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CULTURA: UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MIRACEMA
CURSO DE PEDAGOGIA
ANDRIELE SOUTO DE ANDRADE
CULTURA: UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO
MIRACEMA-TO
JUNHO DE 2018
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MIRACEMA
CURSO DE PEDAGOGIA
ANDRIELE SOUTO DE ANDRADE
FICHAMENTO DE RESUMO
CULTURA: UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO
Fichamento de resumo elaborado para a disciplina de Sociedade, cultura e educação a fim de obtenção de nota parcial referente ao 1° semestre de 2018; orientado pela Professora Hanna Brito Holanda Soares 
MIRACEMA-TO
JUNHO DE 2018
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 14.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2001. P. 9-31.
O Determinismo Biológico
Segundo o autor, ainda há muita persistência de algumas pessoas em acharem que uma determinada raça humana é mais forte ou inteligente que outra, como pode-se perceber na citação “[...] os nórdicos são mais inteligentes que os negros;[...]” (p.9). Mas para os antropólogos, é nítido que a genética não interfere nas diferenças culturais, e como Felix Keesing diz “Qualquer criança humana normal pode ser educada em qualquer cultura, [...]” (p.9), ou seja, não importa em que país essa criança nasceu, ou qual era a cultura de seus pais, se essa criança for inserida ainda pequena em uma outra cultura, como por exemplo, se na cultura dos pais dessa criança a mulher for considerada um ser sensível e frágil, e ela for inserida em uma cultura na qual a mulher desempenha um papel que requer força física, sendo ela criada ali, cresceria e aprenderia a essa cultura como qualquer outra criança já nascida ali.
O Determinismo Geográfico
De acordo com o autor, o determinismo geográfico colocava a natureza como determinante da ação humana, ou seja, para o determinismo geográfico cada região tinha sua cultura determinada pelos aspectos do ambiente cada população vive, como por exemplo, em um lugar com clima tropical os habitantes tendem a usarem menos roupas e com tecidos mais finos e tendem a tomarem mais banhos, ao contrario das pessoas que moram em regiões frias, que se vestem com muitas roupas com tecidos bem grossos, alem de tomarem menos banhos. Mas a cultura de cada povo influencia bastante na sua forma de agir, como é o caso dos esquimós e dos lapões, citados no texto, ambos vivem em ambientes de climas semelhantes, mas cada um age de formas diferentes para sobreviverem. Enquanto os esquimós constroem suas casas com blocos de gelo, os lapões vivem em tendas feitas com peles de rena, ou seja, mesmo que vários grupos diferentes habitem o mesmo território, iram agir de formas diferentes devido a cultura que foi perpassada para cada um.
Antecedentes Históricos do Conceito de Cultura
Nesta parte do livro são citados alguns antropólogos que acrescentaram para a formação do conceito de cultura, são alguns dele: Tylor, Locke, kroeber e Marvin Harris. Segundo o autor, Tylor foi um dos primeiros a propor o conceito de cultuta como algo referente aos “[...] conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade.” (p.14), e depois que Tylor definiu o primeiro conceito do que era cultura, muitos outros contribuíram para ampliar o conceito de cultura, como por exemplo Kroeber, afirmando que a cultura determina e justifica o comportamento e as ações dos homens.
O Desenvolvimento do Conceito de Cultura
Nesta parte do livro, é trabalhada a visão de Taylor sobre o desenvolvimento do conceito de cultura, de como mudou a maneira de muitos antropólogos passaram a enxergar as raças humanas. Agora para eles todas as raças eram consideradas realmente humanas. Percebe-se isso na elaboração de Tylor sobre o conceito de cultura: “a uniformidade que tão largamente permeia entre as civilizações pode ser atribuída em grande parte a uma uniformidade de ação de causas uniformes” (p.17), esse pensamento se contrapõe ao pensamento colonial, no qual o negro e o índio não eram considerados humanos, após esse ponto de vista Laraia afirma que Tylor se preocupa mais com a igualdade existente na humanidade do que se preocupa com a diversidade cultural.
Franz Boas reconhece que todas as sociedades não podem ter o mesmo padrão para serem avaliadas. Pelo contrário, “cada cultura segue seus próprios caminhos em função dos diferentes eventos históricos que enfrentou.” (p.20). Com isso ele funda a Escola Cultural Americana com o particularismo histórico.
Ainda no mesmo capítulo, o autor expõe as idéias de Krober e sua visão do ser humano como único ser capaz de criar seu próprio processo evolutivo, ao "superar o orgânico". Segundo Krober, ao invés de mudar o mecanismo biológico, a cultura é que seria adaptada aos diferentes ambientes. Desse modo, o ser humano foi capaz de imortalizar a espécie ao longo dos anos e transformar todo o planeta Terra em seu habitat.