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2 - sociologia

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crescimento que ensina, 
enriquece e enobrece o ser humano. (....) 
Para os Bambara, a idade é um elemento 
determinante da posição de cada indivíduo 
na sociedade. Toda a vida social é organizada 
segundo o princípio da senioridade. 
Considera-se que os mais velhos estão 
mais próximos dos ancestrais e, por esta 
razão, detêm a autoridade. Respeito e 
submissão marcam o conjunto de atitudes e 
comportamentos dos mais jovens para com 
os mais velhos. 
 UCHÔA, Elizabeth. Contribuições da antropologia para uma 
abordagem das questões relativas à saúde do idoso. In: 
 Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19 (3): 849-853, 
mai-jun, 2003.
 A partir desse trecho, pode-se dizer 
que
a) a velhice refere-se apenas a algo social.
b) o fato de abordarmos a velhice pela sua 
fraqueza é natural.
c) o valor negativo atribuído ao fato de 
envelhecer é fruto da cultura.
d) o envelhecer é um fenômeno que não 
ultrapassa o aspecto biológico.
e) a nossa sociedade tende a reduzir o 
envelhecimento a seu aspecto biológico.
8 “[...] a unidade e a diversidade da vida e da 
___I___ humanas e os vários tipos de ___
II___ em que os homens vivem. O conceito 
de ___I___ está entre as noções mais usadas 
na sociologia. Quando pensamos na palavra 
‘___I___’, em conversas comuns do cotidiano, 
frequentemente a vemos como equivalente 
a ‘coisas mais elevadas da mente’ – à arte, à 
literatura, à música e à pintura. Da maneira 
como os sociólogos usam o termo, ele inclui 
tais atividades e ainda mais. A ___I___ refere-
se às formas de vida dos membros de uma 
___II___ ou de grupos dentro da ___II___. 
Inclui como eles se vestem, seus costumes 
matrimoniais e vida familiar, seus padrões 
de trabalho, suas cerimônias religiosas e 
ocupações de lazer.
 “A ‘___I___’ pode ser 
conceitualmente diferenciada de ‘___
II___’, mas há conexões muito próximas 
entre essas noções. Uma ___II___ é um 
sistema de inter-relações que conecta 
os indivíduos uns com os outros. A Grã-
Bretanha, a França e os Estados Unidos 
são ___II___ nesse sentido. Incluem
Sociologia
38 1ª série do Ensino Médio
 milhões de pessoas. Outras, como 
as primeiras ___II___ de caçadores e 
coletores, podem ser tão pequenas 
quanto 30 ou 40 pessoas. Todas as ___
II___ são unidas pelo fato de que seus 
membros são organizados em relações 
sociais estruturadas, de acordo com uma 
___I___ única. Nenhuma ___I___ poderia 
existir sem ___II___. Mas, igualmente, 
nenhuma ___II___ poderia existir sem 
___I___. Sem ___I___ não seríamos 
sequer ‘humanos’, no sentido em que 
comumente entendemos este termo. Não 
teríamos línguas em que nos expressar, 
nenhuma noção de autoconsciência e 
nossa habilidade de pensar ou raciocinar 
seria severamente limitada.” 
 GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 
2005. P.: 38.
 As palavras que preenchem 
adequadamente os espaços em branco I 
e II acima são:
a) I – Sociedade; II – Norma.
b) I – Sociedade; II – Ciência.
c) I – Ciência; II – Filosofi a.
d) I – Cultura; II – Sociedade.
e) I – Cultura; II – Norma.
9 Sabe-se que, em Antropologia, há um 
conceito central para explicar e compreender 
a humanidade. Dessa forma, é correto afi rmar 
que
 4) o conceito de que se trata é o de 
cultura.
 6) os seres humanos são desigualmente 
desenvolvidos.
 8) ideias e valores servem para organizar 
as relações sociais.
 10) as diferenças são explicadas a partir 
de pressupostos biogenéticos.
 12) as pessoas são socializadas em 
sociedades diferentes e, por isso, não são 
iguais.
 A soma das assertivas corretas é:
a) 24
b) 18
c) 14
d) 28
e) 30
Saiba mais
http://cnec.lk/05ww
 Diferenças culturais
39Volume 2
8. Diferenças culturais
Fig.8.1
8.1 Diferença e desigualdade
 A) Por que existem diferenças?
