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com seus colaboradores. A Teoria das Relações 
Humanas, entretanto, possui algumas limitações. Outras pesquisas comprovaram, 
inclusive, que nem sempre os colaboradores mais felizes são os mais produtivos. 
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UNIDADE 
A Administração e as Principais Escolas
• Enfoque Comportamental: trata-se de uma denominação que se refere ao 
conjunto de contribuições teóricas e empíricas que visam analisar o comportamento 
e a importância dos colaboradores nas organizações, abrangendo várias escolas 
desde a Escola de Relações Humanas de 1930 até as escolas empreendedoras dos 
anos 1990. Diferencia-se, assim, das demais escolas, pois destaca a complexidade 
com que cada uma reage nas abordagens em relação ao ser humano. A abordagem 
comportamental: formada por teorias de motivação e liderança, promoveu uma 
visão mais complexa do ser humano, analisando-o mais psicologicamente na 
administração e reconhecendo a importância dos recursos humanos na organização, 
mas ignorando ainda fatores como o ambiente. 
• Teoria dos Sistemas: com o final da Segunda Guerra, percebeu-se que países re-
presentavam partes diferenciadas de um sistema global e que a alteração em uma 
parte significaria modificações em todo o sistema. Von Bertalanffy Foi o primeiro a 
considerar o meio em que a organização estava inserida, contribuindo, assim, para 
uma abertura das visões interna e externa. Identificando a organização como um 
todo dividido por partes inter-relacionadas que interagem com o ambiente. Princi-
pais termos: Subsistemas, Fronteiras, Fluxos, Feedback, Sinergia, Holismo, Home-
ostase. A Teoria dos Sistemas é a união dos focos de estudo das outras escolas. O 
administrador pode e deve usar as variadas formas de alcançar um mesmo objetivo. 
• Enfoque Contingencial: o enfoque contingencial é tarefa na qual o administrador 
vai analisar situações e identificar as técnicas que trarão o melhor resultado, para 
a referente situação. Sendo uma forma de complementar a Teoria dos Sistemas, o 
enfoque contingencial mudou substancialmente a forma de ver as organizações e a 
administração. “Tudo depende”, principalmente após a “abertura” da organização. 
Fatores que devem influenciar na decisão do administrador: incerteza e complexi-
dade do ambiente externo, tamanho da organização, tecnologia, tarefa, caracterís-
ticas do ambiente interno.
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Leitura Obrigatória
Escola de Administração Científica
A revolução industrial influenciou muito na A Abordagem Clássica da Administração 
as consequências devido ao crescimento acelerado e desorganizado das empresas, 
acabou exigindo uma substituição do empirismo e da improvisação forçando o uso 
das bases de estudos científicos. Percebendo a necessidade de aumentar a eficiência 
e rendimento das empresas, que já sofriam com a elevada concorrência tornou-se 
necessário para o desenvolvimento proposto pela Escola.
O americano Frederick Winslow Taylor, da inicio a Escola de Administração 
Cientifica a partir da segunda metade do século XIX. Com o principal objetivo, de 
garantir o máximo de lucro e desenvolvimento ao patrão e, consequentemente ao 
funcionário por meio de sua administração, segundo Taylor. Dando inicio a suas 
pesquisas e estudos a partir do operário seguindo os cargos acima, obtendo assim 
suas bases para o conceito geral de administração. 
Assim conseguia na época uma busca para melhora da produtividade com 
qualidade do operário, que por sua vez, era destratado e deixado de lado pelas 
empresas. Ele percebeu que o descaso em qualificar o operário na época era absurdo, 
e consequentemente notou a baixa produtividade, ocasionando para as empresas 
um custo maior, pela necessidade de contratação de mais operários. Contudo a 
Administração Científica foi utilizada na época com experimento, já que sua aplicação 
buscava alcançar a melhor eficiência, que acabou se consolidando entre os estudiosos 
da época devida sua eficácia.
