Curso de Direito-Administrativo Maria Sylvia Zanella Di Pietro 30 edição 2017
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Curso de Direito-Administrativo Maria Sylvia Zanella Di Pietro 30 edição 2017


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\u25a0Esta obra passou a ser publicada pela Editora Forense a partir da 29.ª edição.
\u25a0Capa: Danilo Oliveira
Produção digital: Geethik
 
 
 
Fechamento desta edição: 13.01.2017
 
CIP \u2013 Brasil. Catalogação na fonte.
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ.
C35m
Di Pietro, Maria Sylvia Zanella
Direito administrativo / Maria Sylvia Zanella Di Pietro. \u2013 30.ed. Rev., atual. e ampl. \u2013 Rio de Janeiro:
Forense, 2017.
1088p.; 24cm
Inclui bibliografia
ISBN: 978-85-309-7615-6
1. Direito administrativo \u2013 Brasil. I. Título.
15-28985. CDU: 342.9
30.ª ed., 1.ª tir.: fev./2017; 2.ª tir.: abr./2017.
 
NOTA À 30A EDIÇÃO
Nesta nova edição foi feita revisão geral da obra, com inclusão de alguma jurisprudência
mais recente e exclusão de referências a medidas provisórias, por terem perdido o prazo de
vigência, sem conversão em lei. Foi o que aconteceu no capítulo 6, em que havia sido
mencionada a Medida Provisória nº 700/15 (pertinente à desapropriação), e com o capítulo
19, no qual haviam sido feitas alterações para adaptá-lo à Medida Provisória nº 703/15
(relativa à Lei Anticorrupção).
No capítulo 8, foi incluído um item sobre o Programa de Parcerias de Investimentos, de
que cuida a Lei nº 13.334, de 13-9-2016. Não se trata de nova forma de parceria entre o
poder público e o setor privado, mas de programa de fomento a contratações, nas várias
modalidades de concessão hoje existentes, como a concessão comum, a concessão
patrocinada, a concessão administrativa, a concessão de direito real de uso, entre outras
modalidades de contratos previstas na lei.
Ainda no capítulo 8, foram feitas alterações no item pertinente aos convênios, para
adaptá-lo às alterações introduzidas no Decreto nº 6170, de 25-7-2007, pelo Decreto nº
8.943, de 27-12-2016.
O capítulo 9, que trata das licitações, recebeu pequena alteração, com o intuito de incluir
nova hipótese de licitação, introduzida pela Lei nº 13.204, de 14-12-2015. O casuísmo do
legislador continua a aumentar, a cada ano, as situações em que se permite a contratação
direta, sem licitação.
A alteração maior é a que foi introduzida no capítulo 10, que trata da Administração
Indireta, para analisar o Estatuto Jurídico das Empresas Públicas, Sociedades de Economia
Mista e suas subsidiárias, aprovado pela Lei nº 13.303, de 30-6-2016, e regulamentado pelo
Decreto nº 8.945, de 27-12-2016 (aplicável apenas na esfera federal).
N o capítulo 13, que trata dos servidores públicos, foi introduzido um item novo
(13.4.12) sobre os limites decorrentes da Emenda Constitucional nº 95/16, que altera o Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal no âmbito
da União.
O capítulo 16, sobre Bens Públicos, foi atualizado diante das inovações introduzidas
pela Medida Provisória nº 759, de 22-12-2016, que dispõe sobre a regularização fundiária
rural e urbana e altera dispositivos de várias leis, como a 8.666, de 21-6-1993 (sobre
licitações e contratos), a 8.629, de 25-2-1993 (sobre desapropriação para reforma agrária),
entre outras relevantes para o livro.
O capítulo 17, sobre Controle da Administração Pública, sofreu alteração no item
pertinente ao Mandado de Injunção, em decorrência da sua regulamentação pela Lei nº
13.300, de 23-6-2016. Também sofreu modificação no item 17.5.4, que trata do processo
especial de execução contra a Fazenda Pública, para adaptá-lo à Emenda Constitucional nº
94/16, que altera o regime de pagamento de débitos públicos decorrentes de condenações
judiciais (precatórios) e inclui dispositivos no Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, para instituir regime especial de pagamento para os casos em mora.
Finalmente, o capítulo 18, que trata da improbidade administrativa, foi alterado para
adaptação da matéria à Lei Complementar nº 157, de 29-12-16, que introduziu alterações na
Lei nº 8.429, de 2-6-92.
NOTA INTRODUTÓRIA
Estudando-se o Direito Administrativo desde o seu nascimento, com o Estado de Direito
até os dias atuais, constata-se a ampliação do seu conteúdo e as frequentes mutações que
vem sofrendo, intensificadas, no direito brasileiro, com a entrada em vigor da Constituição
de 1988 e, mais recentemente, das Constituições estaduais.
Isto se explica, de um lado, pelo sensível acréscimo das funções assumidas pelo Estado
como consequência das crescentes necessidades coletivas nos âmbitos econômico e social.
O conceito de serviço público ampliou-se para abranger serviços sociais, comerciais e
industriais, antes privativos do particular; o poder de polícia estendeu-se a áreas onde antes
não se fazia necessário, como a proteção ao meio ambiente e a defesa do consumidor; a
atuação do Estado estendeu-se, também, à esfera da atividade econômica de natureza
privada.
Mas, paralelamente, a nova Constituição trouxe princípios inovadores que refletem o
espírito democrático que norteou a sua elaboração; nota-se a preocupação em restringir a
autonomia administrativa, aumentando o controle dos demais Poderes sobre a Administração
Pública e inserindo a participação popular na função fiscalizadora.
O Direito Administrativo assume, pois, feição nova. Não é fácil discorrer sobre ele,
porque a fase é de aprendizado, de interpretação, de assimilação de novos conceitos e
princípios; o momento é de elaboração legislativa, doutrinária e jurisprudencial; muita coisa
há por fazer.
Mas a dificuldade não pode deter ou atemorizar quem exerce a função de Procurador do
Estado há vinte anos e faz do estudo do direito administrativo objeto de trabalho no dia a
dia, na difícil missão de defesa da legalidade administrativa, combinada com o exercício do
Magistério na mesma área.
Vivemos o direito administrativo cotidianamente e acompanhamos a sua constante
evolução, facilmente perceptível pela quantidade de leis e regulamentos que se editam nessa
área, revelando um aspecto de flexibilidade que lhe é próprio e inevitável em face da
dinâmica dos interesses públicos que a Administração deve atender.
O livro cuida dos vários temas do Direito Administrativo, começando pelo seu conceito,
origem e objetivo, passando para o exame da Administração Pública em sentido objetivo
(serviço público, poder de polícia,