A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
262 pág.
AÇÃO PENAL 6º PERÍODO

Pré-visualização | Página 25 de 50

os desembargadores dos Tribunais de Justiça 
dos Estados-membros e do Distrito Federal e os membros dos 
Tribunais Regionais Federais. 
242. Correto. “Compete à Justiça Estadual Militar processar e julgar 
o 
policial militar pela prática de crime militar, e à Comum pela 
prática do crime comum simultâneo àquele” (Súmula 90 do STJ). 
Registre-se, segundo Válter Kenji Ishida, “não existe unidade 
entre a justiça comum e a militar e a justiça comum e da infância 
e da juventude. É o que ocorre se um policial militar pratica lesão 
e abuso de autoridade. O primeiro crime é previsto no Código 
Penal Militar e é afeto à Justiça Militar, ao passo que o segundo 
ilícito, por não ser típico no Código Penal Militar, é de alçada da 
justiça comum” (“Processo Penal”, 2. ed, São Paulo: Atlas, 2010, 
p. 95).
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
78 
 
243. Errado. O Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 122: 
“Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos 
crimes conexos de competência federal e estadual, não se 
aplicando a regra do art. 78, II, a, do CPP”. 
244. Errado. Em face de decisão de turma recursal de juizados 
especiais criminais, deverá ser impetrado o “habeas corpus” 
perante os Tribunais de Justiça ou Tribunais Regionais 
Federais. Sendo, no entanto, o coator juiz de direito do JECRIM, 
a impetração deverá ocorrer perante as Turmas Recursais. 
245. Errado. Existem três teorias que buscam definir o lugar do crime 
para fins de fixação do foro competente para sua apuração: i) 
teoria da atividade; ii) teoria do resultado; iii) teoria da 
ubiqüidade. O CPP, no art. 70, “caput”, adotou a teoria do 
resultado (é competente para o processo e julgamento, como 
regra, o juízo do lugar onde a infração penal se consumou, ou, 
sendo hipótese de tentativa, o local onde o derradeiro ato de 
execução fora praticado). 
246. Errado. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um 
deles não obsta, quanto aos outros, a agravação da pena 
resultante da conexão (CP, art. 108). 
247. Errado. Não sendo conhecido o lugar da infração penal, a 
competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu 
(CPP, art. 72, “caput”). 
248. Errado. A Carta Magna de 1988 estabelece que a lei orgânica do 
Município deverá atender o seguinte preceito: “julgamento do 
Prefeito perante o Tribunal de Justiça” (art. 29, X). Contudo, 
“compete ao Tribunal Regional Federal processar e julgar prefeito 
municipal acusado de crime federal, vale dizer, crime praticado 
pelo prefeito em detrimento de bens, serviços ou interesses da 
União Federal, empresas públicas e autarquias federais, em face 
do art. 109, IV, da Constituição Federal. Precedentes do STF” 
(STF, HC 68.967-1/PR, Rel. Min. Ilmar Galvão; HC 
69.649-0/DF, Rel. Min. Carlos Mário Velloso). 
249. Correto. A natureza da competência territorial é relativa. Não 
alegada em tempo oportuno ocorre a preclusão. Neste sentido: 
“Em se tratando de competência ratione loci e, portanto, relativa, e 
não tendo o paciente alegado o vício no momento oportuno, isto é, 
na fase da defesa prévia, houve prorrogatio fori em favor da 
comarca em que foi ele julgado, não sendo mais possível examinar 
sua impugnação a respeito, em razão da incontestável preclusão. 
Precedentes” (STF, Ag. Reg. no HC 98205/RJ, Rel. Min. Ellen 
Gracie, DJ 10.12.2009). 
250. Correto. Foi cancelada a Súmula 384 do STF e foram declarados 
inconstitucionais os §§ 1º e 2º do art. 84, do CPP (ADIN 2.797). 
Atualmente, cessado o exercício funcional, não há que se falar 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
79 
 
