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AÇÃO PENAL 6º PERÍODO

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outros na prática de algum ato do processo (com carga decisória) 
ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento 
da denúncia ou da queixa-crime. 
CAPÍTULO 7 
Exceções e Questões Prejudiciais 
329. (CESPE/Promotor MPE-SE/2010) As hipóteses de suspeição e 
impedimento previstas no CPP são igualmente aplicáveis ao 
magistrado, ao promotor de justiça e à autoridade policial. 
330. (CESPE/Promotor MPE-ES/2010) A questão prejudicial diz 
respeito ao processo e seu regular desenvolvimento, merecendo 
solução antes de a decisão ser proferida. 
331. (CESPE/Promotor MPE-ES/2010) Se, para o reconhecimento da 
existência da infração penal, houver a dependência de decisão 
da competência do juízo cível que diga respeito à propriedade do 
objeto material do crime, será obrigatória a suspensão do curso 
da ação penal até que a controvérsia seja dirimida no juízo cível 
por sentença passada em julgado. 
332. (CESPE/Analista Processual-MPU/2010) As exceções têm como 
limite processual para oferecimento a fase da resposta 
preliminar. Não suspendem a tramitação da ação penal e 
possibilitam a retratação do julgador. 
333. (CESPE/Exame de Ordem 2009.2) Caso seja argüida a suspeição 
de membro do MP, a decisão caberá ao próprio juiz criminal que 
conduz o processo principal. 
334. (CESPE/Exame de Ordem 2009.2) Julgada procedente a exceção 
de suspeição do juiz pelo tribunal competente, o processo deverá 
ser remetido ao seu substituto, com aproveitamento dos atos já 
praticados no processo principal. 
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335. (CESPE/Exame de Ordem 2009.2) Sempre que houver argüição 
de suspeição de jurado no procedimento do tribunal do júri, 
deverá o juiz determinar a suspensão do processo principal até 
que se decida o incidente. 
336. (CESPE/Exame de Ordem 2009.2) As partes não poderão argüir 
de suspeição os serventuários ou funcionários da justiça e os 
peritos não oficiais, pois tais servidores exercem atividade 
meramente administrativa. 
337. (CESPE/Exame de Ordem 2009.1) Podem ser opostas exceções 
de suspeição, incompetência de juízo, litispendência, 
ilegitimidade de parte e coisa julgada e, caso a parte oponha 
mais de uma, deverá fazê-lo em uma só petição ou articulado. 
338. (CESPE/Exame de Ordem 2009.1) A exceção de incompetência 
de juízo, que não pode ser oposta verbalmente, deve ser 
apresentada, no prazo da defesa, pela parte interessada. 
339. (CESPE/Exame de Ordem 2009.1) A parte interessada pode opor 
suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito, 
devendo fazê-lo na primeira oportunidade em que tiver vista dos 
autos. 
340. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) As exceções de suspeição do 
juiz e do membro do MP devem ser julgadas pelo tribunal 
recursal competente. 
341. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) As exceções serão 
processadas e julgadas em autos apartados e, em regra, 
suspendem o andamento da ação penal. 
342. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Autoridades policiais exercem 
atividade meramente administrativa, razão pela qual não podem 
declarar-se suspeitas. 
343. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Quanto ao efeito, a questão 
prejudicial pode ser obrigatória, quando necessariamente se 
acarreta a suspensão do processo, ou facultativa, quando o juiz 
criminal tiver a faculdade de suspender ou não a ação. As duas 
situações são previstas pelo CPP. 
344. (CESPE/Promotor MPE-RN/2009) Existindo questão prejudicial 
ao deslinde da ação penal, deve o juiz suspender o processo pelo 
prazo improrrogável de seis meses. Expirado tal prazo sem que o 
juiz cível tenha proferido decisão, o juiz criminal deve fazer 
prosseguir o processo, decidindo todas as teses de acusação e 
defesa. 
345. (CESPE/Juiz Substituto-TO/2007) A defesa pode argüir a 
suspeição da autoridade policial em qualquer tempo, no 
transcorrer do inquérito policial. 
