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CAPITULO II: DESENVOLVIMENTO 
Títulos
O título consiste em uma dívida, seja de renda fixa ou variável, e é emitido por um Estado, governo, empresa ou banco. São denominados títulos às dívidas emitidas pelas autoridades nacionais, regionais ou locais, ou até mesmo por empresas, bancos ou instituições financeiras, por meio de um emissor que se compromete em devolver o capital do título juntamente com os juros devidos.
O proprietário do título é chamado de "investidor" ou "accionista". O preço de um título pode ser calculado na medida em que são actualizados os fluxos de pagamento e a taxa de juros.
Tipos de título
Títulos ao portador 
Títulos a ordem 
Títulos nominativos 
Títulos ao portador (artigo 663 do Cod. Comercial)
A transmissão de um titulo ao portador da se mediante acordo, ao seu respeito, entre o seu alienante e o seu adquirente, e entrega de titulo ao adquirente; a entrega pode ser feita pelo alienante, ou por outrem em execução de extrusão do alienante; Considera-se efectuada ao adquirente a entrega efectuada ao terceiro por ele designado.
A entrega é dispensada se o adquirente tiver já a determinação do titulo e no caso de constituo possessório.
A propriedade de um titulo ao portador pode também adquirir-se uma vez constituída o directo de crédito, pelos outros meios porque se adquirirem a propriedade das coisas móveis, na parte aplicável, e pode perder-se por abandono, como as ditas coisas.
O crédito emergente de um titulo ao portador pode ser cedido, mais não se transmite sem a entrega do titulo ao cessionário.
Títulos a ordem (artigo 671 do Cod. Comercial)
O titulo a ordem pode ser subscrito por mais de um vendedor.
Os vários devedores respondem, na falta de cláusulas em contrario constante do titulo, solidariedade para com o credor, que os pode demandar individualmente ou colectivamente, sem estar adstrito a observar a ordem por que se obrigaram.
O facto de o credor fazer valer o seu directo contra um dos coobrigados não impede que faça valer o seu directo contra os outros, mesmo que posteriores àquele.
Títulos nominativos (artigo 696 do Cod. Comercial)
O portador de um título nominativo legitima se para o exercício do direito mencionado no título pela inscrição a seu favor contida no mesmo título e no registo do emitente.
Título de crédito
Definição
Título de crédito é o documento representativo de um crédito que uma pessoa (credor) tem sobre outra (devedor).
O título de crédito, também, pode ser definido como documento necessário para se exercer o direito literal que nele se menciona.
As características dos títulos de crédito 
Os títulos de crédito nas suas mais variadas espécies guardam em si três características fundamentais, quais sejam: 
A cartularidade é a característica do título que tem por base sua existência física ou equivalente, ou seja, o título tem que existir na sua essência como elemento efectivo e representativo do crédito. Assim, um título de crédito existe enquanto existir a sua cártula, ou seja, enquanto existir o próprio título impresso, não sendo admitido inclusive cópia para efeitos de execução da dívida. Daí decorre o axioma jurídico de que "o que não está no título não está no mundo
A autonomia representa a independência das obrigações vinculadas a um mesmo título, ou seja, com a autonomia tem-se a desvinculação do título de crédito em relação ao negócio jurídico que motivou a sua criação. A autonomia gera direitos autónomos no campo processual. O título de crédito, uma vez colocado em circulação, mediante a sua transferência para um terceiro de boa fé, o título se desvincula do negócio concreto que o originou, como forma de proteger tal terceiro de boa-fé e conferir segurança jurídica à circulação do crédito pelo título representado.
A literalidade carrega em si a formalidade e o rigor do que deve estar expresso no título de crédito, pois representa o conteúdo escrito no próprio documento. Só tem valor jurídico-cambial o efectivo escrito no título de crédito original, explicitando assim, de forma literal, a obrigação por ele representada. Em decorrência da literalidade, o devedor tem a garantida de que até à data do vencimento, não lhe será exigido obrigação cambiária em valor superior ao que está literalmente expresso documentalmente. Por outro lado, o credor tem a garantia de que o devedor, na data aprazada, lhe pagará a efectiva quantia expressa no título de crédito, sob pena de incorrer em obrigações adicionais, a exemplo de juros, multa e honorários advocatórios.
