ARTIGO FINAL DE CURSO UNIFAC
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ARTIGO FINAL DE CURSO UNIFAC


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A Orientação Educacional no contexto da Inclusão da Pessoa com Deficiência.
Jani Maria Lamb Munchen[1: ]
Resumo
	A Orientação Educacional é de extrema importância na escola, e fundamental quando envolve a questão da inclusão escolar do aluno com deficiência, pois o profissional que desempenha esta função é um membro da equipe gestora e deverá juntamente com os demais profissionais da escola zelar pelo processo ensinoaprendizagem significativo. Este trabalho tem por objetivo, afirmar a importância do papel do Orientado Educacional na Inclusão Escolar, o mesmo, esta embasado a partir de leituras e pesquisas em livros de seletos autores e sites educacionais que dão ênfase ao relevante trabalho desenvolvido pelo Orientador Educacional no processo de inclusão escolar do aluno com deficiência. É de se considerar, a legislação vigente 	que garante as pessoas com deficiência o direito de estar matriculado na rede regular de ensino.
Palavra-chave: Orientação Educacional; Educação; Inclusão, Deficiência. 
1. Introdução 
	A educação é um direito humano, e defender este direito deve ser uma das bandeiras do Orientador Educacional, munidos deste, é que o Orientador Educacional irá embasar seu trabalho, numa perspectiva global, envolvendo os demais elementos da escola, a família e a comunidade escolar neste processo. Com isto, pretende-se explorar e esclarecer qual o papel do Orientador Educacional na Inclusão da pessoa com deficiência e a importância deste trabalho na melhoria da qualidade da educação. 
	No entanto, percebe-se que, no momento atual vem sendo altamente propagado no meio social e educacional a inclusão da pessoa com deficiência, e suas lacunas apresentadas nesse processo pela falta de apoio pedagógico nas escolas, por isso justifica-se o presente artigo.
2. Desenvolvimento
2.1 Educação: Um Direito Humano
	
	Afirma-se que os Direitos humanos são direitos relativos à garantia de uma vida digna a todas as pessoas, estes direitos são garantidos à pessoa pelo simples fato de ser humana. Os direitos humanos são todos direitos e liberdades básicas, considerados fundamentais para dignidade, assim conseqüentemente as Pessoas com Deficiências estão aparadas pela afirmativa.
		\u201cConsiderando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua 	fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na 	igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social 	e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, \u2026 a_ssembléia Geral proclama 	a presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido 	por todos os povos e todas as nações\u2026\u201d
	Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
2.1.1 Garantia do acesso da educação para todos.
	O acesso à educação para todos os indivíduos, conforme preconiza as declarações mundiais devem ser levadas à sério e encaradas com legitimidade por todos os agentes educacionais, incluindo nesta lista um agente indispensável: O Orientador Educacional.
	Ao final do século XX e inicio do século XXI denota-se uma expansão forte em proposições e recomendações para o âmbito educacional, por isso os países assumem, respaldados nos acordos internacionais, o compromisso de garantir prioridade à educação, comprometendo-se com as metas de atingir patamares satisfatórios de escolaridade básica para todos. Dentre os compromissos acordados, um marco foi a Declaração Mundial sobre Educação para Todos²; um outro foi a Declaração de Salamanca, originada da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: acesso e qualidade³ .
² Declaração originada da Conferência Mundial sobre Educação para Todos, em 1990, em Jomtien,
Tailândia, convocada pela Unesco, Unicef, PNUD e Banco Mundial
3 Conferência realizada em Salamanca, Espanha, em junho de 1994, promovida pela Unesco
	Conforme o Ministério da Educação, a Educação Básica é obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos, ficando evidente que as leis vigentes em torno da educação amparam independente das condições de raça, idade, gênero, situação, crença ou religião. Por isso que, volta-se a frisar que as pessoas com deficiência estão incluídas nesta descrição e amparadas na garantia dos direitos para todos. 
Inclusão da Pessoa com Deficiência.
	Segundo a Lei Brasileira de Inclusão das Pessoas com Deficiência, através da Convenção Sobre OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (2017) definiu o seguinte: \u201cPessoas com deficiência são aquela que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas\u201d.
	Diante disso, urge não mais protelar, falar de inclusão é fato. Sabe se que atos internacionais e nacionais estão em vigor, e colocar em prática essa inclusão nas escolas é questão de necessidade legal e moral com a sociedade.
	Portanto, não cabe mais se esquivar, a Inclusão precisa ser vista com um processo real, isso soa uma obviedade, pois ela está em constante transformação e avança a medida dos problemas que vão surgindo e através das vivencias do dia a dia, e é durante este caminhar é que vamos construindo e desvendando a inclusão, permeado da ação mútua das pessoas.
	É urgente que os profissionais da escola contribuam para a formação de cidadãos preparados para lidar com os desafios do mercado globalizado, é fundamental oferecer uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade. 
2.3 Atribuições do Orientador Educacional.
	As atribuições do Orientador Educacional segundo a Lei nº. 5564, de 21.12.1968, regulamentada pelo Decreto nº. 72846, de 26.09.1973, os artigos 8º e 9º. Do referido decreto define o seguinte: 
    Art. 8º. São atribuições privativas do Orientador Educacional: 
     a) Planejar e coordenar a implantação e funcionamento do Serviço de Orientação Educacional em nível de: 
     1 - Escola; 
     2 - Comunidade. 
     b) Planejar e coordenar a implantação e funcionamento do Serviço de Orientação Educacional dos órgãos do Serviço Público Federal, Municipal e Autárquico; das Sociedades de Economia Mista Empresas Estatais, Paraestatais e Privadas. 
     c) Coordenar a orientação vocacional do educando, incorporando-o ao processo educativo global. 
     d) Coordenar o processo de sondagem de interesses, aptidões e habilidades do educando. 
     e) Coordenar o processo de informação educacional e profissional com vista à orientação vocacional. 
     f) Sistematizar o processo de intercâmbio das informações necessárias ao conhecimento global do educando. 
     g) Sistematizar o processo de acompanhamento dos alunos, encaminhando a outros especialistas aqueles que exigirem assistência especial. 
     h) Coordenar o acompanhamento pós-escolar. 
     i) Ministrar disciplinas de Teoria e Prática da Orientação Educacional, satisfeitas as exigências da legislação específicas do ensino. 
     j) Supervisionar estágios na área da Orientação Educacional. 
     l) Emitir pareceres sobre matéria concernente à Orientação Educacional. 
     Art. 9º. Compete, ainda, ao Orientador Educacional as seguintes atribuições:
     a) Participar no processo de identificação das características básicas da comunidade; 
     b) Participar no processo de caracterização da clientela escolar; 
     c) Participar no processo de elaboração do currículo pleno da escola; 
     d) Participar na composição caracterização e acompanhamento de turmas e grupos; 
     e) Participar do processo de avaliação e recuperação dos alunos; 
     f) Participar do processo de encaminhamento dos alunos estagiários; 
     g) Participar no processo de integração escola-família-comunidade; 
     h) Realizar estudos e pesquisas na área da Orientação Educacional. 
	Percebe-se que as atribuições do Orientador estão presentes nas atividades escolares,