Livro - Ergonomia Projeto e Produção - 2ª Edição_(LGCL)
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Livro - Ergonomia Projeto e Produção - 2ª Edição_(LGCL)


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Itiro lida 
Ergonom-a 
Projeto eProd · ção 
2~ edição revista e ampliada 
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EDrTORA EDGARD BL..ÜCHER 
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-"""-
Ergonomia 
Projeto e Produção 
11 
A lei de Direito Autoral i 
(lei n'! 9.610 de 19/2/98) I 
no Título VII, Capítulo 11 diz: í 
- Das sanções civis: 
Art. 102 O titular cuja obra seja fraudulentamente reproduzida, divulgada ou de qualquer 
forma utilizada, poderá requerer aapreensão dos exemplares reproduzidos ou 
a suspensão da divulgação. sem prejuízo da indenização cabível. 
Art. 103 Quem editar obra literária. artística ou científica sem autorização do titular 
perderá para este os exemplares que se apreenderem epagar-Ihe-á o preço dos 
que tiver vendido. 
Parágrafo único. Não se conhecendo o número de exemplares que constituem 
a edição fraudulenta. pagará o transgressor o valor de três mil exemplares, 
além dos apreendidos. 
Art. 104 	 Quem vender, expuser à venda. ocultar, adquirir. distribuir. tiver em depósito 
ou utilizar obra ou fonograma reproduzidos com fraude. com a finalidade de 
vender, obter ganho. vantagem. proveito. lucro direto ou indireto. para si ou 
para outrem. será solidariamente responsável com o contrafator. nos termos 
dos artigos precedentes. respondendo como contrafatores o importador e o 
distribuidor em caso de reprodução no exterior. 
Itiro lida 
Ergonomia 
Projeto e Produção 
2.a EDIÇAO REVISTA E AMPLIADA 
EDITORA EDGARD BLÜCHER 
www.blucher.com.br 
© 2005 Itiro lida 
21J. edição - 2005 
É proibida a reprodução total ou parcial 
por quaisquer meios 
sem autorização escrita da editora 
EDITORA EDGARD BLÜCHER LTDA. 
Rua Pedroso Alvarenga, J245 - cj. 22 
04531-012 São Paulo, SP - Brasil 
Fax: (Ox-rl 1)3079-2707 
e-mail: editora@blucher.com.br 
site: www.blucher.com.br 
Impresso no Brasil Printed in Brazil 
ISBN 85-212-0354-3 
FICHA CATALOGRÁFICA 
lida, !tiro 
Ergonomia: projeto e produção / Itiro lida - 211 edição rev. 
e ampl. - São Paulo: Edgard Blücher, 2005. 
Bibliografia 
ISBN 85-212-0354-3 
1. Ergonomia I. Título. 
05-0081 CDD-620.82 
índices para catálogo sistemático: 
1. Ergonomia 620.82 
v 
Prefácio 
Chegar em casa e encontrar uma lista de recados na secretária eletrônica 
não chega a ser um fato surpreendente na vida de muitos de nós. Afinal vive­
mos em um mundo povoado inúmeros artefatos, com seus teclados, códigos, 
senhas e tantas solicitações cognitivas, que nos tornaram operadores e progra­
madores em nosso dia-a-dia. Contudo, receber um comunicado do Prof. Itiro 
lida não pode deixar de ser considerado um evento fora do comum. Até por­
que aquela voz mesclada de simpatia e seriedade me enunciava o convite para 
prefaciar esta nova edição de Ergonomia: Projeto e Produção. Sem sombra de 
dúvidas, é o livro que mais dissemina a disciplina que abracei como opção pro­
fissional há mais de trinta anos. 
Daquele momento em diante fui progressivamente experimentando, os sen­
timentos de honra, júbilo, responsabilidade e temor. Esse último sentimento, 
ainda hoje me acompanha, como se fossem os primeiros minutos de uma aula 
inaugural, abertura de um congresso internacional, abordagem de um traba­
lhador a quem pretendo melhorar suas condições de execução ou negociação 
de um contrato de pesquisa ou desenvolvimento. Isso tomou conta de mim por 
alguns minutos, até que consegui recobrar o pulso e controle de uma situação, 
onde todos não esperavam qualquer outra coisa senão esta compostura. Devo 
confessar ter passado um bom tempo em conjecturas para buscar a melhor 
forma de cumprir esta importante missão. 
