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2 - sociologia

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Exercícios propostos
5 
12 - http://cnec.lk/0626
 A charge anterior retrata 
a) a ingenuidade dos nativos.
b) a chegada dos europeus à América.
c) o processo de colonização como 
negociação e troca entre povos.
d) os benefícios da colonização, pois os 
ameríndios eram atrasados.
e) os argumentos utilizados para justifi car a 
colonização e, com ironia, apresenta a relação 
entre imposição e benefício.
Sociologia
14 1ª série do Ensino Médio
6 A expressão “cultura popular” pode ser 
entendida no sentido de “consumida pelo 
povo, amplamente divulgada e acessível 
às classes mais humildes”. A oposição entre 
cultura popular e cultura erudita pode ser 
explicada como a
a) democratização do acesso à cultura.
b) luta cultural de grupos distintos dentro da 
sociedade.
c) hierarquia de valores entre classes sociais 
de uma sociedade.
d) imoralidade de grupos sociais que se 
apropriam de elementos culturais.
e) falta de propaganda dos grupos que 
produzem essas culturas.
7 Para a Sociologia, cultura é algo característico 
do ser humano e pode ser defi nida como:
a) bens artísticos exclusivamente.
b) conjunto de conhecimentos que alguém 
pode acumular.
c) características sociais universais das 
sociedades humanas, iguais em todos os 
tempos e lugares. 
d) características sociais particulares de uma 
sociedade que são aprendidas de uma outra 
sociedade.
e) características sociais particulares de uma 
sociedade, construídas pelos seus membros, 
ao longo da história, inclusive tecnologias.
8 Sobre o processo de aculturação, 
afi rma-se
 1) É comum a todos os povos, pois há 
trocas entre pessoas a todo tempo.
 3) Uma sociedade que adquire a cultura 
de outra deixa de ser ela mesma.
5) Embora valores ou tecnologias possam 
ser incorporados, eles são ressignifi cados 
e integrados de maneira específi ca.
 7) A troca de tecnologias entre grupos 
humanos leva à homogeneização das 
culturas.
 9) Uma cultura preserva-se antes pelas 
trocas do que pelo isolamento, pois as 
trocas não destroem necessariamente 
uma cultura, mas levam-na a se 
desenvolver.
 A soma das afi rmações corretas é:
a) 10
b) 13
c) 11
d) 15
e) 16
Saiba mais
 http://cnec.lk/05wu
 Movimentos e manifestações culturais
15Volume 2
6. Movimentos e manifestações culturais
Fig.6.5 Fig.6.4Fig.6.1
Fi
g
.6
.2
Fi
g
.6
.3
6.1 Cultura de massa
As expressões cultura de massa ou meios de comunicação de massa são comuns. Para os canais que veiculam estas expressões, o signifi cado delas pode ser de “popularidade”. As 
Ciências Sociais encaram estes “meios” de produção e difusão como “massifi cação” cultural em 
sentido especial.
 Para bem compreender o que é massifi cação, é necessário conhecer o contexto histórico em 
que o termo surgiu. Após a II Guerra Mundial, sociólogos da chamada Teoria Crítica ou escola de 
Frankfurt, que fugiram do extermínio nazista na Alemanha e foram para os EUA, dedicaram-se 
a pensar sobre as razões do sucesso do nazismo e do fascismo. Dentre os motivos apontados, 
descobriu-se que a propaganda foi fundamental. O Estado nazista monopolizou os meios de 
comunicação, enchendo-os de propaganda a favor do regime – um dos motivos que conquistou 
apoio da quase totalidade da sociedade. O principal formulador do conceito e teoria da 
comunicação de massa foi Theodor W. Adorno13 (1903-1969).
 Em Adorno, indústria cultural distingue-se de cultura de massa. Esta é oriunda do povo, 
de suas regionalizações, de seus costumes e sem a pretensão de ser comercializada, enquanto 
indústria cultural possui padrões que se repetem com a fi nalidade de formar uma estética ou 
percepção comum voltada ao consumismo. E embora a arte clássica, erudita, também pudesse ser 
distinta da popular e da comercial, sua origem não tem a intenção de ser comercializada nem surge 
espontaneamente, mas é trabalhada tecnicamente e possui uma originalidade incomum – depois 
pode ser estandardizada, reproduzida e comercializada segundo os interesses da indústria cultural.
 Tal teoria está baseada em pressupostos marxistas e psicanalistas. Do marxismo, estes 
autores trouxeram a noção de alienação, no sentido de que as pessoas eram levadas pela 
propaganda a se sentirem estranhas a si mesmas e ao que importava ao nazismo; a propaganda 
inculcava-lhes uma ideologia, isto é, ideias e valores que não lhes pertenciam, mas eles tomavam 
para si porque estavam alienados de seus valores pessoais. Da psicanálise, os autores importaram 
a noção de inconsciente coletivo. Freud14, certa vez, tentou explicar por que o comportamento 
das pessoas é similar (por que milhares de pessoas têm comportamento igual ou semelhante? É 
a pergunta fundamental da sociologia de Durkheim). Sua explicação foi que, em grupo, a razão e
a individualidade tenderiam a desaparecer, e as pulsões de vida e morte, os medos coletivos e os 
desejos tomariam as pessoas e elas agiriam por impulso, por fatos que estariam esquecidos, mas 
arquivados no inconsciente de cada uma. Nesse sentido, a propaganda produziu um inconsciente 
coletivo que legitimava o sistema.
13 - http://cnec.lk/061k 14 - http://cnec.lk/061i
 
