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11 Cap Coletor Esgoto

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Cap. XI
Sistema Coletor de Esgoto Sanitário
Profa. MSc. Giovana Carla E. Fleury
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1 - INTRODUÇÃO
SITUAÇÃO DO ESGOTAMENTO SANITÁRIO NO BRASIL
Pouco mais de 30 % da população é atendida por sistema de coleta e afastamento de esgoto, sendo que menos de 10 % da população tem esgoto tratado.
No Estado de São Paulo, o mais bem servido, cerca de 65 % da população é atendida por redes coletoras de esgoto. 
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1 - Aspectos Sanitários
A implantação de um sistema público de abastecimento de água gera a necessidade de coleta, afastamento e disposição final das águas servidas.
Objetivos da Construção do Sistema de Esgoto Sanitário:
Melhoria das condições higiênicas locais e aumento da produtividade;
Conservação de recursos naturais, das águas em especial;
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1 - Aspectos Sanitários
Objetivos da Construção do Sistema de Esgoto Sanitário (cont.):
c) Coleta e afastamento rápido e seguro do esgoto sanitário;
d) Disposição sanitariamente adequada do efluente;
e) Eliminação de focos de poluição e contaminação;
f) Proteção de comunidades e estabelecimentos de jusante;
g) Preservação de áreas para lazer e práticas esportivas.
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1 – Conceitos e Definições
Sistema de Esgoto Sanitário: conjunto de obras e instalações destinadas a propiciar a coleta, afastamento, condicionamento e disposição final do esgoto sanitário de uma comunidade de forma contínua e higienicamente segura (Azevedo Netto, 1998). 
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Interrelação entre captação de água e lançamento de esgotos
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REGIME HIDRÁULICO DE ESCOAMENTO
As canalizações dos coletores e interceptores devem ser projetadas para funcionarem sempre como condutos livres. Os sifões e linhas de recalque das estações elevatórias funcionam como condutos forçados.
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1 – Conceitos e Definições
Águas residuárias: Despejos líquidos ou efluentes de comunidades. Compreendem esgoto doméstico, os despejos industriais e as águas pluviais.
Esgotos Domésticos: Despejos líquidos das habitações, estabelecimentos comerciais, instituições e edifícios públicos e também de instalações sanitárias de estabelecimentos industriais.
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1 – Conceitos e Definições
Esgoto Sanitário: Despejo líquido constituído de esgotos doméstico e industrial, água de infiltração e contribuição pluvial parasitária.
- Água de infiltração: Parcela das águas do subsolo que penetra nas canalizações de esgoto.
- Contribuição pluvial parasitária: parcela das águas pluviais absorvida pela rede coletora de esgoto.
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1 – Conceitos e Definições
Coletor Predial: liga o sistema predial a rede coletora de esgoto.
Rede Coletora: conjunto de canalizações destinada a conduzir os esgotos dos edifícios, composta por :
	- Coletores secundários: recebem diretamente as ligações prediais.
	- Coletor Tronco: recebe as contribuições dos coletores secundários.
Interceptor: Canalização de grande porte que intercepta o fluxo de coletores tronco. Não recebe ligações prediais. Desenvolvem-se ao longo dos fundos de vale, margeando cursos d’água ou canais.
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1 – Conceitos e Definições
Emissário: Conduto final de um sistema de esgoto sanitário, destinado ao afastamento dos efluentes da rede para o ponto de lançamento (descarga) ou de tratamento. Não recebe contribuições em marcha.
Sifão invertido: obra destinada a transposição de obstáculo pela tubulação de esgoto, funcionando sob pressão.
Corpo de Água receptor: corpo d’ água onde são lançados os esgotos.
Estação Elevatória: Instalação destinada a transferir o esgoto da cota mais baixa para mais alta.
Estação de Tratamento de Esgoto: Instalação destinada a tratar o esgoto, antes do lançamento.