Se todas as nossas reações têm origem em nossa história pessoal, como 
gostam de frisar os psicólogos de formação analítica, desta vez, eles estão co­
bertos de razão, já que meus trinta anos de intensa atividade na Ergonomia 
brasileira e internacional tiveram como ponto de partida um personagem, que 
atende pelo nome de Itiro lida. Foi esta mesma pessoa que desviou o caminho 
de um futuro matemático ou gerente industrial para o campo desta fascinante 
disciplina, a Ergonomia, e que, numa morna noite em Brasília, me propunha 
uma inimaginável parceria para escrever o que viria a ser a primeira edição do 
livro de Ergonomia mais vendido no Brasil. E esse é o Prof. Itiro, uma pessoa 
capaz de fazer seu interlocutor sentir-se um igual ao seu lado. Sentimento que 
rapidamente nos exibe a dimensão da grandeza dessa pessoa. 
Meu convívio com o Prof. Itiro, na COPPE/UFRJ, em duas oportunidades, e 
na Universidade Federal da Paraíba, por mais de dois anos, foi muito além de 
uma iniciação à disciplina de que trata este livro. Ela teve repercussões muito 
mais amplas, pois compartilhamos as experiências docentes do animado mé­
todo Keller de ensino individualizado, na Escola de Engenharia da UFRJ. As 
VI 
escaramuças paraibanas, que marcaram a fundação da Associação Brasileira 
de Engenharia de Produção (ABEPRO), em 1986, os árduos obstáculos para 
a consolidação da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO), a partir de 
1983, e até mesmo um repto para tentar desenvolver uma fala sobre Ergono­
mia e Normalização, mais de vinte anos antes do atualíssimo debate sobre a 
certificação da Ergonomia no Brasil. E, obviamente, momentos de divergência 
dos quais procurei apenas guardar o lado construtivo, que ameniza a tristeza 
sempre embutida nas desavenças. 
Quando o conheci, em uma palestra para alunos do ciclo básico do curso de 
engenharia na Escola Politécnica da UFRJ, o Prof. Itiro me causou uma pro­
funda impressão, pois despertava uma curiosidade, uma vontade mesclada de 
saber e fazer. Uma pessoa à frente do seu tempo, portanto, um precursor; uma 
pessoa que te colocava diante de teus próprios desafios, um formador, de fato, e 
uma pessoa que te incitava a seguir ampliando, incluindo, um disseminador, por 
conseguinte. Não por acaso, fui ali buscar as referências fundamentais para uma 
vida profissional docente que, naquele exato momento, acabava de ser decidida, 
embora nem eu nem o Prof. Itiro soubéssemos disso, naquela hora. 
Ao se conhecer um professor, o aluno invariavelmente tem poucas informa­
ções acerca da pessoa, para além do folclore dos corredores e dos comentários 
entre estudantes. Assim é que, praticamente recém-chegado à UFRJ, o Prof. 
Itiro já havia conquistado seu lugar na galeria de personagens como "o temível 
japonês da Industrial". Os alunos mal sabiam o que era Engenharia Industrial, 
hoje, Engenharia de Produção. Nas conversas de corredores, entre estudantes, 
era um curso que não havia aulas formais, mas só entrevistas orais, diretamen­
te com os professores. Estes não falavam nada. Cabia ao aluno, fazer estudos 
prévios e apresentar a matéria e, ao mestre, responder se estava satisfatório ou 
não. Um terror! E nem se sabia quem era"o temível japonês", na verdade, um 
brasileiro como a maioria de nós, filho de imigrantes, com absolutamente nada 
de temível. Muito pelo contrário, apenas por índole e temperamento, escuta­
va mais do que falava. A figura do "temível japonês da Industrial" nada mais 
era do que um dos inúmeros constructos estudantis com que brindávamos a 
percepção das diferenças entre o ensino médio e o universitário. O mais signi­
ficativo, contudo, é que, por trás deste constructo, se enunciava uma prática 
profissional em Ergonomia que viria a ser publicada internacionalmente exatos 
trinta anos depois, agora denominada como Ação Conversacional, e que tem 
na escuta respeitosa e resignificante, seus conceitos essenciais. Aquilo que 
chamávamos de método de entrevistas que, na verdade, não eram entrevis­
tas serviu de base para a constituição de um método para as interações orien­
tadas entre ergonomistas e trabalhadores em situação real de trabalho - que 
também não são entrevistas. 
Como posso introduzir o leitor à esta obra, sem fazer a menção às