TRABALHO DE DIREITO CONSTITUCIONAL III -- DRI
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TRABALHO DE DIREITO CONSTITUCIONAL III -- DRI


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FAAR \u2013 FACULDADES ASSOCIADAS DE ARIQUEMES
CURSO DE GRADUAÇÃO EM BACHAREL DE DIREITO
DIREITO CONSTITUCIONAL III 
ARIQUEMES, RO
2019
ADRIANA FERNANDES DE CONCEIÇÃO HAMER
DIREITO CONSTITUCIONAL III
 Trabalho para obtenção de nota na disciplina de Direito Internacional Público, no curso de Bacharel em Direito, das Faculdades Associadas De Ariquemes \u2013 FAAr. 
 
Prof. º Hudson da Costa.
ARIQUEMES, RO
2019 
SUMÁRIO
1 \u2013 A TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS E O DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO.......................................................................................5
2 \u2013 HISTÓRICO DO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO.......................................5
3 \u2013 FONTES DO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO............................................7
3.1 \u2013 Das Fontes em Espécie........................................................................7
3.2 \u2013 Das Novas Fontes.................................................................................8
4 - A ORDEM JURÍDICA INTERNACIONAL E A ORDEM JURÍDICA ESTATAL: COMPATIBILIDADE E SUAS TEORIAS.....................................................................9
4.1 \u2013 Teorias.................................................................................................10
4.1.1 \u2013 Dualismo.....................................................................................10
4.1.2 - Monismo Com Supremacia Do Direito Internacional..............11
4.1.3 - Monismo Com Supremacia Do Direito Interno........................11
5 \u2013 ESTADO E SEU RECONHECIMENTO................................................................11
6 \u2013 GOVERNO E SEU RECONHECIMENTO.............................................................12
7 \u2013 DIREITO INTERNACIONAL AMBIENTAL E O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO ....................................................................................................................................14
8 \u2013 DIREITO DO MAR E SUA CONVENÇÃO INTERNACIONAL ...........................15
9 \u2013 PLATAFORMA CONTINENTAL..........................................................................17
10 \u2013DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS ......................................................18
10.1 \u2013 Conceito e Histórico ........................................................................18
10.2 \u2013 Objetivos...........................................................................................18
10.3 \u2013 Exemplo de Organizações Internacionais......................................18
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................20
1 \u2013 TEORIA PROCESSUAL E CONSTITUIÇÃO
O conteúdo do Processo Constitucional tem-se ampliado, sendo que alguns temas estão presentes nos diversos sistemas de jurisdição constitucional. Assuntos como jurisdição, garantias constitucionais, instrumentos processuais de defesa do ordenamento jurídico constitucional, dos direitos fundamentais, as noções de processo e dos órgãos constitucionais, tomam a atenção de diversos estudiosos. Alguns intérpretes veem a jurisdição constitucional como objeto essencial das investigações sobre Processo Constitucional.
O Processo Constitucional só se efetiva com a execução dos procedimentos que garantem a igualdade das partes, em todas as etapas do processo, para que estas possam alcançar o devido processo legal, através da ação, defesa, prova, tutela de direito e recursos, que são direitos constitucionais. Os princípios processuais dentro da Constituição Federal mais expressivos são o princípio da publicidade, da oralidade, da motivação da sentença, e da gratuidade da justiça; a obediência desses princípios efetiva a garantia de muitos direitos, e essas garantias elencadas devem obrigatoriamente alcançar todos os participantes. Podemos observar, na praxe, que o processo constitucional se apresenta, por exemplo, quando é exigida a correta citação, a inconstitucionalidade do desrespeito ao prazo, ou a falta de idoneidade do juiz.
Em meados dos anos 80, o professor de Direito constitucional Dr. Baracho, apresentou a Teoria Constitucionalista do Processo no Brasil. Para esse autor o Processo Constitucional tem como finalidade a efetivação das garantias constitucionais, como são vistas atualmente, isto é, como instrumentos predominantemente processuais, relacionando a reintegração da ordem constitucional. Essas garantias de que fala Baracho, são sobretudo aquelas que dizem respeito ao acesso ao judiciário, ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, que se encontram dispostas no art. 5° da Constituição Federal vigente.
1.1 - A Visão Liberal dos Mecanismos Constitucionais
O Estado Liberal de Direito, que teve algumas de suas bases teóricas lançadas por Locke e Montesquieu caracterizou-se pela difusão da ideia de direitos fundamentais, da separação de poderes, bem como, do império das leis, próprias dos movimentos constitucionalistas que impulsionaram o mundo ocidental a partir da Magna Charta Libertatum de 1215.
Nesse paradigma \u2013 o do Estado Liberal \u2013, há uma divisão bem evidente entre o que é público, ligado às coisas do Estado (direitos à comunidade estatal: cidadania, segurança jurídica, representação política etc.) e o privado, mormente, a vida, a liberdade, a individualidade familiar, a propriedade, o mercado (trabalho e emprego capital) etc. Essa separação dicotômica (público/privado) era garantida por intermédio do Estado, que lançando mão do império das leis, garantia a certeza das relações sociais por meio do exercício estrito da legalidade.
De um modo geral, são consagrados os direitos de primeira geração, ou seja, na esfera privada, o movimento reflete no reconhecimento do que à época convencionou chamar direitos naturais. Consagra-se a vida, a liberdade e a propriedade como valores máximos. Por outro lado, no âmbito da esfera pública, "convencionam-se direitos perante o Estado e direitos à comunidade estatal: status de membro (nacionalidade), igualdade perante a lei, certeza e segurança jurídicas, tutela jurisdicional, segurança pública, direitos políticos etc.".
O constitucionalismo moderno surge com o tema central da fundação e legitimação do poder político, assim como a constitucionalização das liberdades. A idéia, na idade moderna, é impor limites ao leviatã e garantir os direitos individuais.
1.2 - A Teoria Constitucional Contemporânea e os Instrumentos De Proteção Jurídica
Nascida de berço revolucionário, a Teoria Constitucional Contemporânea da Constituição moderna vem com a pretensão de influenciar e organização a ordenação das instituições, atuando em favor do processo civilizatório:
Ela tem por finalidade conservar as conquistas incorporadas ao patrimônio da humanidade e avançar na direção de bens e valores jurídicos socialmente desejáveis e ainda não alcançados. Como qualquer ramo do Direito, o direito constitucional tem possibilidades e limites. Mais do que em outros domínios, nele se expressa a tensão entre norma e realidade social. No particular, é preciso resistir a duas disfunções: (i) a da Constituição que se limita a reproduzir a realidade subjacente, isto é, as relações de poder e riqueza vigentes na sociedade, assim chancelando o status quo; e (ii) a do otimismo juridicizante, prisioneiro da ficção de que a norma pode tudo e da ambição de salvar o mundo com papel e tinta. O erro na determinação desse ponto de equilíbrio pode gerar um direito constitucional vazio de normatividade ou desprendido da vida real. (BARROSO, 2015, p. 70).
Para Manoel Gonçalves Ferreira e Silva (2011, p. 30), a ideia de Constituição como Lei Fundamental surgiu com o propósito de limitar o poder, hierarquizando as leis e definindo as estruturas do Estado, e nesse mesmo tempo o homem se percebeu dotado de capacidade de alterar a organização política em que estava inserido para uma organização que, racionalmente, lhe parecesse mais correta e benéfica, e isso era possível mediante o estabelecimento