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Av1 - História do Brasil Republicano

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Av1 - História do Brasil Republicano
1) 
"O primeiro levante militar foi deflagrado no dia 23 de novembro de 1935, na cidade de Natal. No dia seguinte, outra sublevação militar ocorreu em Recife. No dia 27, a revolta eclodiu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Sem contar com a adesão do operariado, e restrita às três cidades, a rebelião foi rápida e violentamente debelada. A partir daí, uma forte repressão se abateu não só contra os comunistas, mas contra todos os opositores do governo. Milhares de pessoas foram presas em todo o país, inclusive deputados, senadores e até mesmo o prefeito do Distrito Federal, Pedro Ernesto Batista".
(PANDOLFI, Dulce Chaves. A revolta comunista de 1935. Fatos e Imagens: artigos ilustrados de fatos e conjunturas do Brasil. Disponível em: Acesso em: 19/07/2018.) 
O texto acima faz referência a: 
Alternativas:
a)
Coluna Prestes, que marchou por mais de 24 mil quilômetros pelo interior do Brasil.
b)
Intentona Comunista, uma tentativa frustrada de golpe comunista engendrada no Brasil. 
Alternativa assinalada
c)
Plano Cohen, um suposto plano comunista que serviu para Vargas dar o golpe do Estado Novo.
d)
Revolução de 1930, que acabou com o Coronelismo na política nacional.
e)
Governo Provisório, que preparo terreno para o Estado Novo getulista. 
2) 
"Um dos documentos mais curiosos para a história da grande data de 15 de novembro consiste, a nosso ver, no aspecto inalterável da rua do Ouvidor, nos dias 15, 16 e 17, onde, a não ser a passagem das forças e a maior animação das pessoas, dir-se-ia nada ter acontecido. Tão preparado estava o nosso país para a República, tão geral foi o consenso do povo a essa reforma, tão unânimes as adesões que ela obteve, que a rua do Ouvidor, onde toda a nossa vida, todas as nossas perturbações se refletem com intensidade, não perdeu absolutamente o seu caráter de ponto de reunião da moda. Nas folhas diárias, vêm registrados os bailes, os teatros e a tranquilidade da rua do Ouvidor nos dias 15, 16 e 17. É este documento honrosíssimo para o povo brasileiro e a prova mais evidente de que sabemos esperar que as revoluções estejam maduras para as colhermos sem esforço e sem lutas."
(THOME, José. Crônica do Chic. In: Revista Ilustrada, Rio de Janeiro, 14/12/1889.)
O texto apresenta uma determinada interpretação com relação a Proclamação da República no Brasil, em 15 de novembro de 1889. Com base na visão apresentada pelo texto e na abordagem histórica realizada sobre esse evento, podemos concluir que:
Alternativas:
a)
Percebemos no texto que o autor apresenta vários argumentos que justificam a grande participação popular na proclamação da República. Tal participação é comprovada pelas manifestações populares constantes na rua do Ouvidor. 
b)
O texto elege a rua do Ouvidor como termômetro da participação popular na política nacional. Portanto, a ausência de manifestações populares na rua demonstra a total alienação da população brasileira que, conclamada a participar do movimento, se recusou a tomar partido.
c)
O texto quer passar a ideia de que o povo brasileiro estava preparado para a proclamação da República, mas a tranquilidade da rua do Ouvidor nos dias próximos a esse evento só reforça a ausência da participação popular nesse importante capítulo da história brasileira. 
Alternativa assinalada
d)
Nos anos que sucederam a Guerra do Paraguai, a participação política dos brasileiros aumentou bastante, principalmente a conscientização republicana. Apesar disso, não percebemos no texto essa participação popular na rua do Ouvidor porque essa região era um reduto monarquista.
e)
Percebemos no texto uma demonstração clara de tentativa de manipulação de opiniões. É amplamente reconhecida a enorme participação popular no movimento republicano brasileiro, mas o texto tenta com argumentos falhos diminuir essa participação. 