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Coleta de Esgoto em uma Unidade Habitacional
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Sistema convencional -partes constitutivas
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Normas para Projetos de Sistemas de Esgoto Sanitário
NBR 9648 – Estudo de Concepção;
NBR 9649 – Projeto de Rede Coletoras de Esgoto Sanitário;
NBR 12.207 – Projeto de Interceptores de Esgoto Sanitário;
NBR 12.208 – Projeto de Estações Elevatórias de Esgoto Sanitário;
NBR 12.209 – Projeto de Estações de Tratamento de Esgoto Sanitário;
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Estudo de Concepção 
Principais atividades:
Dados e características da comunidade: localização, infra-estrutura existente, cadastro do SAA, galerias, pavimentação, telefone e energia; condições sanitárias, etc.
Análise do Sistema de Esgoto Sanitário existente;
Estudo demográfico e de uso e ocupação do solo.
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Estudo de Concepção 
Critérios e parâmetros de projeto: 
Per capita;
Coeficiente de contribuição industrial;
Coeficiente de retorno esgoto/água;
Taxa de infiltração;
Carga orgânica de despejos;
Níveis de atendimento no período de projeto;
Alcance do projeto;
Coeficiente: hab./ligação
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Estudo de Concepção
Cálculo das contribuições:
Doméstica, Industrial e infiltração.
Estudo de corpos receptores: Devem ser verificados os aspectos da Resolução nº 430 de 13 de maio de 2011 – CONAMA (Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução no 357, de 17 de março de 2005 do CONAMA) e legislações estaduais.
Pré – dimensionamento das unidades para escolha da alternativa.
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Tipos de Sistema de Esgotos
Sistema de Esgoto Unitário ou Combinado: é o sistema em que o esgoto sanitário e águas pluviais escoam na mesma tubulação.
Sistema Separador Absoluto: compreende dois sistemas distintos de canalização, uma para o esgoto sanitário e o outro para a água pluvial.
No Brasil utiliza-se o sistema separador absoluto.
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Sistema Unitário ou combinado
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Sistema Combinado ou Unitário
Consideração sobre o sistema combinado:
Investimento elevado desde o início;
Reduz a flexibilidade de execução (múltiplos lançamentos);
As galerias que são executadas em 50% das ruas terão de serem construídas em todas as ruas.
O Sistema não funciona bem em via públicas não pavimentadas.
As obras são de execução mais difícil e demorada.
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Sistema Unitário ou combinado
 Fonte: Bernardes (2013).
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Tabela 1: Vazões máximas afluentes durante o período de chuvas
Sistema Unitário ou combinado
Os países que utilizam o sistema unitário, de modo geral, limitam a vazão afluente às estações de tratamento de esgoto (ETE) sendo que, o valor típico situa-se na faixa de 2 a 10 vezes a vazão de período seco. A vazão que excede esse limite é extravasada para os corpos de água
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Sistema Separador Absoluto
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Sistema Separador Absoluto
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Sistema Separador Absoluto
Considerações sobre o sistema separador absoluto:
Custa menos, por empregar tubos mais baratos de fabricação industrial (manilhas, PVC, etc.);
Oferece mais flexibilidade para a execução em etapas;
Reduz o custo de afastamento das águas pluviais;
Reduz a extensão de canalização de grande diâmetro;
Não prejudica a depuração dos esgotos sanitários.
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2 - Localização dos Coletores em Relação ao Sistema Viário
Os coletores devem ser assentados de preferência do lado da rua no qual ficam os terrenos mais baixos.
Para ruas com largura superior a 18,00 m deverão ser executados dois coletores (um de cada lado) de modo a viabilizar o atendimento dos domicílios de ambos os lados com profundidades conveniente.
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Ideal: parte mais baixa
Interferências: relocação para a posição mais conveniente 
• Ruas largas (> 18 m): dois coletores
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Localização da tubulação na via pública
A rede coletora de esgotos pode ser assentada em cinco posições diferentes:
Eixo da Rua;
Terço par da rua;
Terço ímpar da rua;
Passeio par;
Passeio ímpar.
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Rede água x Rede esgoto
De acordo com a Norma 12266/1992:
- Para as valas localizadas no leito carroçável da
rua, devem ser cumpridas as seguintes condições:
a) a distância mínima entre as tubulações de água e
de esgoto deve ser de 1,00 m, e a tubulação de água deve ficar, no mínimo, 0,20 m acima da
tubulação de esgoto;
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Rede água x
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