Direito Constitucional - de Moraes, Alexandre -2016
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Direito Constitucional - de Moraes, Alexandre -2016

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Capa:	Danilo	Oliveira
Fechamento	desta	edição:	1º.03.2016
Produção	Digital:	One	Stop	Publishing	Solutions
Dados	Internacionais	de	Catalogação	na	Publicação	(CIP)
(Câmara	Brasileira	do	Livro,	SP,	Brasil).
Moraes,	Alexandre	de
Direito	constitucional	/	Alexandre	de	Moraes.	\u2013	32.	ed.	rev.	e	atual.	até	a	EC	nº	91,	de	18	de	fevereiro	de
2016
\u2013	São	Paulo:	Atlas,	2016.
ISBN	978-85-970-0569-1
1.	Brasil	\u2013	Direito	constitucional	2.	Direito	constitucional	I.	Título.
96-5065																																																																																																																									CDU-342
O	Senhor	é	meu	pastor,	e	nada	me	faltará...
Guia-me	pelas	veredas	da	Justiça	por	amor	ao	Seu	nome.
(SALMO	de	Davi	22-23)
Para	Viviane	e
nossos	gêmeos,	Giuliana	e	Alexandre,
agradecendo	a	paciência,
a	felicidade,
o	carinho	e
o	amor.
E,	a	partir	da	13a	edição,	novamente	agradeço
a	Deus	por	dar	mais	luz	à	minha	vida	com
a	vinda	de	Gabriela.
Nota	à	32a	Edição
O	 ano	 de	 2015	 foi	 marcado	 por	 vários	 conflitos	 em	 matérias	 políticas	 e
institucionais	entre	os	Poderes	Executivo,	Judiciário	e	Legislativo,	reforçando	a
necessidade	 de	 uma	 nova	 análise	 da	 Separação	 de	 Poderes	 e	 do	 papel
\u201cmoderador\u201d	do	Supremo	Tribunal	Federal.
O	 sistema	 representativo	 constitucional	 também	 está	 a	 exigir	 alterações
profundas	 que	 possam	 garantir	 maior	 legitimidade	 e	 representatividade	 aos
representantes	do	Povo,	inclusive	perante	os	Tribunais	Superiores.
A	crescente	 importância	do	novo	papel	do	Poder	Judiciário	no	Brasil	e	seu
alargamento	em	assuntos	tradicionalmente	legislativos,	durante	o	ano	de	2015,
passou	obrigatoriamente	pela	análise	das	dificuldades	da	representação	política,
da	 organização	 e	 do	 funcionamento	 dos	 partidos	 políticos	 e	 de	 nosso	 sistema
eleitoral	representativo,	enquanto	sustentáculos	da	Democracia.
A	 Constituição	 Federal	 de	 1988	 evoluiu	 da	 Democracia	 meramente
representativa	 para	 a	 Democracia	 participativa,	 na	 qual,	 ao	 lado	 dos
tradicionais	 partidos	 políticos,	 encontra-se	 a	 própria	 sociedade	 civil	 tentando
concretizar	 a	 vontade	 soberana	 do	 povo	 nas	 manifestações	 do	 Estado,	 e	 o
próprio	 Supremo	 Tribunal	 Federal	 afastando	 a	 possibilidade	 de	 doação	 de
pessoas	jurídicas	em	campanhas	eleitorais.
O	 fortalecimento	 do	 Poder	 Judiciário	 e	 da	 Jurisdição	 Constitucional,
principalmente	 pelos	 complexos	 mecanismos	 de	 controle	 de
constitucionalidade	 e	 pelo	 vigor	 dos	 efeitos	 de	 suas	 decisões,	 em	 especial	 os
efeitos	 vinculantes,	 somados	 à	 inércia	 do	 próprio	 Legislativo	 em	 efetivar
totalmente	as	normas	constitucionais	(por	exemplo,	a	adequação	das	bancadas
legislativas	 por	 Estado)	 e	 discutir	 a	 evolução	 legislativa	 (como	 casamento	 e
união	 estável	 homoafetiva,	 aborto	 do	 feto	 anencéfalo,	 nova	 regulamentação
para	a	imprensa),	vem	permitindo	que	novas	técnicas	interpretativas	ampliem	a
atuação	jurisdicional	em	assunto	tradicionalmente	da	alçada	parlamentar.
