fecal. No caso do esôfago, a falta de abertura da cárdia é chamada acalásia. Há também raros casos de acalásia de origem idiopática (não associados à doença de Chagas)
Problema 3
VARIZES ESOFÁGICAS
HEPATITE B
HEPATITE C
HEPATITE CRÔNICA
DOENÇA HEPÁTICA ALCOÓLICA
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA
Cirrose hepática alcoólica. Notar a cor amarelada e o aspecto noduloso da superfície do fígado. A cor amarela se deve a esteatose. Os nódulos resultam da perda de arquitetura do parênquima hepático, com desaparecimento do padrão lobular normal e formação de traves de fibrose que recortam o fígado de forma irregular. Os hepatócitos entre as faixas de tecido fibroso não têm mais a organização radiada normal e como se regeneram, formam nódulos irregulares, que constituem as áreas salientes na superfície. As áreas deprimidas são devidas à fibrose. A cirrose pode ter várias causas. Entre as mais comuns estão o alcoolismo crônico e algumas formas de hepatite por vírus. Em muitos casos não é possível determinar a etiologia. 
Cirrose hepática micronodular
Degeneração hialina de Mallory em hepatocarcinoma