Princípios de Títulos de Créditos 
Independência: são os títulos auto suficientes, ou seja, que não dependem de nenhum outro documento para complete-los. Exemplo: Letra de cambio, Nota compromissória, Cheque e Duplicata.
Legalidade ou Tipicidade: significa que os títulos de créditos são tipos legais, ou seja, só receberiam a qualificação de títulos de créditos a aqueles documentos assim definidos em lei. 
Substantividade: 
Classificação dos títulos de crédito
 Os títulos de crédito são classificados segundo vários critérios:
a) Consoante a forma da sua transmissão
Títulos nominativos  (nº 3, artigo 635 e artigos 696 e seguintes do Cód. Comercial): a sua transmissão efetua-se através da declaração e averbamento. Por exemplo: o título emitido a ordem de António ele pode transmiti-lo por declaração escrevendo que transmite o direito à  empresa Sol & Mar Lda. Exemplos de títulos nominativos: Acções das sociedades comerciais quando forem nominativos; obrigações quando forem nominativos.
Títulos à ordem  (nº 2 do artigo 635 e artigos 671 e seguintes do Código Comercial): a sua transmissão é por meio de endosso. Ex.: letras, livranças e cheques quando não forem ao portador.
Títulos ao portador  (nº 1 do artigo 135 e 663 e seguintes do Cód. Comercial): a sua transmissão opera-se pela simples entrega do título. Ex.: Cheque ao portador.
b) Consoante a natureza jurídica do emitente
Títulos públicos: são emitidos pelo Estado ou outras pessoas colectivas de direito Público no uso dos poderes de autoridade. Ex.: Bilhetes do Tesouro, cujo regime é estabelecido pelo Decreto nº 22/2004, de 7 de Junho (regulado pelo Aviso nº 04/GGBM/2004, de 4 de Agosto).
Títulos privados: são emitidos por particulares ou por entes públicos quando despidos do poder de autoridade. Ex.: Letras, livranças, acções, obrigações, etc.
.c) Conforme o direito nele incorporado
Títulos em sentido restrito: incorporam exclusivamente direitos de crédito a uma prestação pecuniária. Ex.: letras, livranças, cheques, etc.
Títulos representativos: os que incorporam um direito real de disposição sobre uma coisa. Ex.: conhecimentos de depósito (recibos que certificam o recebimento de mercadorias ou bens depositados nos armazéns-Gerais), cautelas de penhor(títulos comprovativos do contrato de penhor, emitidos pelas Caixas Económicas e entregue ao mutuário para que possa provar o seu direito e a operação feita).
Títulos de participação: os que incorporam direitos de participação social. Ex.: acções das sociedades anónimas e de sociedades em comandita por acções
d) Conforme a sua função
Títulos causais: são os que servem para determinada causa-função económico-social típica. Ex.: acções de sociedades.
Títulos abstractos: servem para várias causas-funções económico-sociais. Ex.: Letras e livranças.
Alguns títulos de crédito
Letra (artigos 704 e seguintes do Cód. Comercial)
Letra é um título de crédito pela qual uma pessoa (sacador) ordena à outra (sacado) que lhe pague a si ou à sua ordem ou a terceiro ou à ordem de terceiro (tomador) uma determinada quantia em determinada data.
Os modelos das Letras foram aprovados pelo Diploma Ministerial nº 83/2008, de 26 de Setembro.
Principais intervenientes na Letra
Sacador: é a pessoa que dá ordem de pagamento;
Sacado: pessoa que é dada ordem de pagamento pelo sacador de pagar a letra no local, na pessoa e na data indicada pelo sacador. Se o sacado aceita a ordem de pagamento dada pelo sacador manifesta tal aceitação pela