A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
14 pág.
Aula 10 - Biologia das Células-tronco e Biologia Celular do Câncer

Pré-visualização | Página 1 de 2

17/11/2018 Disciplina Portal
http://estaciodocente.webaula.com.br/cursos/gon672/aula10.html 1/14
Biologia Celular
Aula 10 - Biologia das Células-tronco e Biologia
Celular do Câncer
INTRODUÇÃO
Chegou a hora de conhecermos duas outras aplicações dos conceitos que aprendemos durantes as aulas.
Uma das mais importantes aplicações dos conceitos de Biologia Celular, mais especi�camente de diferenciação
celular, é a possibilidade de utilizar células para o tratamento de doenças. São as células-tronco, que a cada dia se
tornam alternativas terapêuticas mais promissoras.
Ainda veremos, nesta aula, os mecanismos celulares que levam ao desenvolvimento do câncer. Sendo uma das
doenças mais graves que existem, o câncer sempre começa com um dano ao DNA da célula, e identi�car este dano
antes da manifestação da doença é a melhor forma de evitar as suas complicações.
17/11/2018 Disciplina Portal
http://estaciodocente.webaula.com.br/cursos/gon672/aula10.html 2/14
OBJETIVOS
De�nir células-tronco e reconhecer a sua utilização na área médica;
Compreender os mecanismos celulares no desenvolvimento do câncer.
17/11/2018 Disciplina Portal
http://estaciodocente.webaula.com.br/cursos/gon672/aula10.html 3/14
BIOLOGIA DAS CÉLULAS-TRONCO
A Medicina vive em uma busca incessante por formas de tratar as doenças, seja para aliviar ou eliminar o sofrimento
das pessoas. Em doenças nas quais ocorre a perda de células de um tecido e estas não se regeneram naturalmente,
isso parecia ser impossível. Até que os conhecimentos da Biologia Celular puderam ser empregados e novas formas
de tratamento foram desenvolvidas.
Hoje, nestes casos, células-tronco podem ser utilizadas para repor as células perdidas de um tecido, e com isso
reestabelecer a função do órgão afetado. Existe um interesse muito grande sobre essas células, devido à possibilidade
de serem utilizadas na Medicina regenerativa.
Células-tronco são aquelas que ainda não se
diferenciaram, com capacidade de
autorreplicação e que, quando estimuladas,
podem se diferenciar em outros tipos
celulares.
Muitos tecidos possuem células-tronco, que se multiplicam para manter a sua própria população e originar células
mais especializadas. Isso é possível graças ao processo de diferenciação celular.
Como vimos, na aula anterior, a diferenciação celular depende, principalmente, da expressão de determinados genes e
da repressão de outros genes.
Durante a diferenciação celular, dois fatores indicam quais fenótipos celulares, ou tipos celulares, vão surgir:
Potencialidade da célula-tronco
Quanto maior for sua potencialidade maior o número de tipos celulares vai originar;
Ambiente em que a célula se encontra
Cada ambiente fornece uma composição de fatores que direciona a diferenciação para tipos
celulares distintos.
17/11/2018 Disciplina Portal
http://estaciodocente.webaula.com.br/cursos/gon672/aula10.html 4/14
TOTIPOTENTES
PLURIPOTENTES
MULTIPOTENTES
OLIGOPOTENTES
As células-tronco totipotentes são as que possuem mais
potencialidade, 
enquanto que as oligopotentes possuem capacidade
limitada de diferenciação.
Células-tronco totipotentes
As células-tronco totipotentes podem gerar qualquer tipo de célula. O zigoto (célula formada pela fusão dos gametas)
é bom exemplo. Os blastômeros, células produto das divisões que o zigoto faz, também são células-tronco
totipotentes.
Nesta imagem, podemos ver o desenvolvimento inicial de um embrião, em que um zigoto se divide diversas vezes e
origina células chamadas de blastômeros. Até o dia 4 estas células são completamente indiferenciadas e por isso são
consideradas totipotentes.
CÉLULAS-TRONCO PLURIPOTENTES
A partir de um determinamos momento (no dia 5 da imagem vista anteriormente), as células do embrião sofrem a
