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Cuidados Gerais ao RN

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da aréola 
mamária
Apenas visível
0
Diâmetro 
menor que 
7,5mm. Aréola 
lisa e chata
5
Diâmetro 
maior que 
7,5mm. Aréola 
ponteaguda 
e borda não 
elevada
10
Diâmetro 
maior que 
7,5mm. Aréola 
ponteaguda e 
borda elevada
15
Textura da 
pele
Muito fina e 
gelatinosa
0
Fina e lisa
5
Algo mais 
grossa. Discreta 
descamação 
superficial
10
Grossa, marcas 
superficiais, 
descamação 
nas mãos e pés
15
Grossa, 
enrugada, 
com marcas 
profundas
20
Pregas 
plantares
Sem pregas
0
Marcas 
maldefinidas na 
metade anterior
5
Marcas bem 
definidas 
na metade 
anterior. Sulcos 
no 1/3 anterior
10
Sulcos na 
metade anterior
15
Sulcos em mais 
da 1/2 anterior
20
Forma da orelha: observar a curvatura do pavilhão da orelha.
Tamanho da glândula mamária: utilizar fita métrica, palpar e medir o tecido mamário.
Formação da aréola: com uma fita métrica medir o diâmetro da aréola mamária.
Textura da pele: examinar a pele e verificar a presença de descamação.
Pregas plantares: observar pregas e sulcos nas plantas dos pés.
Atenção à Saúde do Recém-Nascido
Guia para os Profissionais de Saúde
173
Cuidados na Comunidade 9 Capítulo
9.3 Reconhecimento de doença grave ou infecção localizada
É importante saber reconhecer as crianças que estão desenvolvendo doença grave ou 
infecção localizada. Os sinais clínicos podem variar desde o mais sutil, como “o bebê 
não vai bem” ou “não quer sugar o seio” até sinais evidentes como convulsões ou insu-
ficiência respiratória.
Em estudo multicêntrico, publicado em 2008, foram avaliadas 3.177 crianças 
de zero a 6 dias e 5.712 crianças de 7 a 59 dias, sendo encontrados os 
seguintes sinais clínicos como preditores de doença grave nessa faixa etária:4
•	Dificuldade de alimentação.
•	Convulsões.
•	Movimentação só com estímulo.
•	Frequência respiratória >60irpm.
•	Tiragem intercostal acentuada.
•	Temperatura retal maior ou igual a 37,5oC ou menor que 35,5oC.
•	Enchimento capilar lento.
Alguns sinais clínicos que podem ser observados no exame físico e que são mais específi-
cos no RN são descritos a seguir.
9.3.1 Convulsão
Os RNs muitas vezes não apresentam convulsões típicas como as crianças maiores, poden-
do manifestar apenas tremores muito finos de um braço ou de uma perna, piscar persisten-
te de olhos ou movimentos repetidos de sucção. A convulsão pode passar despercebida 
se não houver perspicácia na busca e observação desses sinais (ver capítulo 29 – volume 
3 desta obra).
9.3.2 Apneia
O RN tem padrão respiratório irregular e apresenta, com frequência, pequenas pausas respira-
tórias. Considera-se apneia quando há pausa respiratória de 20 segundos ou mais, ou inferior 
a 20 segundos, quando acompanhada de repercussão sistêmica (frequência cardíaca menor 
que 100bpm e/ou cianose central, ou seja, de lábios, mucosa oral, língua, tórax ou cianose 
generalizada).
9.3.3 Icterícia
A icterícia é clinicamente visível quando os níveis séricos de bilirrubina estão acima de 4 – 
5mg/dL. Sua gravidade está relacionada ao momento do aparecimento e a sua intensidade. 
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174
Ministério da saúde
A icterícia que aparece antes de 24 horas de vida (precoce) deve ser considerada patológica 
e necessita de avaliação rigorosa. Se aparecer após 24 horas de vida (tardia) e a área acome-
tida restringir-se à face e ao tórax, pode tratar-se de icterícia fisiológica, sendo necessária 
reavaliação periódica para observar se a área ictérica se estendeu além do umbigo ou para 
as extremidades.
A Figura 12 mostra a classificação do grau de icterícia, baseada na inspeção do RN. Auxilia 
na estimativa empírica dos níveis de bilirrubina no sangue e pode ser útil principalmen-
te nos locais onde não há disponibilidade de dosagens laboratoriais. Mais detalhes sobre 
 icterícia no período neonatal podem ser encontrados no capítulo 13 – volume 2 desta obra.
