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permanganometria

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Nome: Raquel Silva Fessaro Michilin RA: 205172 Data: 13/06/2019 
 
VOLUMETRIA DE ÓXIDO-REDUÇÃO: 
PERMANGANOOMETRIA 
 
Marca da amostra: ADV farmacêutica 
Lote: 1811066 
I. Reações químicas mais importantes:
a) 𝐾𝑀𝑛𝑂4 + 𝐻2𝑂 → 𝐾
+ + 𝑀𝑛𝑂4
− 
b) 𝐻2𝑆𝑂4 + 𝐻2𝑂 → 2𝐻
+ + 𝑆𝑂4
2−
 
c) 𝑁𝑎2𝐶2𝑂4 + 2𝐻
+ → 2𝑁𝑎+ + 𝐻2𝐶2𝑂4 
d) 2𝐻2𝑂2𝑔 → 𝑂2𝑔 + 2𝐻2𝑂𝑙
 
e) 5𝐻2𝐶2𝑂4 + 2𝑀𝑛𝑂4
− + 6𝐻+ → 10𝐶02 + 8𝐻2𝑂 + 2𝑀𝑛
2+
 
f) 5𝐻2𝑂2 + 2𝑀𝑛𝑂4
− + 6𝐻+ → 502 + 8𝐻2𝑂 + 2𝑀𝑛
2+
 
II. Padronização da solução 0,02 mol/L de permanganato de potássio 
(KMnO4): 
A partir das reações (c) e (e) acima, pode-se observar que a estequiometria da 
reação entre o ácido oxálico (H2C2O4), obtido a partir do oxalato de sódio 
(Na2C2O4), e o íon permanganato (MnO4-) é de 5:2, respectivamente. Então 
desta maneira, obteve-se o número de mols de KMnO4 e calculou-se a real 
concentração da solução de permanganato de potássio, a partir das equações 
a seguir:
𝑛𝑁𝑎2𝐶2𝑂4 = 
𝑚
𝑀𝑀
 
 𝑛𝑀𝑛𝑂4− =
2 𝑛𝑁𝑎2𝐶2𝑂4
5
 
[𝐾𝑀𝑛𝑂4] =
𝑛𝑀𝑛𝑂4−
𝑉
 
Onde n é o número de mols; MM, a 
massa molar; [ ], a concentração e 
V, o volume escorrido do composto 
em questão
 
 
 
 
Os resultados obtidos estão apresentados na tabela a seguir: 
Replicata 
Massa 
oxalato 
(g) 
Mols de 
oxalato 
Mols de 
permanganato 
Volume 
escorrido 
Concentração 
de KMnO4 
(mol/L) 
1 0,0985 0,000735075 0,00029403 0,0138 0,0213 
2 0,0944 0,000704478 0,000281791 0,0132 0,0213 
3 0,0947 0,000706716 0,000282687 0,0137 0,0206 
Média da concentração e desvio padrão: 0,0211 ± (0,0004) mol/L 
III.Determinação de peróxido de hidrogênio (H2O2) na água oxigenada: 
A partir do volume de permanganato de potássio escoado na titulação, foi 
possível calcular o número de mols utilizados para reagir com o peróxido de 
hidrogênio contido na amostra de água oxigenada. Assim, pela reação (f) acima 
e por meio dos cálculos a seguir, pode-se determinar a concentração de H2O2 
na amostra.
𝑛𝐾𝑀𝑛𝑂4 =
[𝐾𝑀𝑛𝑂4] 𝑥 𝑉
1000
 𝑛𝐻2𝑂2 =
5 𝑛𝐾𝑀𝑛𝑂4
2
 
Porém, o número de mols de peróxido (nH2O2) calculado, refere-se à alíquota de 
14,9204mL retirada da solução de água oxigenada contida no balão 
volumétrico de 200mL. Então para encontrar o número de mols (y) contidos no 
balão, utilizou-se uma regra de três, sendo: 
𝑛𝐻2𝑂2
𝑦
=
14,9204𝑚𝐿
200𝑚𝐿
 
Assim, o número de mols (y) encontrados, pode ser considerado como sendo 
a mesma quantidade contida na alíquota (14,9672mL) retirada do frasco da 
amostra para o preparo da solução. Então a concentração em g/L de peróxido 
na amostra pode ser encontrada, sendo dada por: 
[𝐻2𝑂2] =
𝑦 𝑚𝑜𝑙
14,9672𝑥10−3𝐿
𝑥
34,01𝑔
1 𝑚𝑜𝑙
 
 
Sabendo que a concentração em “volumes” de água oxigenada é medida como 
sendo um fator volumétrico em relação à quantidade volumétrica de gás 
oxigênio liberados pela decomposição do peróxido, como por exemplo, uma 
água oxigenada que apresenta concentração 10 “volumes” libera 10 litros de 
gás O2 a cada litro de amostra. Desta forma, utilizando as Condições Normais 
de Temperatura e Pressão (CNTP), em que 1 mol de gás ocupa o volume de 
22,4 litros e pela equação (d) de decomposição do peróxido de hidrogênio, 
temos que: 
1 𝑚𝑜𝑙 𝐻2𝑂2
𝑦 𝑚𝑜𝑙
=
11,2 𝐿 𝑑𝑒 𝑂2
𝑥 𝐿 𝑑𝑒 𝑂2 
Os resultados calculados encontram-se na tabela abaixo: 
Replicata 
Volume 
escoado 
(mL) 
N mols de 
KMnO4 
[H2O2] 
(g/L) 
[H2O2] 
(“volumes”) 
1 20,8 0,000439 33,4 11,0 
2 20,8 0,000439 33,4 11,0 
3 21 0,000443 33,7 11,1 
Média e desvio padrão 33,5 ± 0,2 11,0 ± 0,1 
 
IV. Observações e conclusões: 
A partir dos resultados encontrados, pode-se afirmar que a água oxigenada não 
apresenta a concentração em “volumes” idêntica, porém aproximada, ao 
indicado no rótulo do produto, pois as condições consideradas (CNTP) para o 
cálculo da mesma não foram verificadas no ambiente em que foi realizada a 
análise, podendo ter gerado um erro sistemático no resultado obtido.