em prerrogativa de função (foro especial). Neste sentido: 
“Desaparece a prerrogativa de foro privilegiado quando cessa o 
exercício da função, devendo o processo ainda não julgado ser 
remetido ao juízo comum” (STJ, RHC 14166/RJ, j. 20.11.2003). 
Observar o julgamento do HC 36.808/SP (STJ, DJ 19.05.2008). 
Registre-se, a competência constitucional do Júri prevalece 
sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido 
exclusivamente na Constituição Estadual (Súmula 721 do STF). 
Ao contrário, se houver previsão do foro especial na Constituição 
Federal, prevalece a competência por prerrogativa de função. 
Transitada em julgado a decisão condenatória, a execução penal 
dar-se-á na primeira instância, perante a respectiva vara de 
execuções penais. 
251. Correto. De acordo com o art. 109, IV, da CF/88, compete aos 
juízes federais processar e julgar os crimes políticos (a 
competência da Justiça Especial Militar para julgar crimes 
políticos foi revogada por força da Constituição vigente). No art. 
102, II, a Carta Magna fixa que compete ao STF, julgar, em 
recurso ordinário, o crime político. 
252. Correto. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a lei 
orgânica do Município deverá atender o seguinte preceito: 
“julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça” (art. 29, X). 
Importante ressaltar que “findo o mandato eletivo do prefeito 
municipal, não há que se falar mais em foro por prerrogativa de 
função. Artigo 84, § 1º, CPP declarado inconstitucional pelo 
Supremo Tribunal Federal e Súmula 394 cancelada” (STJ, HC 
36.809, DJ 19.05.2008). 
253. Correto. Autoridade que comete crime doloso contra a vida deve 
ser julgada pelo Tribunal do Júri quando seu foro especial for 
estabelecido tão-somente pela Constituição Estadual. Nesse 
sentido, aliás, prevê a Súmula 721 do STF: “A competência 
constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por 
prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela 
Constituição Estadual”. 
254. ERRADO. “A conexão não determina a reunião de processos, se 
um deles já foi julgado” (Súmula 235 do STJ). 
255. ERRADO. O CPP adotou a teoria do resultado (não da atividade) 
no seu art. 70, “caput”. Segundo a referida teoria, o crime se 
realiza no local onde ocorreu o resultado. Registre-se, a referida 
normatização não é absoluta, admitindo-se exceções. 
256. ERRADO. A competência territorial determina-se pelo lugar em 
que foi cometida a infração penal (art. 63, da Lei 9.099/1995), 
embasada na teoria da atividade. De acordo com a precitada 
teoria, o delito ocorre no local da ação ou omissão, independente 
do local do resultado. 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
80 
 
257. ERRADO. O juiz competente para a ação principal é quem deve 
autorizar ou não a interceptação das comunicações telefônicas 
(STJ, HC 10.243/RJ, Rel. Min. Edson Vidigal, DJ 23.04.2001), 
que poderá ocorrer por ordem da Justiça Comum Estadual ou 
da Justiça Comum Federal, preenchidos os requisitos legais e 
constitucionais. Frise-se, é prevento o juízo que autorizou a 
interceptação telefônica. 
258. Errado. A incompetência absoluta anula os atos instrutórios, 
probatórios e decisórios. Segundo Norberto Avena, “prevalece o 
entendimento de que as incompetências ratione materiae e ratione 
personae importam na invalidação de todos os atos do processo, 
mesmo os não-decisórios, inexistindo, ainda, a possibilidade de 
serem ratificados os atos praticados no juízo impróprio” 
(“Processo Penal Esquematizado”. Rio de Janeiro: Forense; São 
Paulo: Método, 2009, p. 854). 
259. Errado. Compete ao Tribunal do júri o julgamento dos crimes 
dolosos contra a vida, consumados ou tentados (CPP, art. 74, § 
1º). Observar o que prescreve o art. 5º, XXXVIII, ‘d’, da 
Constituição Federal vigente. 
260. Errado. São proibidas de depor as pessoas que, em virtude de 
função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, 
salvo se desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu 
testemunho (CPP, art. 206). Os menores de 14 anos e os 
deficientes mentais podem depor, porém, em relação a eles,