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Indicadores de saúde - epidemiologia, natalidade, frequência e mortalidade

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de crianças nascidas vivas com a população total. 
Fecundidade é estudo que relaciona a ocorrência de crianças nascidas vivas com a população 
feminina em idade reprodutiva (convencionou-se considerar como idade reprodutiva da mulher a faixa 
de 15 a 49 anos de idade). 
A partir da década de 1970 houve redução da taxa de natalidade e queda da mortalidade. 
Século XX – foi o período com maior crescimento populacional no Brasil. No início desse século, as 
condições médico-sanitárias eram precárias e apesar do elevado número de nascimentos havia 
paralelamente um grande índice de falecimentos. As pessoas morriam por problemas relativamente 
fáceis de serem solucionados, mas esbarravam na falta de informação e de serviços médicos para o 
tratamento de tais doenças, muitas vezes as pessoas perdiam suas vidas sem saber que eram. 
Década de 40 – esse contexto começou a se alterar a partir dos anos 40, que foi um momento marcado 
pelo surgimento de diversas vacinas e técnicas de tratamento de doenças, além disso, as pessoas 
tiveram maior acesso aos serviços sanitários e médicos, sendo assim, ocorreu uma melhoria na 
qualidade de vida das pessoas. Com a implantação de tais medidas, os índices de mortalidade 
diminuíram enquanto que as taxas de natalidade se elevaram, diante desses dois fatores houve um 
crescimento acelerado da população no país. 
Atualmente – hoje a natalidade encontra-se em queda, promovendo efeitos negativos e positivos: 
Aspectos positivos: 
• Queda da fecundidade aumentou o intervalo gestacional, resultando em riscos menores de 
mortalidade na infância; 
• Menor “pressão” sobre o setor saúde. 
Aspectos negativos: 
• Abortamento no Brasil induzido por métodos inseguros e clandestinos; 
• Persistência de atenção pré-natal por vezes insuficiente e inadequada. 
Essa queda da natalidade pode ser explicada por diversos motivos, como a introdução e maior acesso 
aos métodos anticoncepcionais, custos com filhos, queda no número de casamento precoce e mulher 
inserida no ambiente profissional. 
O pré-natal é um acompanhamento associado à exames durante a gestação, fundamental para 
detecção e prevenção precoce de patologias fetais. Sendo assim, ele é fundamental para a saúde tanto 
do bebê como da própria gestante. 
O número de consultas pré-natal é um bom indicador de acesso aos serviços de saúde materno-infantil. 
No Brasil, o número de consultas pré-natal vem crescendo com o passar do tempo de forma gradual, 
mas ainda encontra-se longe do ideal. Isso é devido a desigualdades regionais e socio-econômicas. 
Indicadores de natalidade/fecundidade: 
• Taxa bruta de natalidade – é o número de nascidos vivos em 
relação à população por mil habitantes na população 
residentes, em um determinado espaço geográfico e em um ano considerado. Em geral, quando as 
taxas estão elevadas, estão associadas a condições socio-econômicas precárias ou aspectos culturais 
da população; 
 
 
 
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• Taxa de fecundidade específica – é o número de nascidos vivos de mulheres de um dado grupo 
etário (no período) pelo número de mulheres do mesmo grupo etário (na metade do período). 
• Taxa bruta de fecundidade total – é número médio de filhos nascidos vivos, tidos por uma mulher 
ao final do seu período reprodutivo, na população residente em determinado espaço geográfico, no 
ano considerado. Taxas inferiores a 2,1 são sugestivas de fecundidade insuficiente para assegurar a 
reposição populacional. Multiplica-se o somatório das TFE pelo valor do intervalo, em anos, de cada 
faixa etária. 
Sistema de informação sobre nascidos vivos – (SINASC) 
O DATASUS desenvolveu o SINASC para reunir informações epidemiológicas referentes aos 
nascimentos informados em todo território nacional, possibilitando a formação de indicadores voltados 
para a avaliação de riscos à saúde do grupo materno-infantil. 
O Sinasc é um sistema no qual as informações são coletadas pelo município através do instrumento 
padronizado de coleta de dados à Declaração de Nascido Vivo (DN). 
Logo após o nascimento, no serviço onde ocorreu o parto, um profissional de saúde treinado deve 
preencher todos os campos da DN – não é necessário que o preenchimento seja feito por médico – e 
adicionando informações como: 
• Local de ocorrência do parto. 
• Dados da mãe: idade, estado civil, escolaridade, ocupação, endereço. 
• Duração da gestação, tipo de parto, número de consultas de pré-natal, data do parto. 
• Informações do recém-nato: sexo, cor, peso, índice de vitalidade (APGAR). 
 
