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Espirometria

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essa P.A. também sobe, e nesse mesmo momento a capacidade de reter oxigênio começa a cair até o momento que a curva anaeróbica e a VO2 máxima se cruzem. Esse ponto de cruzamento entre a curva de anaerobiose, e da capacidade de reter oxigênio é chamado de LIMIAR ANAERÓBIO; é até onde o paciente consegue ir mantendo o condicionamento normal. 
A esteira para o exame tem que chegar a pelo menos 30 km/h. Ou seja, é o dobro do que a esteira da academia consegue chegar. Uma pessoa que cai da esteira a 8 km/h já é arremessada na parede. Imaginem, então, uma pessoa correndo a 20/30 km/h vai ser realmente arremessada na parede, podendo fraturar a tíbia, por exemplo. Por isso, essa esteira para o exame tem um elástico na cintura e outro nas costas, para que o paciente não caia. (Pensar sempre que em casos de atletas existe um elevado prejuízo financeiro caso haja alguma lesão). 
CICLO RESPIRATÓRIO
Capacidade vital: Inspira tudo o que pode, e expira tudo o que pode. A capacidade vital é o volume que é expirado (é o maximo que se consegue expirar). 
Encheu tudo o que pode: CPT (Capacidade pulmonar total). A capacidade pulmonar total e a capacidade vital são diferentes, isso porque quando sopramos o ar que inspiramos ainda fica um pouco de ar no pulmão para não colabar. Se o pulmão colabasse iamos ter que fazer um esforço muito grande para abrir os alveolos, ia demandar muita força para insuflar o pulmão novamente. O nome do volume que fica dentro do pulmão, mesmo após a expiração, é VOLUME RESIDUAL. 
O volume corrente é o ar que estamos respirando agora. Ele oscila muito porque tem uma hora que nem sai ar, e nem entra ar. O ponto da CRF é o ponto da igual pressão entre a atmosfera e o pulmão. Ao expandir o tórax geramos uma pressão negativa no tórax, e o ar entra. Quando você relaxa, o ar sai. “daqui” até “aqui” eu tenho dois volumes. Eu posso além do que eu estou inspirando colocar mais volume pra dentro? Posso! É um volume a mais que eu estou inspirando, é uma reserva inspiratória. Então chamamos de VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA. 
VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIO: Volume que conseguimos expirar forçando mais. Inspira, expira, tenta expirar mais! Essa expiração a mais é o volume de reserva expiratório. Depois, é só relaxar que a caixa torácica volta para sua posição original; esse é retorno elástico da caixa torácica. Ele pode ser pelo gradil costal, musculatura, ou mesmo a propria retração elástica do pulmão. 
O ponto que não entra nem sai ar “está aqui”; quando eu comprimo mais esse pulmão eu jogo o ar “ pra cá”; e quando eu estico mais esse pulmão o ar “corre pra lá”. 
Então, em suma, são 4 volumes:
Volume corrente;
Volume de reserva inspiratória;
Volume de reserva expiratória;
Volume residual. 
A capacidade é a união de dois ou mais volumes. A capacidade vital é a união do volume corrente + reserva inspiratória + reserva expiratória. Ou seja, é a união de todos os volumes que conseguimos mobilizar. Como não conseguimos mobilizar o volume residual, então ele não entra na capacidade vital. 
A capacidade inspiratória é aquela de quando você sai do ponto de relaxamento, e enche tudo o que pode. Então, é o volume corrente + volume de reserva inspiratória. Ela é muito importante no paciente com DPOC, é onde o paciente com DPOC mais tem ganho com broncodilatação. 
Capacidade residual funcional: É o ar que fica nos pulmões quando relaxamos; quando não sai nem entra ar. 
A capacidade pulmonar total “é tudo”. É só você insuflar tudo, todo ar que cabe ali dentro é a CPT. A maior dificuldade é medir a CPT, haja vista que quando o paciente sopra ainda temos o volume residual lá dentro. Então, na espirometria nós não conseguimos medir a capacidade pulmonar total porque não temos o volume residual; não sabemos a quantidade de ar que ficou no pulmão. Para descobrir o volume residual existem outros métodos, como a medida de volumes estáticos. Na medida de volumes estáticos conseguimos medir o volume residual e a CPT a partir de uma equação:
Se tivermos pelo menos dois valores dessa equação conseguimos o valor de todos eles. 
CPT: Capacidade pulmonar total
CVF: Capacidade Vital Forçada
VR: Volume residual
Alguns exames, além da medida de volumes estáticos podem ser usados para descobrir o VR. Por exemplo, tem um exame que é feito com gás Hélio em que jogamos uma quantidade X de gás hélio para o paciente, e ele fica rodando até equilibrar; nesse exame temos uma máquina que fica medindo quanto entra e quanto sai de gás hélio. É feito com o aparelho chamado de colíx. (?) 
Obs: É feito com gás Hélio porque ele não é difusível. 
(Atenção para os volumes assinalados em vermelho!)
O VR pode ocupar, no máximo, 30% da CPT. 
De acordo com a fómula, se nós aumentarmos o VR não vamos aumentar a CPT? Vocês já pararam para pensar o porquê se forma o tórax em tonel? O tórax em tonel ocorre porque o volume residual começa a aumentar nesse paciente, então o corpo de maneira desesperada tenta manter essa relação de 30%, e aí ele anterioriza o arco costal e rebaixa o diafragma (“já que eu tenho mais ar preso, vou aumentar o continente para manter os 30%!”). Isso forma o tórax em tonel porque não consegue expandir mais do que isso, não consegue abrir mais o tórax. O volume residual continua aumentando, então isso achata a capacidade vital. QUANDO O PACIENTE COM DPOC TEM UM VOLUME RESIDUAL AUMENTADO, E ESTÁ ACHATANDO A CAPACIDADE VITAL, ESSE PACIENTE ESTÁ HIPERINSULFLADO. O volume residual dele é tão grande que ele vai achatar a Capacidade vital. Como dito anteriormente, se a capacidade vital é reduzida também se reduz a longevidade. 
(02:02)- Fluxo e volume