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ABDOME AGUDO

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ABDOME AGUDO
Dor abdominal, em geral de início súbito, progressiva, instalada no período de algumas horas e que requer tratamento clínico ou cirúrgico de emergência.
Necessita de avaliação médica urgente: 28% apendicite (mais comum), 9,7% colecistite, 4,1% obstrução delgado, 4,0% afecções ginecológicas, 2,9% pancreatite, 2,9% cólica renal, 2,5% úlcera péptica, 1,5% diverticulite, 30% sem causa determinada.
Tipos de AA:
AA inflamatório (em geral, primeiro US)
AA obstrutivo (1º pedir Rx simples)
AA vascular (1º pedir TC)
AA perfurativo (1º pedir Rx simples)
AA hemorrágico (em geral, primeiro US)
ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO
SINAIS E SINTOMAS: Dor insidiosa, mal caracterizada, febre, sinais de infecção / sepse, irritação peritoneal, hemograma infeccioso. 
CAUSAS: Apendicite, Diverticulite, Diverticulose, Apendagite, Infarto Omental, Adenite Mesentérica, Ileíte, Colecistite Aguda.
APENDICITE
Achados US: Diâmetro AP maior que 0,7 cm, não compressível. Paredes com espessura superior a 0,3 cm. Distensão luminal com conteúdo hipoecogênico ou heterogêneo. Aumento da ecogenicidade da gordura mesentérica. Apendicolito: estrutura hiperecogênica, com sombra acústica posterior. Coleção complexa na fossa ilíaca direita sem identificar o apêndice – perfuração. Estudo Doppler: para verificar aumento da vascularização. 
US de abdome é melhor indicado para crianças, mulheres magras na menacme ou gestantes e, de forma geral, em pacientes magros, para evitar radiação.
TC alta sensibilidade no diagnóstico:
Normal: espessura parietal de 3 mm, diâmetro de 6-7 mm
Principal achado: Estrutura tubular espessada e preenchido por líquido, com realce parietal, situado na parede do ceco.
Achados secundários: Apendicolito, borramento da gordura periapendicular, ingurgitamento das veias periapendiculares, abscesso.
Complicações: Perfuração (Abscesso ou flegmão), Obstrução de alças delgadas, Trombose venosa mesentérica. 
Diagnósticos diferenciais: Adenite mesentérica (crianças), Apendagite, Infarto omental, Mittelschmerz (Ovulação dolorosa – dor súbita na FID s/ mais alterações), Enterite regional, Diverticulite de Meckel/ceco, Prenhez ectópica, Torção de ovário, Cisto ovariano roto, Cálculo ureteral, DIPA.
DIVERTICULITE
Frequente acima de 50 anos, obesidade é fator risco nos jovens. Processo inflamatório agudo de um divertículo secundário a obstrução de seu óstio.
Clínica e sinais: Dor no quadrante inferior esquerdo (QIE), febre e leucocitose.
Achado TC: Densificação dos planos gordurosos adjacentes aos divertículos. Espessamento parietal concêntrico acima de 4mm no divertículo. Pequenas coleções líquidas peri-diverticulares. Ar extra-luminal. É o exame mais indicado para avaliação de diverticulite.
Complicações: Formação de abscessos, Obstrução intestinal, Perfuração, Fístulas.
OBS: Diverticulite à direita quadro doloroso menos intenso e mais arrastado que apendicite, geralmente em localização mais alta.
Achados US: Espessamento parietal cólon ( > 0,5 cm ), hipoecogênico, no ponto de maior dor referida. 
Divertículo inflamado: formação nodular hiperecogênica com sombra acústica posterior adjacente a parede de alça. Áreas hiperecogênicas mal definidas na gordura mesentérica – flegmão. Coleção peridiverticular– perfuração. Aumento do fluxo ao estudo Doppler.
Importante diagnóstico diferencial: Apendagite
APENDAGITE
Apêncide epiplóico: Evaginações normais do peritônio, repletas de gordura, que se originam da superfície serosa do cólon (borda antimesentérica ),medindo de 0,5 a 5,0 cm. Normalmente não visto à TC ou US. Torção, infarto e inflamação dos apêndices epiplóicos causam dor abdominal baixa. 
Diagnóstico diferencial importante com apendicite e diverticulite.
Achados US: Lesão hiperecogênica, ovalada, não compressível e com fino halo hipoecogênico descontínuo, adjacente ao colón. Parede intestinal normal. Discreto efeito de massa.
