Colite, TB, amebíase, giardíase, estrongiloidíase, criptosporidiose, infarto, Chagas, varizes, hepatites, doença hepática, cirrose
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Colite, TB, amebíase, giardíase, estrongiloidíase, criptosporidiose, infarto, Chagas, varizes, hepatites, doença hepática, cirrose

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PATOLOGIA
MÓDULO 3
5ª ETAPA
MARINA GIOVANNA
EMANUELA DELMONDES
 PROBLEMA 1
H35
INTESTINO DELGADO
INTESTINO DELGADO
MUSCULAR CIRCULAR 
INTERNA
VILOSIDADES
CÉLULA 
CALICIFORME
CÉLULA CALICIFORME
CÉLULA ABSORTIVA
MUSCULAR 
CIRCULAR INTERNA
H36
INTESTINO GROSSO
INTESTINO GROSSO
COLITE AMEBIANA
TGI 25B
Peça TGI-25B. Colite amebiana
 As amebas (Entamoeba histolytica) 
formam lesões subminadas, isto é, a 
entrada é estreita e a parte profunda 
é mais larga. Por isto é chamada 
úlcera em botão de camisa. As úlceras 
são geralmente pequenas e 
numerosas (1 a 2 mm), aparecendo à 
inspeção da mucosa como múltiplos e 
diminutos orifícios. Nos casos graves 
podem confluir dando lesões com 
contornos geográficos. A localização 
preferencial é no ceco e colo 
ascendente, seguindo-se o reto e o 
sigmóide.
RELEMBRANDO\u2026..AMEBÍASE
Este protozoário que causa a amebíase é espalhado pela transmissão fecal-oral. 
Os cistos de E. histolytica, os quais apresentam uma parede de quitina e quatro núcleos, são resistentes ao 
ácido gástrico, uma característica que permite que eles passem através do estômago sem danos.
Os cistos então colonizam a superfície epitelial do cólon e liberam trofozoítos, formas ameboides que se 
reproduzem sob condições anaeróbicas.
amebíase é vista mais frequentemente no ceco e cólon ascendente, embora o cólon sigmoide, reto e 
apêndice também possam estar envolvidos. 
A disenteria se desenvolve quando a ameba se conecta ao epitélio colônico, induz a apoptose, invade as 
criptas e se esconde lateralmente na lâmina própria. 
Com isso, recruta neutró\ufb01los, causa danos tissulares e cria uma úlcera em forma de cantil com entrada 
estreita e base larga. 
ÚLCERAS
Colite aguda pseudomembranosa 
(exemplo de in\ufb02amação aguda 
pseudomembranosa crostosa)
Peça TGI-47. Colite pseudomembranosa ou 
necrosante. 
 Segmento de intestino grosso gravemente 
acometido por uma infecção bacteriana que 
causou necrose extensa da mucosa e 
submucosa intestinais. As camadas necróticas 
ainda estão, em grande parte, in situ, e 
aparecem como regiões amareladas e salientes, 
que constituem pseudomembranas. Estas, no 
caso, são constituidas por exsudato (fibrinoso 
ou fibrino-purulento) mais a mucosa e 
submucosa necróticas.
 Isto define as pseudomembranas como do tipo 
crostoso e a infecção como aguda 
pseudomembranosa crostosa (porque a necrose 
ultrapassa a mucosa, chegando à camada 
muscular). A outra parte das pseudomembranas 
já descamou para a luz, deixando grandes áreas 
ulceradas (cor mais acinzentada), onde a 
camada muscular interna está exposta. 
LEMBRAR\u2026
ÚLCERA É QUANDO AFETA A 
MUSCULAR INTERNA
As camadas necróticas ainda estão, em 
grande parte, in situ, e aparecem como 
regiões amareladas e salientes, que 
constituem pseudomembranas.
Disenteria bacilar: in\ufb02amação 
aguda pseudomembranosa 
crostosa 
Lam. A. 47
Lâm. A. 47. Disenteria bacilar, um exemplo de inflamação aguda 
pseudomembranosa crostosa. 
 O corte de intestino grosso mostra uma úlcera bem delimitada. Na região ulcerada houve 
destruição do epitélio, da submucosa e de boa parte da camada muscular interna, a qual está 
infiltrada por neutrófilos. Fibras musculares lisas necróticas em corte transversal aparecem 
como corpúsculos hialinos e anucleados. 
A camada muscular externa também apresenta neutrófilos mas não há necrose. 