Taxa de mortalidade é um coeficiente utilizado na medição do número de mortes (em geral, ou 
causadas por um fato específico) em determinada população, adaptada ao tamanho desta mesma 
população, por unidade de morte. As causas de mortalidade variam consideravelmente quando 
comparados países de primeiro e terceiro mundos. 
Indicadores de Mortalidade 
A taxa de mortalidade geral bruta (CMG) refere-se à mortalidade em uma população como um 
todo, logo, é dependente da composição da mesma (sexo, faixa etária e etc). 
Ex 1: taxa de mortalidade geral, no Brasil, em 2000. 
Ex 2: em 2000 foram registrados 946.686 óbitos em todo Brasil e, 
em 1° de julho deste ano, a população brasileira era de 
169.799.170 habitantes. Logo, o CMG era de 5,6 óbitos por 1000 
habitantes. 
Tem como vantagem relacionar o nível de saúde de diferentes áreas. Contudo, limitações como uma 
estimativa incorreta do tamanho da população pode causar deficiência no resultado. 
CMG não deve ser usado para comparar populações com composições etárias diferentes, pois para essa 
comparação é necessário uma padronização. Ex: Suíça e Brasil. 
Quando padronizado representa apenas uma situação hipotética, útil apenas para fins comparativos. 
Taxa de mortalidade por causas específicas é a expressão 
da estimativa do risco de morte por uma causa específica, ou 
um grupo de causas, ao qual esteve exposta uma determinada 
população, durante certo período. 
Mortalidade proporcional segundo causa mede a proporção de óbitos por uma determinada causa, 
ou grupo de causas, em relação ao total de óbitos. 
A mortalidade pode ser analisada das seguintes formas: 
• Segundo causa específica: Infarto Agudo do Miocárdio – IAM; 
• Segundo agrupamento de causas afins: doenças isquêmicas do coração; 
• Grandes grupamentos de causas: doenças do aparelho circulatório. 
Mortalidade Infantil refere-se aos óbitos ocorridos ao longo do primeiro ano de vida. 
Excelente indicador de saúde, muito sensível às condições de saúde/socioeconômicas (grupo 
populacional muito suscetível a ameaças à saúde). Dessa forma, altas taxas refletem condições de 
vida/saúde precárias. 
 
 
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Coeficiente (taxa) de mortalidade infantil (TMI) é uma estimativa do risco de morte a que está 
exposta uma população de nascidos vivos em uma determinada área e período, antes de completar o 
primeiro ano de vida. 
Pode ser dividido em: 
• TMI neonatal – óbito até 27 dias de vida 
• TMI pós-neonatal – óbito de 28 a 364 dias de vida. 
O coeficiente de mortalidade neonatal pode ainda ser subdividido em: 
• TMI neonatal precoce – óbito de 0 a 6 dias; 
• TMI neonatal tardia – óbito de 7 a 27 dias. 
Risco e causas de morte variam ao longo do primeiro ano: 
• Neonatal – grande relação com condições de gestação e parto. Se precoce: também grande relação 
com anomalias congênitas. 
• Pós-neonatal – maior relação com fatores ambientais (situação socioeconômica). 
O declínio nas taxas das doenças na infância depende de melhorias nas condições ambientais, higiene 
e alimentação. 
Quais são os fatores sociais mais relacionados

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