Taylor que sempre se preocupou em eliminar perdas e desperdícios sofridos pelas 
indústrias, visando o aumento dos índices de produtividade com aplicação dos mé-
todos e técnicas estudadas e aperfeiçoadas por ele. Com o objetivo de reorganizar 
e resolver os problemas de relação entre operários e liderança ele buscou definir os 
princípios científicos da administração. Já que um bom operário não discute ordens e 
instruções dadas a ele. 
Segundo ele “No futuro ira prevalecer à ideia de que nossos líderes deveram bem 
treinados e que nenhum homem, embora extraordinário, poderá competir com 
homens comuns, mas que forem organizados...” Sendo assim, quando for dada a um 
operário uma tarefa bem definida a ser realizada, de forma pré-estabelecida e dentro 
de um período definido, o aumento de produção e eficiência será inevitável.
“A estruturação geral das empresas, com acompanhamento planejado e a 
racionalização do trabalho são fundamentais para aplicação dos métodos”, isso foi o 
que conclui Taylor após notar as dificuldades da época. 
Justificando que as indústrias analisadas na época sofriam de males, sendo eles:
• Os operários passavam por uma ociosidade ordenada;
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UNIDADE 
A Administração e as Principais Escolas
• A gerência não conhecia as rotinas dos trabalhadores e o tempo necessário para 
que pudessem realizar suas tarefas;
• Não existia a uniformidade dos métodos e das técnicas de trabalho.
A Administração Científica se distribui universalmente da seguinte forma:
Ciência, Harmonia,
Cooperação e
Rendimento Máximo
Empirismo, Discórdia,
Individualismo E
Produção Reduzida
Figura 1
Taylor percebeu que, em todas as ocupações, os operários aprendiam a executar as 
tarefas olhando o colega do lado, ou seja, observando que ocasionava nas diferentes 
maneiras de realização para um mesmo trabalho, fora a diversidade de materiais 
utilizados para execução dos mesmos. 
Taylor conclui que os administradores precisariam desenvolver novas formas de 
execução dos serviços, tirando essa responsabilidade dos operários, por conta dos 
índices de produtividade que eram diversos para uma mesma tarefa realizada.
Assim, Taylor acabou dividindo as atividades entre os operários, deixando o 
planejamento e supervisão por conta da administração. Substituindo os métodos 
utilizados por métodos científicos em todas as funções, chamando a assim de Organização 
Racional do Trabalho - ORT.
Criada por Taylor, A ORT consistia nos seguintes aspectos:
• Seleção Científica do Colaborador – O colaborador deve ser colocado para exe-
cutar uma função ou tarefa adequada as suas aptidões, consequentemente o ato de 
repetir sua atividade o deixa melhor preparado, gerando assim a melhor eficiência 
e perda de produtividade. 
• Tempo-padrão – Deve ser colocada ao colaborador uma meta mínima, para que 
assim sua atividade sempre tenha um padrão mínimo.
• Plano de incentivo salarial – Uma prática utilizada até os dias atuais, que ajuda 
bastante em momentos difíceis numa empresa, o incentivo serve para se obter uma 
alta na produtividade, como interfere no volume de atividade do colaborador, os 
dois lados gostam devido ao lucro de ambos.
• Trabalho em conjunto – exemplo disso o plano de incentivo, que consequentemente 
favorece ambos, tanto o patrão como funcionário que aumenta sua renda.
• Gerentes planejam e operários executam – Conforme Taylor observou, a res-
ponsabilidade da gerência e lideres é a inserção de um processo eficaz e contunden-
te para produção, cabendo a eles a execução.
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• Divisão do trabalho e especialização do operário – Dado certo nível de tarefa 
a um operário, com recursos, espaço adequado e treinamento, o resultado é claro 
sempre aprimorado, diminuindo assim as falhas e perdas.
• Supervisão – É pertinente a supervisão ter uma base para cobrança, por isso a 
existência da produção mínima, claro que a divisão de lideres é necessária também.
• Ênfase na eficiência