Essa	 transformação	 político-social	 e	 o	 constante	 aumento	 de	 atuação	 do
Poder	 Judiciário	 no	 cenário	 nacional	 em	 assuntos	 políticos	 acabaram	 por
ampliar	 a	 crise	 representativa	 no	 Legislativo,	 aumentando	 o	 fosso	 existente
entre	 o	 povo	 e	 seus	 representantes	 e	 gerando	 a	 necessidade	 urgente	 de	 uma
extensa	reforma	política.
Há	 desesperada	 necessidade	 de	 reaproximação	 da	 vontade	 popular	 com	 o
Congresso	Nacional,	 pois	 o	 enfraquecimento	 deste	 é	 um	 dos	maiores	 perigos
para	o	constante	aprimoramento	e	a	própria	sobrevivência	da	democracia,	seja
pelo	 vertiginoso	 fortalecimento	de	diversos	 \u201cgrupos	 de	 pressão\u201d,	 como	atores
invisíveis	 e	 irresponsáveis	 politicamente,	 seja	 pela	 substituição	 da	 atividade
legiferante	pela	atuação	hiperatrofiada	do	Judiciário.
Sem	 pretendermos	 encontrar	 um	 cenário	 ideal,	 que	 decorre	 de	 lento	 e
constante	 fortalecimento	 democrático,	 para	 que	 ocorra	 a	 concretização	 dessa
finalidade,	há	necessidade	de	algumas	reformas	estruturais	básicas	no	sistema
político	nacional,	com	o	consequente	fortalecimento	da	democracia	e	um	maior
equilíbrio	entre	os	poderes.
Igualmente,	o	fortalecimento	dos	partidos	políticos	é	essencial,	pois	devem
ser	prestigiados	e	democratizados	na	reforma	política	como	principais	atores	do
cenário	 nacional,	 porém	 os	 submetendo	 à	 imediata	 criação	 constitucional	 de
cláusula	 de	 desempenho,	 baseada	 no	 percentual	 de	 votos	 totais	 obtidos	 nas
eleições	gerais	para	a	Câmara	dos	Deputados,	com	impedimento	da	realização
de	coligações	proporcional	entre	os	partidos,	de	maneira	a	conceder	verdadeira
legitimidade	às	agremiações.
O	País	somente	crescerá	com	uma	interpretação	constitucional	que	garanta
maior	equilíbrio	entre	os	poderes	para	evitarmos	a	continuidade	dos	constantes
atritos	e	a	perigosa	corrosão	da	expectativa	popular	em	seus	 representantes	e
consequentemente	na	Democracia.
Janeiro	de	2016.
O	Autor
Prefácio	à	1a	Edição
A	realização	do	presente	trabalho	deve-se	à	ideia	de	condensar	em	um	único
texto	a	análise	doutrinária	e	 jurisprudencial	da	Constituição	Federal,	expondo
de	 forma	 simples	 a	 teoria	 geral	 do	 direito	 constitucional	 e	 as	 normas
constitucionais	 básicas	 que	 regem	nosso	 ordenamento	 jurídico	 e	 consagram	a
existência	de	um	Estado	Democrático	de	Direito.
A	 ideia	 é	 permitir	 que	 o	 estudo	 didático	 dos	 vários	 títulos	 e	 capítulos	 da
Constituição	 Federal	 permita	 aos	 operadores	 do	direito,	 aos	 estudantes	 e	 aos
candidatos	a	concursos	de	 ingresso	em	carreiras	 jurídicas	uma	segura	fonte	de
consulta	 para	 a	 solução	 das	 problemáticas	 constitucionais	 e	 seus	 reflexos	 nos
diversos	ramos	do	direito.	Assim,	sempre	que	necessário,	pretendeu-se	abordar
a	aplicabilidade	da	Carta	Magna	no	direito	penal,	civil,	processual,	comercial,	e
assim	por	diante,	colacionando	farta	jurisprudência.
Além	 do	 estudo	 dos	 artigos	 do	 texto	 maior,	 abrange-se	 a	 teoria	 geral	 do
constitucionalismo,	o	poder	constituinte