3) 
"Dentro do tradicional esquema de revezamento entre São Paulo e Minas no governo federal, chegara a vez de Minas, na pessoa de seu presidente Antônio Carlos de Andrada. Mas Washington Luís tinha um candidato paulista, Júlio Prestes, que daria continuidade à sua reforma financeira e à sua administração. Frente a essa tentativa de marginalização da política mineira, a oligarquia desse estado aliou-se aos gaúchos, formando a Aliança Liberal, que apresentou as candidaturas de Getúlio Vargas e João Pessoa para disputar o pleito presidencial de 1930. Esse acordo eleitoral, que se concretizou em junho de 1929, significou uma grave ruptura interna da elite dirigente e não se vinculou apenas à disputa pelo poder entre um paulista e um mineiro."
(Verbete do Dicionário histórico-biográfico da Primeira República 1889-1930. Coordenação: Alzira Alves de Abreu/FGV. Disponível em: Acesso em 19/07/2018) 
Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre os acontecimentos históricos brasileiros de 1930, analise se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F): 
( ) Em 1930 não tivemos uma revolução, mas sim uma disputa entre grupos poderosos, oligarquias, que disputavam o poder.
( ) Em 1930 tivemos uma grande ruptura histórica, uma mudança drástica na organização política brasileira, uma revolução de fato nas estruturas sociais brasileiras. 
( ) Percebemos pelo texto que as disputas de poder da época eram muito maiores do que a simples competição entre um paulista e um mineiro. 
( ) Com base no texto é possível perceber que o processo de 1930 só foi possível graças a grande mobilização social popular contra os desmandos do governo federal. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas:
a)
V – F – V – F
Alternativa assinalada
b)
F – V – F – V
c)
F – F – V – F
d)
V – V – F – F
e)
V – F – F – V
4) 
"O Rio de Janeiro veria sua população no período de 1890 a 1900 passar de 522.651 para 691.565, numa escala impressionante de 33% de crescimento, 13% ao ano! Mas o mais notável é que esse mesmo ritmo extraordinário de crescimento se manteria e seria até mesmo elevado nos anos que se sucedem de 1900 a 1920, com a população passando de 691.565 para 1.157.873 habitantes."
(SAVCENKO, Nicolau. A literatura como missão. São Paulo, Ed. Brasiliense, 1983 p.52.)
As características acima descritas sobre a cidade do Rio de Janeiro podem ser relacionadas a qual contexto histórico?
Alternativas:
a)
Ao movimento comunista e o início do governo Prestes. 
b)
Ao movimento tenentista e ao êxito do processo de imigrações. 
c)
A crise da borracha e ao incentivo a colonização do sudeste do Brasil. 
d)
A crise da monarquia e a substituição de importações. 
e)
Ao início da industrialização brasileira e ao forte movimento de êxodo rural. 
Alternativa assinalada
5) 
"Permanecendo o Brasil como um país essencialmente agrário, a centralização existente no regime monárquico continuou sob nova roupagem, agora estadualista, dirigida pela burguesia rural e financeira. A República, assim, atendeu a uma nova repartição de poder, onde permaneceram as antigas oligarquias e se introduziram as novas, representadas, em São Paulo, pela composição entre os antigos proprietários de terra, banqueiros e comissários de café."
(JANOTTI. Maria de Lourdes. Coronelismo, uma política de compromissos. São Paulo, Brasiliense, 1981, p.33.)
Sobre a transição republicana no Brasil, podemos afirmar que:
I) Não tivemos uma mudança drástica nas estruturas de poder do Brasil com a Proclamação da República, o que ocorreu foi um rearranjo entre grupos elitistas. 
II) Para a autora, há um racha nas estruturas de poder, uma vez que a elite agrária, ligada a cafeicultura, entre em conflito com uma elite mais urbana, representada pelos banqueiros. 
III) Segundo o texto há uma manutenção da centralização política, que antes era perceptível nas estruturas da monarquia e que agora estão divididas entre os grandes cafeicultores, proprietários de terras e banqueiros. 
IV) Tanto o texto quando os estudos mais recentes sobre a transição republicana convergem para a teoria de que a Revolução Brasileira