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Funções do sistema respiratório

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• Funções do sistema respiratório; 
• Zona de transporte, zona de transição e zona respiratória; 
• Inervação do sistema respiratório; 
• Volumes e capacidades pulmonares (ventilação, espirometria e manobra expiratória forçada). 
 
A função básica do sistema respiratório é suprir o organismo com oxigênio (02 ) e dele remover o 
produto gasoso do metabolismo celular, o gás carbônico (C02 ). Quando esse sistema se torna ineficaz, 
esse processo torna-se ineficiente. 
 
• Equilíbrio térmico – com o aumento da ventilação pulmonar há maior perda de calor e água; 
• Manutenção do equilíbrio ácido-básico – uma vez esse sistema consegue eliminar o CO2, ele 
consegue fazer esse equilíbrio. Ex: paciente ofegante provavelmente está com problemas 
respiratórios e em um processo de compensação para eliminar o CO2; 
• Fonação – vibração das cordas vocais; 
• Defesa contra agentes agressores – impede que partículas que sejam agressivas entrem nesse 
sistema e impedindo que eles possam ir para os capilares; 
• Metabolismo de diversas substâncias. 
 
O sistema respiratório é composto por dois pulmões e pelas 
vias condutoras – via aérea superior e inferior. 
Ordem de geração: quantidade de ramificação. 
Traquéia tem ordem de geração 0 e sacos alveolares tem 
ordem de geração 23. 
A partir da traquéia ocorrem repetidas ramificações para 
resultar em uma árvore bronquial. A árvore contém 
aproximadamente 23 gerações de ramificações. 
Além disso, o sistema respiratório tem uma inervação 
específica que auxilia no movimento dos músculos 
respiratórios. 
• Porção condutora: não participam das trocas gasosas, simplesmente conduzem o fluxo de ar; 
• Porção respiratória: compreende os bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e sacos alveolares, 
onde ocorre a hematose. 
Acondicionar: filtrar, aquecer e umidificar o ar. 
Esse processo ocorre em três zonas: 
• Zona de transporte: formada pelas vias aéreas superiores e árvore traqueobrônquica, com 
função acondicionar e conduzir o ar até a área de hematose; 
• Zona de transição: onde começam a ocorrer trocas gasosas a níveis não-significativos; 
• Zona respiratória: onde ocorrem as trocas gasosas. 
 
Primeira zona do trato respiratório formada traquéia, brônquios (fonte, lobar, segmentar e 
subsegmentar), bronquíolo e bronquíolo terminal. 
Sua principal função é transportar o ar, além de acondicioná-lo até a região de hematose. 
O transporte do ar começa nas vias aéreas superiores. Ele entra pela cavidade nasal e as conchas 
nasais presentes retêm partículas e acondiciona o ar. A respiração nasal é a mais comum e tem duas 
importantes vantagens sobre a respiração pela boca: filtração e umidificação do ar inspirado. 
Obs: o bebê só consegue respirar pelo nariz e, quando o mesmo encontra-se congestionado, ele fica 
inquieto e irritado. 
 