Sociologia
16 1ª série do Ensino Médio
 O sociólogo estadunidense Charles Wright-Mills15 (1916-1962) também estudou a comunicação 
de massa, mas no contexto dos EUA pós-guerra. Ele percebeu que o monopólio (ou antes oligopólio) 
dos meios de comunicação nos EUA era de uma pequena elite que os utilizava para veicular 
propagandas de seu interesse. E, dessa maneira, mantinha poder ou dominação sobre os demais. 
Aqui não no sentido de legitimar um governo (embora pudesse manchar sua imagem e arruinar uma 
campanha eleitoral), mas no sentido de auferir privilégios e riquezas. Esta elite conseguia efetivamente 
infl uenciar o comportamento e decisões das pessoas.
 Para Wright-Mills, a dominação (defi nição de Weber16: probabilidade de obter obediência de 
outro) era exercida por intermédio da mídia, apenas com uma diferença: a redução das pessoas a 
uma massa amorfa. Ignorar as diferenças sociais e culturais, propagar uma igualdade de oportunidades 
é tratar as pessoas como uma massa homogênea sem forma e que pode ser moldada como se 
desejar. O autor também trabalha com os conceitos de Marx17 de alienação e ideologia, porém para 
demonstrar como uma elite se serve de meios de comunicação para manter seus privilégios de poder 
e infl uência política.
 Vale a pena considerar o contexto geral no 
mundo do pós-guerra. As potências econômicas 
(Europa e EUA) passaram por uma crise econômica 
grave de excesso de produção e recessão. Para 
tentar minimizar os abalos periódicos que os 
ciclos de produção do capitalismo causam, 
autoridades reunidas em Bretton Woods, em 
julho de 1944, lideradas pelo economista inglês 
John M. Keynes18, pensaram um sistema mundial 
interligado de meios de equilíbrio da economia 
mundial capitalista. Estes mecanismos fi caram 
conhecidos como acordos de Bretton Woods19 e 
atualmente não estão mais em vigor.
 Paralelamente, a URSS e o socialismo existente (cabe notar que nas discussões sobre Estado, esse 
sistema deve ser entendido como Capitalismo de Estado) ganhavam mais adeptos – as coisas iam 
bem no socialismo enquanto, no capitalismo, as crises perduravam. Para fazer frente ao Socialismo e garantir 
sua hegemonia mundial, os EUA investiram na criação da “cortina de ferro”, uma linha armada para impedir 
o seu avanço para o Ocidente (que estava devastado pela guerra recém-terminada). A URSS instalou mísseis 
em Cuba (150 km dos EUA) para responder à ofensiva. 
Era a guerra fria que se instaurava.
 Os EUA e países hegemônicos perceberam 
que precisavam mais do que nunca convencer as 
pessoas de que o capitalismo era viável e que todos 
poderiam ter acesso aos

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