Microeconomia - Ainda vão existir empregos no futuro ?
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Microeconomia - Ainda vão existir empregos no futuro ?


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Antônio Makhlouf, RA: 00210948 
Bruno Guidotte, RA: 00208089 \u2013 Líder do Grupo
Felipe Carvalho, RA: 00139226
Ainda haverá emprego no futuro?
A pergunta é simples, a resposta também, sim. Obviamente os empregos não serão um extintos e as pessoas voltarão para suas casas para depender apenas do bom grado de alguns produtores de alimentos e serviços para sobreviver, porém a demanda de empregos tende sempre a aumentar, ao ponto em que com as inovações tecnológicas a oferta tende a diminuir, uma vez que é mais proveitoso para o empresário uma produção com inteligência artificial (a partir do momento em que a compensação financeira pelo trabalho desenvolvido seja igual e o gasto com tal tecnologia inferior em relação ao trabalho de pessoa física) do que com pessoa física. 
Os mais afetados ao competir com tal inteligência que vem ai para substituir as pessoas, seriam os trabalhadores de subempregos, que fazem trabalho manual e repetitivo, como o caixa de mercado por exemplo, a automação do processo de compra é algo que vem em constante atualização e espera-se chegar em breve ao dia em que seja tudo digital neste processo. Tendo em vista isso, o governo tem de entrar em ação para garantir a essa população que já não é nem um pouco favorecida alguma maneira de garantir o seu trabalho, para garantir não só sua sobrevivência mas também o seu poder de consumo, já que se você não tem um salário ou algo que lhe permita gastar, você acaba se tornando inútil para o mercado. 
A possibilidade desse contingente de mão de obra que passaria a ser subutilizado com a automação dos processos produtivos tornar-se uma mão de obra informal seria enorme, o que já vem acontecendo nos últimos anos no Brasil por exemplo, são pessoas assumindo funções como Uber, AirBnb como seu único e próprio trabalho. Isso demonstra que já estamos no processo para um futuro no qual poucas pessoas terão uma ocupação e menos ainda terão um emprego formal, o que nos leva a perguntar, como controlar isso? Ou como garantir o Estado pode garantir o consumo pessoal, algo necessário para a sobrevivência humana e consequentemente para o mercado? Algumas soluções são muito defendidas por intelectuais internacionais, como a introdução da renda básica universal e a taxação do uso de robôs (máquinas em geral).
Algo muito defendido é de que as máquinas não conseguem reproduzir as relações interpessoais e nem substituir a criatividade humana, então trabalhos que tem essas necessidades seriam insubstituíveis (pelo menos em curto prazo), esses cargos atualmente são ocupados em sua grande maioria por pessoas com mais conhecimento e poder de aquisição do que a maioria, refletindo assim novamente o problema social encontrado na geração de empregos futuros, mostrando ainda mais a necessidade de um Estado forte e que garanta direitos básicos a todas as pessoas, principalmente aquelas de baixa renda, que são as que tendem a sofrer mais as próximas atualizações no mercado de trabalho que já estão batendo na nossa porta.
Não sendo de todo mal, a tecnologia vem sempre com o intuito de contribuir e otimizar o trabalho, seja essa tecnologia operada por uma inteligência artificial ou um humano que estudou anos para tal, mostrando também seu poder benéfico.