Qual a distinção entre os conceitos de diferença e desigualdade? Por um lado, vimos que todos os grupos humanos são diferentes uns dos outros, inclusive diferentes de si mesmos, 
e que isso se dá através das mudanças ao longo da história. Também vimos que os indivíduos são 
diferentes uns dos outros, apesar de pertencerem a uma mesma cultura.
 Segundo Durkheim82, os indivíduos precisam ser mais ou menos parecidos, seguir as mesmas 
regras sociais (cultura, embora o autor não utilize o termo), a fi m de que a sociedade funcione 
adequadamente. Durkheim entende que os indivíduos necessitam de alguma margem de variação 
e afi rma que essa margem, concedida pela sociedade, é mesmo benéfi ca para a adequação dos 
indivíduos às normas. O primeiro tipo de enquadramento é chamado pelo autor de solidariedade 
mecânica, pois os indivíduos são solidários às 
normas sociais de modo mecânico – encaixam-se 
como engrenagens. O segundo tipo é chamado de 
solidariedade orgânica, pois, analogicamente ao 
organismo biológico, cada um cumpre uma função, 
por isso é preciso que as pessoas sejam um pouco 
diferentes umas das outras. O autor afi rma ainda que 
essas solidariedades são complementares, é preciso 
que ambas coexistam em uma sociedade para que o 
trabalho social, as funções das instituições cumpram 
seu papel, embora a orgânica tende a substituir a 
mecânica.
 Outro sociólogo, contemporâneo de Durkheim, 
alemão e judeu, Georg Simmel83 (1858-1918) explica 
que, com o crescimento das cidades, a vida social 
deveria ceder ainda mais espaço para as variações e 
liberdades individuais. Seu raciocínio é muito próximo 
ao do sociólogo francês. Simmel cunha um conceito
82 - http://cnec.lk/05vf 83 - http://cnec.lk/060v
Sociologia
40 1ª série do Ensino Médio
de indivíduo que aponta para dois sentidos complementares, como fi zera Durkheim. A vida 
psíquica, afi rma Simmel, na metrópole, necessita que cada pessoa operacionalize a individuação, 
que seria tornar-se parte anônima da multidão (só mais um número) e, ao mesmo tempo, 
tornar-se único, indivíduo singular. O primeiro aspecto do indivíduo salvaguarda sua liberdade 
ao mesmo tempo que o integra ao grupo. O segundo aspecto permite-lhe integrar-se à vida 
social sendo quem ele é e, ao mesmo tempo, cumprir as funções sociais.
 Nenhum dos dois sociólogos utiliza o conceito de cultura para explicar por que as pessoas 
compõem um grupo que compartilha ideias e valores mais ou menos idênticos. Poder-se-ia 
simplesmente dizer que, em uma grande cidade ou em um país, as pessoas compartilham ideias 
e valores similares (língua e costumes são os mais visíveis). Sabe-se que as pessoas compartilham 
porque foram socializadas naquele grupo (socialização). Também sabe-se que, em um mesmo 
país, pode haver hábitos diferentes de alimentação, por exemplo, dadas as condições geográfi cas 
(ver a foto da abertura do capítulo). Ou mesmo que, em uma metrópole, cada bairro possui suas 
particularidades.
 Entretanto sabe-se que há preconceito e discriminação. Às vezes, ouvimos alguém debochar 
de nosso sotaque ou alegar que falamos errado. Esse tipo de afi rmação iguala a diferença ao erro, 
engano, equívoco. Quando os europeus conquistaram a América, uma das justifi cativas da Igreja, 
para explicar a diferença entre os nativos e os europeus, era que os primeiros não possuiriam alma, 
sendo, portanto, inferiores (na verdade, não eram considerados humanos). Ou seja, a diferença 
pode ser utilizada para justifi car desigualdade de tratamento ou mesmo extermínio, como foi o 
caso da África e América.
 No caso da cultura, vê-se que ela é um construto social que varia por razões históricas e 
geográfi cas. A cultura não varia porque haveria genes diferentes. Quando estuda-se a história do 
conceito de cultura e da Antropologia, vê-se que, como era de praxe no século XIX, a cultura era 
analisada do ponto de vista da biologia, e não da sociologia. Já sabe-se que a noção de cultura 
veio explicar por que os humanos são diferentes. No caso da biologia, a diferença entre os seres 
é explicada

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