A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
262 pág.
AÇÃO PENAL 6º PERÍODO

Pré-visualização | Página 27 de 50

se realiza no local onde ocorreu o resultado, tendo adotado a 
teoria do resultado (não da atividade). 
284. Correto. Letra de lei! Basta observar o que dispõe o art. 81, 
“caput”, do CPP, que trata da perpetuação da competência. 
285. Errado. Estabelece o art. 79 do CPP, que a conexão e a 
continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo 
“no concurso entre a jurisdição comum e a militar” (inc. I). 
286. Errado. Compete à justiça comum federal processar e julgar o 
crime de tráfico internacional de entorpecentes, que se 
caracteriza pela entrada ou saída da substância entorpecente no 
território nacional. O fato da droga haver sido transportada por 
via aérea não ocasiona, por si só, a competência da justiça 
federal. Conforme estabelece a Súmula 522 do STF, “salvo 
ocorrência de tráfico para o exterior, quando então a competência 
será da Justiça Federal, compete à Justiça dos Estados o 
processo e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes”. 
Segundo Paulo Rangel, a referida súmula foi cancelada com o 
advento da Lei 11.343/2006. Para o doutrinador, “a súmula 
referia-se apenas ao tráfico para o exterior, quando a Constituição 
diz textualmente, no inciso V do art. 109, iniciada a execução no 
País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou 
reciprocamente (...). Em outras palavras: seja exportação (de 
dentro para fora) ou importação (de fora para dentro) de 
substância entorpecente, será tráfico internacional”, cabendo à 
justiça comum federal processá-lo e julgá-lo, tenha ou não o 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
84 
 
Município, onde os fatos ocorreram, sede da justiça federal 
(“Direito Processual Penal”. 17 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 
2010, p. 350). 
287. Correto. Questão jurisprudencial! “É de competência da Justiça 
Estadual processar e julgar agente público estadual acusado de 
prática de delito de que trata o art. 89 da Lei nº 8.666/93, não 
sendo suficiente para atrair a competência da Justiça Federal a 
existência de repasse de verbas em decorrência de convênio da 
União com Estado-membro” (STF, HC 90.174/GO, Rel. Min. 
Carlos Britto, DJ 14.03.2008).  
288. Errado. Há de se aplicar a regra prevista no art. 78, I, do CPP. O 
Tribunal do Júri julga os dois delitos!  
289. Errado. Tratando-se de crime permanente (cuja consumação se 
prolonga no tempo), praticado em território de duas ou mais 
jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
290. Errado. Em se tratando de infração continuada ou permanente, 
praticada em território de duas ou mais jurisdições, a 
competência firmar-se-á pela prevenção (CPP, art. 71 c/c o art. 
83). 
291. Errado. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência 
regular-se-á pelo domicílio ou residência do acusado (CPP, art. 
72, “caput”). Se, no entanto, o acusado tiver mais de uma 
residência, a competência firmar-se-á pela prevenção (§ 1º). 
292. Errado. A competência será determinada pela continência (não 
pela conexão) quando duas ou mais pessoas forem acusadas 
pela mesma infração penal (CPP, art. 77, I). Na continência 
concursal ou por cumulação subjetiva (CPP, art. 77, I), o fato é 
único, sendo praticado por várias pessoas (concurso de agentes). 
293. Errado. É prevento o juízo que autorizou a interceptação 
telefônica, expediu mandados de prisão temporária e de busca e 
apreensão. 
294. Errado. Há fixação da competência “ratione materiae” no plano 
constitucional. Da mesma forma, há delimitação do poder de 
julgar, no âmbito constitucional, em decorrência do lugar.  
295. Errado. Os crimes praticados nos Municípios que não sejam 
sede de vara federal serão processados e julgados na vara federal 
da circunscrição respectiva (art. 70, parágrafo único, da Lei 
11.343/2006). 
296. Errado. Com a absolvição em relação ao crime de homicídio 
(doloso contra a vida), continuarão os jurados competentes para 
emitirem juízo de mérito sobre o delito de estupro. 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
85 
 
