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Resumo para prova de habilidades médicas II

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Bianca Louvain Habilidades Médicas II | P á g i n a 1 
 
 
 
Há diferença entre cateter e sonda: 
• A sonda é um instrumento em forma de tubo, flexível ou rígido introduzido nos canais ou 
cavidades/acidentes naturais do organismo para verificar anormalidades, extrair líquidos e/ou 
introduzir alguma substância; 
• O cateter é um instrumento cirúrgico tubular introduzido em qualquer órgão oco para retirar 
líquido, dilatar estreitamento ou para fins diagnósticos (contraste). Também pode ser usado para 
fins terapêuticos como a administração e introdução de líquidos, lavagem gástrica, diálise 
peritoneal e alimentação enteral. 
O cateterismo nasogástrico ou nasoentérico necessita de alimentação por sonda, sendo: 
• Nasogástrica pela sonda de Levine; 
• Nasoenteral pela sonda Dobbhoff. 
 
Outra via de alimentação é a via parenteral. Essa via introduz 
nutrientes via intravenosa – através de um cateter venoso central. É 
utilizada em TGI não funcional (trauma de abdome, obstrução intestinal 
e má absorção grave). 
 
Na nutrição enteral os nutrientes são administrados via 
gastrointestinal através de uma sonda. 
Indicado para pacientes com TGI funcional fornecendo nutrientes 
complexos (proteínas e fibras), mantém pH intestinal e reduz o crescimento bacteriano oportunista no 
intestino delgado. 
Quando com cuidado, é mais seguro que a nutrição parenteral, gerando menos riscos de complicações 
infecciosas além de ter um menor custo. 
• Inseridas no leito: nasogástrica e nasoenteral 
• Posicionadas cirurgicamente: gastrostomia e 
jejunostomia 
Há dois métodos para administração da nutrição enteral 
por sonda: 
Intermitente 
• Bolo – injeção com seringa, 100 a 300 ml de dieta no 
estômago a cada 3/6 horas. Após, lavar a sonda com 
30 ml de água potável; 
• Gravitacional – volume de 100 a 300 ml 
administrado por gotejamento (60 a 150ml/hora) a 
cada 4/6 horas. Após, lavar a sonda com 30 ml de 
água potável; 
• Bomba de infusão – idem a anterior, normalmente se 
faz controle de balanço hídrico. 
Contínua 
• Gotejamento gravitacional ou, de preferência, bomba de infusão – infundir 25 a 125ml/hora, por 24 
horas no jejuno, duodeno ou estômago, interrompendo a cada 6-8 horas para irrigar a sonda enteral 
com 30 ml de água potável; 
• Cíclica – geralmente noturna, infundir 25 a 125 ml/hora por 6 a 8 horas no jejuno, duodeno ou 
estômago, interrompendo a cada 6 horas para irrigação da sonda com água potável. 
 
 
 
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Indicações da nutrição enteral: 
• Câncer de cabeça e pescoço, acidente vascular cerebral; 
• Demência e doença de Parkison, depressão grave; 
• Distúrbios Gastrointestinais, doença inflamatória intestinal e 
pancreatite branda, ingestão oral inadequada e anorexia 
nervosa, dificuldade de mastigação e deglutição; 
• Fístulas; 
• Insuficiência Respiratória com intubação prolongada; 
• Trauma local; 
 
