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Problemas ortopedicos em equinos

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FACULDADE ANHANGUERA LEME
FERNANDA FRANCO DE OLIVEIRA – RA: 329634111259
RHODOCOCCUS EQUI
PROBLEMAS ORTOPÉDICOS EM EQUINOS
MATÉRIA: Biotecnologia e Obstetrícia Aplicadas à Medicina Veterinária
PROFESSOR: Reginaldo Alexandre Marqui
LEME – SP
2018
Rhodococcus equi é um dos agentes causadores de pneumonias em potros, e também tem sido responsável por alguns surtos epidemiológicos. Além da broncopneumonia, o Rodococcus pode ser responsável por linfangites, abcessos subcutâneos, abcessos localizados no mesentério, diarreias, atrites sépticas, osteomielites e polissinovites auto-imune secundaria a enterocolite. 
O Rhodococcus é um cocobacilo capsulado que pode causar broncopneumonia piogranulomatosa, enterite úlcerativa e linfadenite mesentérica em eqüinos
A doença aparece em potros de 6 a 16 semanas de idade, e é considerada uma zoonose. Em 1967 foi relatados dois casos em humanos. No Brasil, essa doença é considerada uma das mais importantes na criação de potros. A mortalidade pode chegar a 80% entre os animais de criação com menos de 6 meses de idade. 
Pode ser disseminado pelas fezes dos eqüinos, contaminando o ambiente, mais também foi detectado em fezes de ovinos, caprinos, bovinos, pássaros selvagens e suínos. O referido microrganismo não se multiplica em temperaturas abaixo de 10ºC. Tendo como porta de entrada das infecções o trato respiratório, pela inalação dos aerossóis contaminados, mas também incluem infecção no trato digestivo por causa da natureza coprofágica dos potros, além da contaminação transplacentária e umbilical.
A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados ou inalação do microorganismo em ambientes excessivamente contaminados, por aerossolização da bactéria.
O diagnostico pode ser feito através de radiografias do pulmão, hemograma, exame, cultura do lavado traqueal e testes sorológicos. 
Os sinais clínicos são anorexia, apatia, fraqueza, anemia, animais caquéticos com abdômen penduloso, fezes pastosas que grudam na região perineal e com odor fétido, intolerância ao exercício, tosse seca, freqüência respiratória aumentada e superficial, crepitação, sibilo, temperatura corporal podendo atingir de 40 a 41ºC e polisinovites principalmente tíbiotársicas
O manejo adequado, higiene rigorosa, reconhecimento precoce da doença, isolamento e tratamento dos potros doentes com antibióticos específicos constituem as medidas mais importantes para o controle da pneumonia, e também a administração de plasma hiperimune, visando aumentar as concentrações de imunoglobulinas sérica e com isso prevenir possíveis falhas da transmissão passiva de imunoglobulinas e promover a imunidade passiva contra o R. equi
O uso da combinação de eritromicina ou azitromicina com rifampicina se mostrou bem sucedido, pois essas penetram bem nos macrófagos, a combinação destas duas drogas é considerada a medicação de escolha; na concentração de 25 mg/Kg de eritromicina (4 vezes ao dia) e rifampicina na concentração de 10 mg/ Kg/dia , ambos por via oral, este deve ser feito até 48-72 horas até desaparecido os sinais clínicos ou após a resolução radiológica. O tratamento deve incluir obrigatoriamente que o animal permaneça abrigado em baias arejadas e protegido do frio e vento. O prognóstico é reservado, pois há uma grande variedade de respostas ao tratamento.
 
Principais Doenças Ortopédicas em Cavalos
Dentre as várias enfermidades relacionadas com problemas ortopédicos em eqüinos em crescimento, Luiz Américo menciona a seguir algumas das principais doenças:
Osteocondrite dissecans (OCD):
Doença metabólica de manutenção da cartilagem e de ossificação endocondral, resultando numa síndrome de doenças ósseas e articulares. As causas incluem o crescimento acelerado, traumatismo em cartilagens, má nutrição e desequilíbrio mineral. Não é comprovado o fator genético, mas parece haver uma tendência entre linhagens de crescimento rápido.
Fisite (Epifisite):
A osteocondrose do crescimento do disco metafisal é geralmente referido como fisite. Epifisite envolve um aumento de volume do disco de crescimento de certos ossos longos em animais jovens. As causas sugeridas incluem má nutrição, defeitos de conformação, falhas no crescimento do casco, mal posicionamento fetal e compressão do disco de crescimento.
Cisto ósseo subcondral:
Esta condição envolve grandes estruturas císticas radiolucentes que podem ocorrer em vários locais do corpo mas, particularmente, na articulação femurotibiapatelar. Sua patogenia não está completamente compreendida, mas eles podem surgir após traumatismo na cartilagem ou como resultado de uma lesão de osteocondrite. Os cistos podem surgir no ponto de sustentação do peso e os locais mais comuns são o côndilo distal medial do fêmur, a terceira falange, a escápula, o boleto e o carpo.
Má formação da vértebra cervical ("Woobler Syndrome"):
Nos eqüinos é caracterizada pela compressão da medula espinhal e disfunção neurológica. Lesões osteocondríticas tem sido vistas nas superfícies articulares como no carpo da vértebra dos discos em crescimento de cavalos com má formação vertebral cervical. Os sinais clínicos aparecem em potros entre 6 meses a 5 anos de idade. A estenose do canal vertebral resulta em mielopatia compressiva focal, sendo a principal lesão a desmielinazação. O prognóstico é reservado.
fonte: Revista Alimentação Animal - Número 17 - Jan/Mar/2000 www.bichoonline.com.br