Achados TC: Nódulo paracólico com densidade de gordura e inflamação adjacente (borda antimesentérica). Ponto central hiperatenuante: Trombose vascular.
ADENITE MESENTÉRICA
Inflamação benigna de linfonodos na região iliocecal, simulando apendicite. Aumento de linfonodos, apêndice normal. Pode haver alterações na gordura mesentérica local.
COLECISTITE AGUDA
1/3 portadores de colelitíase, apresentarão colecistite no curso da doença. Prevalência em mulheres na 5ª e 6ª década. Obstrução do infundíbulo com hiperconcentração de bile e irritação química com lesão mucosa.
Clínica: Dor em quadrante superior direito (QSD), Febre, Naúseas, Vômitos.
Colecistite enfisematosa: característica em imunodeprimidos
Achados US: Distensão vesicular com diâmetro transverso maior que 4 cm. Cálculos na sua luz (mobilidade). Bile espessa. Espessamento parietal acima de 0,3 cm ( duplo contorno). Dor ao posicionar o transdutor sobre vesícula 
(Sinal de Murphy ultrassonográfico). Melhor exame para diagnóstico de colecistite.
Achados TC: Espessamento parietal com realce e distensão. Focos de hipoatenuação parietal (liquefação). Bile com atenuação elevada e cálculos. Hiperatenuação focal transitória peri-hepática. 
ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO
2o tipo de AA mais freqüente. Sofrimento vascular com risco de perfuração ou rotura de alça → tratamento é cirúrgico.
QUADRO CLÍNICO: Dor em cólica progressiva, inicialmente há um aumento da atividade motora intestinal, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes.
Simples: Bloqueio mecânico do fluxo dos conteúdos luminais sem comprometimento da viabilidade da parede intestinal.
Alça fechada: Oclusão da alça em dois pontos do seu trajeto
CLASSIFICAÇÃO:
Abdome agudo obstrutivo alto
Náuseas e vômitos precedem a parada de eliminação de gases e fezes, pois o paciente continua a eliminar o conteúdo intestinal à jusante do obstáculo.
Abdome agudo obstrutivo baixo
A parada de eliminação de gases e fezes precede os vômitos, pois esses só acontecem quando todo o intestino delgado à montante da obstrução estiver distendido. A distensão abdominal é maior quanto mais baixo for o bloqueio.
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Radiografia simples de abdome, Tomografia computadorizada do abdome.
Achados Rx: distribuição gasosa normal: Estômago - sempre, Intestino delgado - 2 a 3 alças sem distensão. Calibre de até 2,5-3 cm, Intestino grosso - reto e sigmóide quase sempre.
Achados TC: Sem contraste VO - o líquido intraluminal e o gás são contrastes naturais. 
Contraste IV importante - Avaliar isquemia e perviedade dos vasos mesentéricos. Nível - transição do local entre uma alça dilatada e outra sem dilatação. Causa - se não for identificado à causa pensar em aderências. Simples/fechada. Estrangulamento/isquemia. 
ETIOLOGIA:
Delgado: Pensar primeiramente em bridas/aderências e depois em Hérnias, Tumor, Intussuscepção.
Cólon: Tumores (60%) são mais comuns (principalmente no colon E); Estenose pós diverticulite (10%); Volvulos (20%).
Pacientes idosos dá pra fazer o diagnóstico com rx simples.
Volvo de sigmoide: aponta para o alto (E ou D)
Volvo de Ceco (aponta p/ E)
HÉRNIA INTERNA
“Protrusão de vísceras através do mesentério, peritônio ou para interior de compartimentos intra-abdominais”. Obstrução intestinal aguda de alças de delgado. Raro: 0,5- 4,1% das obstruções. Orifícios pré-existentes ou patológicos. Atraso no diagnóstico: estrangulamento. 
HÉRNIA PARADUODENAL ESQUERDA
53% das hérnias internas. 3:1 H:M, ¾ a esquerda fossa de Landzert (esquerda): junção duodenojejunal
TC: saco herniário entre estômago e pâncreas, lateral ao ligamento de Treitz. Efeito de massa sobre parede posterior do estômago, flexura duodenal e cólon transverso (inferiormente) vasos ingurgitados na entrada do saco da veia mesentérica inferior: landmark.
HÉRNIA PARADUODENAL DIREITA
Fossa de Waldeyer (direita): posteriormente a a. mesentérica superior e inferiormente a porção transversa do duodeno. Ocorre menos frequentemente, porem com frequência há má-rotação intestinal. A. mesentérica superior: landmark 
HÉRNIA DO FORAME DE WINSLOW