 
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Tanto pela cavidade nasal como pela oral, esse ar vai para a faringe – nasofaringe e orofaringe. Depois 
o ar segue para a laringe, que é formada por anéis cartilaginosos e passa para a traquéia. Na traquéia 
temos primeira ramificação para a formação os brônquios fontes (direto e esquerdo) e formação da 
região denominada de carina. 
O brônquio fonte direito é mais vertical, calibroso e curto. Importante em uma aspiração, em que o 
objeto aspirado tem tendência de ir para o lado direito. 
• Aspiração – quando algo que não é ar entra no sistema respiratório. Ex: vômito e brinquedo; 
• Inspiração – ar entrando no sistema respiratório. 
A remoção de partículas poluentes não ocorre apenas nas vias aéreas superiores. À medida que o 
sistema vai se ramificando o ar gera turbulência com deposição de partículas possivelmente agressivas 
para a homeostase nessas regiões. Com o aumento da área de seção transversa, que ocorre com a 
ramificação do sistema, ocorre diminuição da velocidade do ar conduzido, que leva à deposição de 
partículas em suspensão pela falta de sustentação aerodinâmica. As partículas removidas do ar por 
esses processos caem sobre a camada de muco e são removidas em direção à glote pelos batimentos 
ciliares das células que formam o epitélio dessa região. À medida que essa secreção chega às regiões 
centrais ou ele é deglutido ou ele é expelido através da tosse. 
Quanto maior a área de secção transversa, menor a velocidade do fluxo. 
O epitélio respiratório é composto por células ciliadas que produzem muco e proporcionam limpeza e 
filtração. Esse muco é composto por duas camadas: 
• Gel – mais superficial e viscosa. As partículas vão se aderir à camada gel; 
• Sol – camada profunda e líquida. 
A fumaça do tabaco diminui a função dos cílios respiratórios, permitindo que bactérias e outras 
partículas inaladas se acumulem nos pulmões, causando uma irritação local e inflamação do epitélio. 
Ou seja, os fumantes têm maior tendência a episódios de tosse e bronquite. 
 
Zona formada por bronquíolos respiratórios. Os bronquíolos respiratórios não têm células ciliadas e 
apresentam, espaçadamente, sacos alveolares, que permite troca gasosa a níveis não significativos. É 
apenas o início da hematose. 
Através de pequenos poros chamados de canais de Lambert os bronquíolos respiratórios se comunicam 
com alvéolos. 
Obs: A diferença dos brônquios para bronquíolos é que os bronquíolos não têm mais cartilagem. 
É chamado de espaço morto por acumular um volume de aproximadamente 150 ml de ar, em que 
parte não irá participar da troca gasosa. Esse espaço retém o ar na expiração. 
 
Zona formada por ductos alveolares e sacos alveolares, responsáveis pela troca gasosa. 
• Ácinos - junção da zona respiratória com a zona de transição. Algumas doenças atingem os ácinos. 
À medida que vai ficando mais periférico a camada epitelial vai diminuindo até ficar unicelular como 
ocorrem nos alvéolos, proporcionando sua principal função de troca gasosa. A zona de troca será 
formada por um conjunto de alvéolos cercados por capilares sanguíneos. 
Os alvéolos irão se comunicar através de três regiões – importante em uma obstrução alveolar: 
• Poros de Kohn/alveolares – comunicação entre um alvéolo e outro; 
• Canais de Lambert – ligam um bronquíolo de um alvéolo diretamente com outro; 
• Canais de Martin – comunicação de um bronquíolo com outro. 
Os alvéolos não podem ficar vazios, pois eles se fecham e colabam. Mesmo com uma obstrução, através 
dessa comunicação alveolar, eles estão preenchidos com ar mesmo que isso demande mais tempo. 
A zona respiratória (superfície alveolar) é formada por três células principais formadoras: 
• Pneumócitos/células alveolares tipo I – presente em 93% dos indivíduos adultos. Uma vez 
destruídos não se regeneram; 
• Pneumócitos tipo II – tem formato cubóide com estruturas que armazenam e secretam 
surfactantes produzidos por essa célula. O surfactante recobre a superfície alveolar reduzindo a 
tensão superficial. Eles têm a capacidade de se regenerar e se transformar em pneumócito tipo I. 
Presentes em 7% dos adultos; 
• Macrófagos alveolares – células de defesas que atuam fazendo fagocitose de partículas que 
conseguiram chegar aos alvéolos. Ex: corpos estranhos, partículas poluentes e bactérias. 
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A inervação do sistema respiratório é basicamente autônoma (bronquiodilatação e broquionconstrição). 
Não existe inervação motora ou sensitiva para dor. O local onde existe inervação sensitiva dolorosa é a 
pleura. 
Ele tem uma inervação que não é feita nem pela noradrenalina e nem no pela acetilcolina, ou seja, não 
adrenérgico e não colinérgico (NANC). 
NANC excitatório

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