É a introdução de uma sonda via nasal até a porção pós-pilórica. 
Deve ser realizado por médico ou por enfermeiro quando o paciente está impossibilitado de 
receber alimentação por via oral. Oferece suporte nutricional ao paciente, quando trato GI está 
íntegro. 
A sonda nasoenteral possui uma ogiva e um guia metálico, para facilitar a passagem através do piloro. 
Inicialmente encontra-se no estômago e, com o peristaltismo, vai para o intestino. Outra característica 
é ser mais longa. 
Técnica para procedimento: 
• Avalie a necessidade da sonda enteral e o estado mental do paciente; 
• Avalie a permeabilidade das narinas e condição da pele; 
• Realize a higienização simples das mãos; 
• Explique o procedimento ao paciente; 
• Coloque o paciente em decúbito dorsal (0º) para medir a sonda; 
• Coloque o paciente na posição sentado (Fowler 45º) para introduzir a sonda; 
• Coloque a toalha sobre o tórax do paciente; 
• Coloque a cuba rim próximo, para eventual vômito; 
• Prepare todo material, abra as embalagens e passe o lubrificante gel na gaze; 
• Coloque as luvas de procedimento; 
• Realize a medida da sonda; 
• Meça a distancia da ponta do nariz até ao lóbulo inferior da orelha em seguida até ao processo 
xifóide e acrescente 20 a 25 cm e marque com um esparadrapo; 
• Lubrifique a ponta da sonda (ogiva); 
• Insira a sonda até a marcação indicativa (esparadrapo); 
• Ao sentir resistência (orofaringe) pedir que o paciente flexione a cabeça até ao tórax; 
• Após, encorajar o paciente a fazer movimentos de deglutição, enquanto você introduz a sonda; 
Caso encontre resistência ou o paciente tossir, engasgar ou ficar cianótico interrompa o 
procedimento. 
Ao terminar de introduzir a sonda confirmar o posicionamento da mesma através 
dos testes a seguir: 
I. Coloque a ponta da sonda aberta imersa na água (não pode formar 
bolhas); 
II. Injetar 20 ml de ar e auscultar som hidroaéreo no epigástrio; 
III. Aspirar com uma seringa 20 ml e verificar presença de suco gástrico (fixe 
a sonda). 
Fixar a sonda na ponta do nariz sem que haja contato com mucosa para 
não gerar necrose. 
Solicitar uma radiografia simples de abdome para verificar a posição e 
localização da sonda. Após a verificação do RX retire o fio-guia e libere a dieta. 
Coloque o paciente em decúbito lateral direito por uma hora, para a sonda migrar para o 
intestino delgado. 
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É a introdução de uma sonda via nasal até o estômago com objetivo terapêutico ou diagnóstico. 
Eventualmente pode ser introduzida via oral. 
Pode ser usada para: 
• Preparar o paciente para cirurgias; 
• Estabelecer uma via para alimentação e para administração de medicamentos; 
• Aliviar distensão abdominal por meio de drenagem do conteúdo gástrico. 
Técnica para procedimento: 
• Avalie a necessidade da sonda nasogástrica e o estado mental; 
• Avalie a permeabilidade das narinas e condição da pele; 
• Realize a higienização simples das mãos; 
• Explique o procedimento ao paciente; 
• Coloque o paciente a 0º para medir a sonda; 
• Coloque o paciente na posição sentado (Fowler 45º) para introduzir a sonda; 
• Coloque a toalha de rosto sobre o tórax do paciente; 
• Coloque a cuba rim disponível para eventual vômito; 
• Prepare todo material abra as embalagens e passe lubrificante gel na gaze; 
• Coloque as luvas de procedimento; 
• Realize a medida da sonda, colocando a ponta proximal da sonda no nariz até ao lóbulo inferior da 
orelha e em seguida até ao processo xifóide, acrescente de 10 a 15 cm e marque com um 
esparadrapo; 
• Lubrifique a ponta da sonda; 
• Insira a sonda até a marcação indicativa (esparadrapo); 
• Solicitar que o paciente flexione a cabeça até ao tórax. 
• Encorajar o paciente a fazer movimentos de deglutição, enquanto você introduz a sonda; 
Caso encontre resistência ou o paciente tossir, engasgar ou ficar cianótico interrompa o 
procedimento. 
Ao terminar de introduzir a sonda confirmar o posicionamento da mesma através dos testes a seguir: 
I. Coloque a ponta da sonda dentro do copo com água, se formar bolhas está no local errado 
(retirar); 
II. Injetar 20 ml de ar e auscultar som hidroaéreo no epigástrio; 
III. Aspirar com uma seringa 20 ml e verificar se há suco gástrico, o retorno desta indica que a 
sonda está no local certo. 
Para finalizar a técnica, conectar o coletor aberto (se indicado). 
Fixar a sonda na ponta do nariz sem que haja contato com mucosa para não gerar necrose. 
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• Manter a cabeceira elevada na posição de Fowler (45°); 
No caso da nasoenteral: 
• Oferecer a dieta de maneira