PODER REGULAMENTAR

PODER REGULAMENTAR


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PODER REGULAMENTAR
	Quando pensamos em poder regulamentar, conceituamos ser o poder de regulamentar alguma coisa: o poder de fazer atos normativos administrativos.
	Já ouviram falar de decretos, já ouviu falar de regulamentos ? 
	Quem faz decreto? É o Presidente da República, é o chefe do executivo.
	Qual o conceito de poder regulamentar segundo Hely Lopes Meirelles? \u201cÉ a faculdade de que dispõem os chefes do Executivo (presidente da república em âmbito federal, governadores em âmbito estadual e Prefeitos em âmbito municipal),de explicar a lei para sua correta execução, ou de expedir decretos autônomos sobre matéria de sua competência ainda não disciplinada por lei. É um poder inerente e privativo do Chefe do Executivo. ( C.F. Art 84, IV ) e, por isso mesmo, indelegável a qualquer subordinado. \u201d
	Pra que serve um decreto, pra que serve um regulamento ? Eles servem para explicar a lei, e temos também a figura dos decretos autônomos, como veremos mais adiante. 
	Vamos falar um pouco sobre decretos de execução: o decreto de execução está previsto artigo 84 da CF, inciso IV, que fala sobre as competências privativas do Presidente da República.
	Art. 84 da Constituição Federal de 88 - IV - \u201c Compete privativamente ao Presidente da República: sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.\u201d
	Esses decretos e regulamentos para sua fiel execução são chamados decretos de execução ou decretos executórios, ou decretos regulamentares ou regulamento de execução ou regulamentos executórios.
	Vamos entender o porque de execução: 
	Imagine que estamos diante de uma pirâmide com todas as regras que existem ( pirâmide de Hans Kelsen ).
	Se eu colocar as normas, regras do direito que existem, veremos no ápice da pirâmide, soberana, \u201c pairando sobre tudo\u201d , a mais poderosa, temos a Constituição Federal, depois, temos as leis; e quando falamos em lei, estamos nos referindo as leis de modo geral: lei lato sensu, medida provisória, lei ordinária, lei complementar, lei delegada etc.
	Então, obviamente, a Constituição nos dá normas, gerais, basilares, princípios.
	As leis entram mais na nossa vida prática, porém, as leis também são normas gerais, e muitas vezes, nós precisamos de um esclarecimento quanto a essas leis, é nesse momento, que entram os atos normativos administrativos.
	Um regulamento ou decreto de execução ou decreto executório, ou decreto regulamentar ou regulamento de execução ou regulamento executório são alguns exemplos de atos normativos administrativos, porém, temos também portarias, que não é o presidente que expede, ordem de serviço, instrução normativa, dentre outros. 
	Para que servem esses decretos de execução? 
	O próprio nome diz, serve para executar as leis, tornar as leis executáveis. Serve para explicar as leis. 
	Olha o que diz novamente Hely Lopes Meirelles: \u201cPoder Regulamentar é a faculdade de que dispõem os chefes do Executivo de explicar a lei para sua correta execução.
	Então, o presidente faz esse decreto, ou esse regulamento para tornar a lei mais clara, executável, exequível, para explicar para o povo, o quer dizer, o que está escrito nesta lei.
	Nem toda lei necessita de decreto, de regulamento. 
	Existem leis que são auto-executáveis, e não precisam de decreto e regulamento, assim como, temos normas na constituição, que não precisam de lei, necessariamente. 
	Mas nós temos a criação de decretos e regulamentos para explicar a lei. 
	A lei é considerada ato primário, porque ele é decorrente diretamente da constituição federal, já um decreto ou regulamento, que é um ato normativo administrativo, ele vêm explicar a lei. Ele existe porque a lei existe, e caso a lei não existisse, esse decreto também não existiria. 
	Então, ele é considerado um ato normativo; pois ele vêm explicar a lei, pois ele decorre da lei, por isso que ele é secundário, e a lei é um ato primário. 
	Qual a diferença de decreto e regulamento ?
	Os dois vêm explicar a lei, só que decreto é criado pelo presidente da república. O presidente escreve o decreto inteiro e assina. 
	O regulamento em regra, ele, é escrito por um corpo técnico, por exemplo, os servidores da receita federal, os servidores do INSS, servidores de um ministério, que irão colocar esse regulamento, essa explicação da lei, para a apreciação do presidente, e, ele, através do decreto, faz nascer esse regulamento, aprovando esse regulamento. 
	Mas os dois são atos que nascem da \u201c canetada \u201d do chefe do executivo. É o chefe do executivo que é responsável pelo decreto e regulamento, independentemente se foi ele quem escreveu de próprio punho todas aquelas normas. 
	Geralmente, quem escreve não é o presidente que faz o regulamento determinado assunto, mas, um corpo técnico, que então o encaminha para apreciação do gabinete do Presidente. 
	O importante, do ponto de vista do nosso estudo para concurso público é que : quem faz o decreto e o regulamento é o chefe do executivo
	Já o regulamento conforme MEIRELLES \u201c é ato administrativo expedido privativamente pelo Chefe do Executivo, através de decreto, com o fim de explicar o modo e forma de execução da lei ou prover situações não disciplinadas em lei.\u201d
Vamos falar agora de decretos autônomos listados no inciso VI do art. 84 da CF.
	Dissemos anteriormente que as leis são atos primários e os regulamentos são atos secundários. Existe uma exceção á essa regra, em que o decreto irá inovar o ordenamento juridico, isto é, ele não vai carecer de lei, ou seja, ele não vai precisar de lei prévia, sendo considerado, ato primário, decorrente da própria constituição, porque a nossa carta magna autoriza, como descrito abaixo.
	Que caso que o Presidente da República pode criar um decreto autônomo, mas com status de ato primário ?
	Art. 84. da CF: Compete privativamente ao Presidente da República: 
	VI - dispor, mediante decreto, sobre: 
	a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos
	Esses casos são uma exceção, em que o Presidente pode emitir um decreto, com status de ato primário, sem a necessidade prévia de lei. 
	Em regra não se delega a função de emissão de decretos, de regulamento, á exceção no exposto no parágrafo único do artigo 84 da CF:
	\u201c O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
	\u201cÉ uma exceção em que a constituição permite essa delegação. 
	Os decretos autônomos são expedidos como atos primários,, independentemente de lei, e previstos então na constituição federal. 
	Regulamentos Delegados 
	Não está disciplinado na constituição federal.
	Podemos verificar que ele existe em algumas leis, que pede o decreto, pede o regulamento, que venha completar a lei, venha inovar um pouquinho, mesmo assim, ele não é considerado ato primário, ele é ato secundário.
	Inova o direito nas matérias em que a lei autoriza. A própria lei o autoriza a completar esta lei. 
	E o controle ? Quem faz o controle ? 
	Imaginemos que o presidente fez um decreto autônomo, mas que não versava pelas situações previstas pelo inciso VI do artigo 84 da CF, um decreto autônomo de outro assunto que não poderia constar como decreto autônomo, porém, se ele quissesse, poderia fazer como medida provisória, ou outros instrumentos, mas foi realizado como decreto autônomo,, o que é proibido.
	Quem controla o Presidente ? É o Congresso Nacional, é ele quem faz o controle da legalidade, baseado no Art. 49. da C.F. : 
	É da competência