297. Errado. A competência será determinada, no caso de tentativa, 
pelo lugar em que for praticado o último ato de execução (CPP, 
art. 70, “caput”). 
298. Correto. A conexão e a continência importarão, em regra, a 
unidade de processo e julgamento. O art. 79, I, do CPP, traz uma 
ressalva em relação ao concurso entre a jurisdição comum e a 
militar. Segundo Norberto Avena, a “hipótese abrange tanto o 
concurso de crimes comum e militar como também o concurso de 
agentes civil e militar no mesmo crime, determinando a lei, pois, a 
separação dos processos” (“Processo Penal Esquematizado”. Rio 
de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2009, p. 607). 
299. Errado. Juiz de direito que comete crime doloso contra a vida 
tem o privilégio de ser julgado pelo respectivo Tribunal de 
Justiça. Frise-se, se determinado o foro “privilegiado” pela 
Constituição Federal, prevalecerá sobre a competência do 
Tribunal do Júri. 
300. Correto. Induvidosamente, a competência é da justiça comum 
para processar e julgar a pertinente ação penal por crime 
ambiental. A competência da Justiça Comum Federal é restrita 
aos crimes ambientais perpetrados em detrimento de bens, 
serviços ou interesses da União, de entidade autárquica federal 
ou de empresa pública federal. Em razão da matéria, tratando-se 
de ação penal pública, o processo e o julgamento dos crimes 
praticados contra o meio ambiente, como regra, são da 
competência da Justiça Comum Estadual. 
301. Errado. “Havendo conexão entre crimes da competência do 
Juizado Especial e do Juízo Penal Comum, prevalece a 
competência deste último” (Enunciado 10 do Fórum Nacional 
Permanente dos Juizados Especiais). 
302. Errado. De acordo com a Súmula 521 do STF, “o foro competente 
para o processo e julgamento dos crimes de estelionato, sob a 
modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de 
fundos, é o local onde se deu a recusa do pagamento pelo 
sacado”. Conforme a aludida súmula do STF, para o delito de 
estelionato por emissão de cheques sem fundos (CP, art. 171, § 
2º, VI), “é competente o juízo do foro do local, não onde foi 
passado, mas o de sua consumação, justamente no qual deveria 
produzir o resultado (ut art. 6º, in fine, do CP), que é o lugar da 
recusa do pagamento, que é o da sede do sacado, de acordo, 
outrossim, com a primeira parte do art. 70 do CPP” (JTAERGS 
70/101). 
303. Errado. Nos crimes qualificados pelo resultado, fixa-se a 
competência no lugar onde ocorreu o evento qualificador. 
Consumando-se com o resultado “morte da vítima, da gestante”, 
o foro competente é do lugar dos precitados eventos. 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
86 
 
304. Correto. “O crime de falso testemunho, previsto no art. 342 do CP, 
consuma-se quando, após proferida a inverdade, encerra-se o 
depoimento, reduzido a termo e assinado pela testemunha, pelo 
Juiz e pelas partes, sendo irrelevante se o seu efeito ou influência 
venha ou não interferir na decisão da causa” (STJ, RT 741/577). 
“Pouco importa que o falso testemunho prestado ante a jurisdição 
deprecada vá produzir efeitos na deprecante. O que cumpre 
indagar é o lugar onde se consumou a infração” (RT 605/298). 
Enfim, o delito de falso testemunho (CP, art. 342) cometido em 
carta precatória é da competência do foro deprecado (juízo do 
local onde foi prestado o depoimento). 
305. Errado. A competência será determinada pela conexão 
intersubjetiva por concurso se, ocorrendo duas ou mais 
infrações, houverem sido praticadas por várias pessoas em 
concurso, não importando o tempo e o lugar onde as infrações 
foram praticadas. Exige-se, porém, que haja acordo prévio, a 
comunhão de esforços e conjunção de vontades! 
306.