primeira diferenciação, e o embrião se torna um blastocisto.
As células do embrioblasto do blastocisto são células-tronco pluripotentes, pois podem originar qualquer tipo celular
do corpo do indivíduo.
17/11/2018 Disciplina Portal
http://estaciodocente.webaula.com.br/cursos/gon672/aula10.html 5/14
O blastocisto, embrião com 
aproximadamente 5 dias, 
possui células pluripotentes, que 
são encontradas no embrioblasto.
Células-tronco multipotentes
Na terceira semana do desenvolvimento embrionário, o embrião é formado por três camadas de células, sendo
chamado de gástrula. Estas três camadas são formadas por células multipotentes. São elas:
Ectoderma;
Mesoderma;
Endoderma.
Essas células são multipotentes porque já possuem um grau de diferenciação que só lhes permite se diferenciar em
determinados tecidos, como podemos ver no quadro:
17/11/2018 Disciplina Portal
http://estaciodocente.webaula.com.br/cursos/gon672/aula10.html 6/14
Células-tronco mesenquimais e tecido especí�cas
As células-tronco mesenquimais mantém algumas características embrionárias. Elas são encontradas no tecido
sanguíneo. Estas células podem originar outras do tecido conjuntivo, cartilaginoso, ósseo, endoteliais (que revestem
internamente os vasos sanguíneos e formam os capilares sanguíneos) e musculares lisas.
Os tecidos adultos possuem células-tronco, para sua renovação e regeneração, chamadas de células-tronco tecido
especí�cas. As células hematopoiéticas da medula óssea são tecido especí�cas, pois originam diversas células do
sangue. Recentemente, foi demonstrada a presença de células-tronco em tecidos adultos como o cérebro, o coração, o
pâncreas e o fígado.
Crédito da imagem: American Society of Hematology (glossário)
TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO
Células-tronco com diferentes potencialidades têm sido isoladas e mantidas em cultura por pesquisadores.
Atualmente, já são conhecidos diferentes protocolos de uso de células-tronco para repor células perdidas em
decorrência de uma doença ou lesão, em humanos; e várias fontes de células-tronco têm sido utilizadas.
CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS
Células-tronco embrionárias pluripotentes têm sido obtidas de blastocistos e utilizadas em terapia celular, para reparar
diferentes órgãos que sofreram perdas celulares, como o coração, a medula espinhal etc.
Estas células são retiradas do embrioblasto, cultivadas em laboratório e implantadas no órgão afetado. Determinadas
substâncias quando são adicionadas ao meio de cultura induzem estas células a se diferenciar em vários tipos
celulares, como podemos ver na imagem a seguir.
Fonte: Figure 20-41 Essential Cell Biology 3/e (©Garland Science 2010). Adaptado.
Nesta imagem, podemos ver que células extraídas do embrioblasto são cultivadas em laboratório e induzidas a se
diferenciar em vários tipos celulares de acordo com a substância que é adicionada ao meio de cultura.
NO BRASIL, A LEI 11.105/05 REGULAMENTA O USO DE CÉLULAS-
TRONCO EMBRIONÁRIAS EM TERAPIA CELULAR
17/11/2018 Disciplina Portal
http://estaciodocente.webaula.com.br/cursos/gon672/aula10.html 7/14
Art. 5º É permitida, para �ns de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões
humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes
condições:
 
I – sejam embriões inviáveis; ou 
II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados
na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de
congelamento. 
§ 1º Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores. 
§ 2º Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco
embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de
ética em pesquisa.
Ou seja, podemos utilizar estas células, mas os embriões não podem ser produzidos para este �m, mas devem ser
embriões que tenham sido produzidos durante tratamentos para engravidar realizados por um casal e que tenham