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Gabarito: 
329 E 335 E 341 E 
330 E 336 E 342 E 
331 E 337 C 343 C 
332 E 338 E 344 E 
333 C 339 E 345 E 
334 E 340 E 
Comentários: 
329. Errado. Aos membros do Ministério Público se estendem, no que 
lhes for aplicável, as prescrições respeitantes à suspeição e aos 
impedimentos dos juízes (CPP, art. 258). No que tange às 
autoridades policiais, não se oporá suspeição em relação a elas 
nos atos do inquérito, mas deverão tais autoridades declarar-se 
suspeitas, quando ocorrer motivo legal (CPP, art. 107). 
330. Errado. A questão prejudicial diz respeito ao mérito da causa 
(interfere no julgamento do mérito) e não à regularidade formal 
do processo. 
331. Errado. Havendo pendência de decisão da competência do juízo 
cível, respeitante à propriedade do objeto material do delito, a 
suspensão do processo-crime não é obrigatória, podendo o 
magistrado optar entre suspendê-lo ou não (CPP, art. 93). Não 
suspendendo, o juiz criminal decidirá a questão quanto à 
propriedade ou não do bem na própria sentença. 
332. Errado. As exceções não suspenderão, em regra, o andamento 
da ação penal (CPP, art. 111). A exceção de suspeição, no que 
tange à defesa, poderá ser deduzida no prazo da resposta à 
acusação (CPP, art. 396-A). Nos procedimentos que admitem 
uma fase de defesa preliminar (crimes funcionais, lei de tóxicos 
etc.), a exceção de incompetência do juízo, por exemplo, deverá 
ser levantada nessa fase. Não havendo a fase preliminar, deverá 
ser argüida no prazo da resposta à acusação (CPP, art. 396-A). 
No que concerne à exceção de litispendência, não há prazo para 
que seja suscitada. A exceção de ilegitimidade de parte, por sua 
vez, seguirá o mesmo procedimento da exceção de incompetência 
(CPP, art. 110). Por fim, a exceção de coisa julgada pode ser 
argüida em qualquer tempo. 
333. Correto. Se for argüida a suspeição de representante do 
Ministério Público, o juiz, depois de ouvi-lo, decidirá, 
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irrecorrivelmente, podendo antes admitir a produção de provas 
no prazo de três dias (CPP, art. 104). 
334. Errado. Julgada procedente a exceção de suspeição do juiz pelo 
Tribunal competente, o processo deverá ser remetido ao juiz 
substituto, nulificando-se todos os atos nos quais oficiou o 
suspeito, podendo a ele, ainda, ser imposto o pagamento das 
custas, no caso de erro inescusável (CPP, art. 101). 
335. Errado. A suspeição dos jurados deverá ser argüida oralmente, 
decidindo de plano o presidente do Tribunal do Júri, que a 
rejeitará se, negada pelo recusado, não for imediatamente 
comprovada, o que tudo constará em ata (CPP, art. 106). 
336. Errado. As partes poderão argüir de suspeitos os peritos, os 
intérpretes e os serventuários ou funcionários da justiça, 
decidindo o magistrado de plano, irrecorrivelmente, à vista da 
matéria alegada e prova imediata (CPP, art. 105). 
337. Correto. Se a parte houver de opor mais de uma das exceções, 
deverá fazê-lo numa só petição ou articulado (CPP, § 1º, do art. 
110). 
338. Errado. A exceção de incompetência do juízo diz respeito à 
incompetência territorial, de natureza relativa, podendo ser 
oposta verbalmente ou por escrito, no prazo da defesa (primeira 
defesa realizada nos autos). Observar o que dispõe o art. 107 do 
CPP. 
339. Errado. Não se poderá opor suspeição às autoridades policiais 
nos atos de inquérito (CPP, art. 107). 
340. Errado. O magistrado, não acolhendo a suspeição contra ele 
movida, deverá determinar seja a exceção autuada em apartado, 
apresentando sua resposta por escrito (CPP, art. 100) e 
remetendo os autos ao Tribunal, para julgamento. Se for argüida, 
porém, a suspeição do membro do Ministério Público, “o juiz, 
depois de ouvi-lo, decidirá, sem recurso,