A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
262 pág.
AÇÃO PENAL 6º PERÍODO

Pré-visualização | Página 39 de 50

que a medida terá 
duração de 15 (quinze) dias, renovável por igual período, 
contanto que comprovada a efetiva necessidade desse meio 
probatório. O STF já se manifestou, consignando que “é possível 
a prorrogação do prazo de autorização para interceptação 
telefônica, mesmo que sucessivas, especialmente quando o fato é 
complexo a exigir investigação diferenciada e contínua. Não 
configuração de desrespeito do art. 5º, caput, da Lei 9.296/1996” 
(HC 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim, j. 16.09.2004). 
Importante: observar o Informativo 281/2006 do Superior 
Tribunal de Justiça. 
421. Correto. Em regra, são inadmissíveis as provas derivadas das 
ilícitas (§ 1º, do art. 157, do CPP). Trata-se da aplicação da 
Teoria da Árvore dos Frutos Envenenados! 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
121 
 
422. Correto. A regra faculta a indicação de apenas um assistente 
técnico (CPP, § 3º, do art. 159). Havendo mais de um acusado, 
porém, poderão ser indicados tantos assistentes quanto for o 
número de acusados. Importante: “Tratando-se de perícia 
complexa que abranja mais de uma área de conhecimento 
especializado, poder-se-á designar a atuação de mais de um 
perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente técnico” (§ 
7º). 
423. Errado. O juiz poderá rejeitar o laudo pericial, no todo ou em 
parte (CPP, art. 182). 
424. Errado. A confissão será divisível e retratável, sem prejuízo do 
livre convencimento do magistrado, baseado na análise das 
provas em conjunto (CPP, art. 200). 
425. Errado. O art. 233, “caput”, do CPP, reza que “as cartas 
particulares, interceptadas ou obtidas por meios criminosos, não 
serão admitidas em juízo”. Frise-se, no entanto, “que as cartas 
poderão ser exibidas em juízo pelo respectivo destinatário, para a 
defesa de seu direito, ainda que não haja consentimento do 
signatário” (parágrafo único, do art. 233). A jurisprudência tem 
aceitado a violação, por ordem judicial, em caráter excepcional, 
de correspondências, quando houver, em questão, interesse 
maior do que a intimidade a ser preservada. 
426. Errado. A autoridade policial poderá proceder à reprodução 
simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade 
ou a ordem pública (CPP, art. 7º). 
427. Errado. O laudo cadavérico pericial é exemplo de prova pessoal 
(não real), pois as afirmativas emanam da pessoa (do perito). 
428. Errado. Os fatos incontroversos não dispensam a prova, 
podendo o magistrado, aliás, a teor do art. 156, II, do CPP, 
determinar, no curso da instrução ou antes de prolatar a 
sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre 
ponto relevante. De se notar, outrossim, que a confissão do 
delito não é suficiente, por si só, para um juízo condenatório, 
sendo necessário um confronto com os demais elementos 
probatórios carreados aos autos (CPP, art. 197). 
429. Errado. O princípio da liberdade da prova é relativo (sofre 
limitações). Um dos limites, inclusive, tem assento 
constitucional (CF, art. 5º, LVI). 
430. Errado. Segundo o § 1º, do art. 157 do CPP, são inadmissíveis as 
provas derivadas das ilícitas (devendo ser desentranhadas do 
processo), salvo quando as derivadas puderem se obtidas por 
uma fonte independente das primeiras. 
431. Errado. De acordo com o art. 155 do CPP, com redação dada 
pela Lei 11.690/2008, o magistrado formará sua convicção pela 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
122 
 
livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial 
(sistema do livre convencimento ou da persuasão racional). Só 
pode haver condenação com base nas provas contraditadas! O 
doutrinador Paulo Rangel sustenta que a palavra 
“exclusivamente”, prevista no “caput” do art. 155, do CPP, 
“significa dizer que o juiz não deve levar em consideração, em sua 
sentença, as informações contidas no inquérito policial, 
ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. 
Não servem nem para cotejá-las com as do processo. Prova de 
inquérito é para que o MP possa dar o pontapé inicial, oferecendo 
a denúncia” (“Direito Processual Penal”, Rio de Janeiro: Editora 
Lumen Juris, 2010, p. 508). Outros doutrinadores, porém, 
sustentam que é evidente que a palavra “exclusivamente” 
acabou “por liberar o magistrado a utilizar os elementos 
informativos da fase inquisitorial ao proferir a sentença” 
(“Reformas no Processo Penal/Organizador Guilherme Nucci”. 
Porto Alegre: Verbo Jurídico, 2009, p. 101). 
432. Errado. São inadmissíveis as provas ilícitas (violação material), 
devendo ser desentranhadas do processo (CPP, art. 157, 
“caput”). O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada 
inadmissível poderá proferir a sentença. Entretanto, caso 
mantenha a prova nos autos, vindo a proferir sentença com base 
na prova ilícita (inadmissível), poderão as partes impugnar a 
decisão sentencial por meio de recurso de apelação. 
433. Errado. Provas ilícitas por derivação são aquelas que, não 
obstante lícitas, na essência, derivam exclusivamente de prova 
considerada ilícita. Segundo prescreve o § 1º, do art. 157, do 
CPP, são inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo 
quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e 
outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma 
fonte independente das primeiras. Reputa-se fonte independente 
aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de 
conduzir ao fato objeto da prova (CPP, § 2º, do art. 157). 
434. Correto. Letra de lei! O § 3º, do art. 157, do CPP, assenta que 
preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada 
inadmissível, “esta será inutilizada por decisão judicial, facultado 
às partes acompanhar o incidente”. 
435. Errado. Somente os peritos não-oficiais que deverão prestar o 
compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo (CPP, § 
2º, do art. 159, do CPP). 
436. Errado. Se o magistrado constatar que a presença do acusado 
poderá causar humilhação, temor ou sério constrangimento à 
testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade 
do depoimento, fará a inquirição por videoconferência e, somente 
na impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do 
1001 Questões Comentadas – Direito Processual Penal – CESPE 
Prof. Nourmirio Tesseroli Filho 
123 
 
acusado, prosseguindo na inquirição, com a presença do 
defensor (CPP, art. 217, “caput”, com redação dada pela Lei 
11.690/2008). 
437. Errado. Extrai-se do art. 156, I, do CPP, que a prova da alegação 
incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz, “ex 
officio”, ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a 
produção antecipada de provas reputadas urgentes e relevantes, 
observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da 
medida. Frise-se, alguns estudiosos acreditam que os poderes 
instrutórios do juiz não desnaturam o sistema acusatório. 
Outros, porém, sustentam que a regra estabelecida no art. 156 
do CPP, com redação dada pela Lei 11.690/2008, afasta 
terminantemente o sistema acusatório. 
438. Errado. Corpo de delito é um conjunto de vestígios materiais 
deixados pela infração penal. Constatados os precitados 
vestígios, torna-se indispensável o exame de corpo de delito, 
direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 
Não se confunde, portanto, o exame de corpo de delito com o 
próprio corpo de delito! 
439. Correto. Dispõe o art. 162, “caput”, do CPP, que a “autópsia será 
feita pelo menos 6 (seis) horas depois do óbito, salvo se os peritos, 
pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita 
antes daquele prazo, o que declararão no auto”. 
440. Correto. Embora o examinador tenha considerado a questão 
“correta”, é necessário ressaltar que a alteração legislativa