 A superfície necrótica está recoberta por colônias de bactérias (tonalidade basófila). Este é 
um exemplo de inflamação aguda pseudomembranosa crostosa.A causa da úlcera foi infecção 
por bactérias que invadem a mucosa, como as do gênero Shigella, causadoras da disenteria 
bacilar. Clinicamente, há diarréia com muco e sangue (DISENTERIA) intensas cólicas, puxo e 
tenesmo. Apesar do grau de destruição da mucosa, há regeneração completa após o término 
da infecção. 
NEUTRÓFILOS DEGENERADOS
FLEGMONOSA: NÃO HÁ FORMAÇÃO DE CAVIDADE
Enterite aguda 
pseudomembranosa
TGI 44
Peça TGI-44. Enterite aguda 
pseudomembranosa.
 As pseudomembranas esbranquiçadas 
são constituídas de fibrina e células 
necróticas. As áreas de mucosa não 
recobertas por pseudomembranas estão 
edemaciadas e com aspecto suculento, ou 
são escuras, devido à forte hiperemia e, 
provavelmente, hemorragias. Isto se deve 
à alteração da permeabilidade vascular 
pelo processo inflamatório. Grande 
número de bactérias pode produzir 
enterites e colites graves, como a 
Escherichia coli (cepas enteroinvasivas), 
espécies de Salmonella, Shigella, o 
Campylobacter jejuni e o Clostridium 
difficile, este último associado a 
antibioticoterapia de largo espectro.
PSEUDOMEMBRANA
A colite pseudomembranosa, geralmente causada pelo 
Clostridium dif\ufb01cile, também é conhecida como colite 
associada a antibióticos ou diarreia associada a antibióticos. 
 É provável que o rompimento da \ufb02ora microbiana normal 
por antibióticos permita que o C. dif\ufb01cile cresça em 
excesso. Embora quase todos os antibióticos possam ser 
responsáveis, a terceira geração de cefalosporinas está 
implicada mais frequentemente. 
Este microrganismo produz citotoxinas que provocam as 
lesões epiteliais (perda de junções íntimas, alterações no 
citoesqueleto e apoptose).
Macroscopicamente, surgem áreas de necrose da mucosa, 
que \ufb01ca recoberta por placas (pseudomembranas). 
Ao microscópio, encontra-se in\ufb01ltrado purulento na lâmina 
própria. O exsudato pode fazer erupção na superfície da 
mucosa, formando a típica lesão em vulcão, muito 
característica da doença. O acúmulo do exsudato e de 
células destruídas na superfície forma as 
pseudomembranas.
COLITE PSEUDOMEMBRANOSA POR C. DIFFICILE
PSEUDOMEMBRANA
D05
Strongyloides
(nematelminto)
RELEMBRANDO\u2026.ESTRONGILOIDÍASE
As larvas de Strongyloides vivem em solos contaminados com fezes e podem penetrar na pele 
intacta. 
Elas migram através dos pulmões, onde induzem in\ufb01ltrados in\ufb02amatórios, e então residem no 
intestino enquanto amadurecem até tornarem-se vermes adultos. Diferentemente de outros 
vermes intestinais, os quais requerem um ovo ou estágio larval fora do humano, os ovos do 
Strongyloides podem eclodir dentro do intestino e liberar larvas que penetram na mucosa, 
causando autoinfecção.
Por isso, a infecção por Strongyloides pode persistir por toda a vida, e indivíduos 
imunocomprometidos podem desenvolver uma autoinfecção esmagadora. 
O Strongyloides estimula uma forte reação tecidual e induz eosino\ufb01lia periférica
A maioria dos indivíduos infectados é assintomática. 
Manifestações: dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. .
REAÇÃO DE CORPO ESTRANHO AO VERME
D06
Entamoeba
(protozoário)
D07
cryptosporidium
protozoário
RELEMBRANDO\u2026.
Trata-se de uma das infecções intestinais mais comuns em crianças e que se tornou conhecida com a 
pandemia da AIDS, uma vez que nesses pacientes o parasito induz enterocolite grave e 
potencialmente fatal. O Cryptosporidium sp. é um protozoário identi\ufb01cado em humanos em 1976 em 
um paciente imunossuprimido com enterocolite aguda. A mucosa do íleo é o local de colonização do 
protozoário, que adere à superfície das células epiteliais mas não invade a mucosa. 
A infecção pode disseminar-se por todo o trato gastrointestinal, especialmente em indivíduos 
imunossuprimidos. 
O quadro clínico em imunocompetentes é de diarreia aquosa, de evolução autolimitada; em 
imunodeprimidos, a diarreia é prolongada e pode ser a primeira pista da doença de base, a AIDS
A criptosporidiose causa a diarreia do viajante, assim como a diarreia persistente em residentes dos 
países de desenvolvimento. Os organismos estão presentes em todo o mundo, com exceção da 
Antártida, porque os oocistos são mortos