Figura 12 – Zonas de icterícia de Kramer5
ZONA 1. Icterícia observada na cabeça e pescoço 
BT≈ 6mg/dL
ZONA 2. Icterícia estendendo-se até o umbigo 
BT ≈ 9mg/dL
ZONA 3. Icterícia estendendo-se até os joelhos 
BT ≈ 12mg/dL
ZONA 4. Icterícia estendendo-se até os tornozelos 
BT ≈ 15mg/dl
ZONA 5. Icterícia na planta dos pés e palmas das mãos 
BT ≈ 18mg/dL 
ou mais 
BT = bilirrubina total
9.3.4 Candidíase oral
A presença de placas esbranquiçadas na mucosa oral do RN é geralmente devida à infecção 
por Candida albicans, e é conhecida como candidíase oral ou monilíase oral.
9.3.5 Doença grave versus infecção localizada
Para determinar se existe possibilidade de doença grave ou infecção localizada em crian-
ças menores que 2 meses, deve-se utilizar as informações contidas no Quadro 12. O risco 
deve ser identificado e, a seguir, classificado e estabelecidas as condutas de acordo com 
o Quadro 13.
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175
Cuidados na Comunidade 9 Capítulo
Quadro 12 – Investigação de doença grave ou infecção localizada
Perguntar Observar se existem
•	 Pode sugar o seio ou 
tomar leite?
•	 Tem vômitos?
•	 Tem dificuldade para 
respirar?
•	 Tem febre ou hipotermia?
•	 Tem convulsões?
•	 Letargia, inconsciência, flacidez, ou se o bebê “não vai bem”
•	 Vômitos
•	 Tiragem subcostal acentuada
•	 Apneia
•	 Batimentos de asas nasais
•	Gemido, estridor ou sibilância
•	 Cianose, palidez ou icterícia
•	 Pústulas ou vesículas na pele
•	 Equimoses, petéquias ou hemorragia
•	 Secreção purulenta no umbigo, olhos ou ouvidos
•	Distensão abdominal
•	Movimentos anormais
•	 Presença de placas esbranquiçadas na boca
•	Outros problemas (ex.: anomalias congênitas)
Determinar
•	 Peso
•	 Frequência respiratória
•	 Temperatura axilar
•	 Enchimento capilar
Fonte: MS/SAS.
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176
Ministério da saúde
Quadro 13 – Determinação de presença de doença grave ou infecção localizada
Avaliar os sinais
Classificar 
como
Medidas a serem tomadas
Se houver ao menos um dos seguintes sinais:
•	 Bebê “não vai bem”
•	 Recusa alimentar
•	 Vômitos repetidos
•	 Temperatura axilar <36° ou >37,5°C
•	 Convulsões
•	 Letargia/inconsciência ou flacidez
•	 Tiragem subcostal acentuada
•	 Apneia
•	 Batimentos de asas nasais
•	 Gemido, estridor ou sibilância
•	 Cianose central
•	 Palidez intensa
•	 Icterícia até região abaixo do umbigo ou de 
aparecimento antes de 24 horas de vida
•	 Manifestações de sangramento: equimoses, 
petéquias e/ou hemorragias
•	 Secreção purulenta no umbigo (com eritema que 
se estende para a pele) ou secreção purulenta 
no ouvido
•	 Distensão abdominal
•	 Peso <2.000g
•	 Frequência respiratória >60 ou <30irpm
•	 Pústulas ou vesículas na pele (muitas ou 
extensas)
•	 Enchimento capilar lento (>2 seg)
•	 Anomalias congênitas maiores
DOENÇA
GRAVE
•	 Encaminhar urgentemente ao hospital segundo as 
normas de estabilização e transporte (Apêndice A e 
capítulo 8 – volume 1 desta obra)
•	 Administrar a primeira dose dos antibióticos 
recomendados (Apêndice A), exceto em anomalias 
congênitas sem exposição de vísceras e no RN com 
peso <2.000g
•	 Administrar oxigênio se houver cianose central
•	 Prevenir hipoglicemia (Apêndice A)
•	 Dar acetaminofen para febre >38°C (Apêndice B)
•	 Prevenir hipotermia (Apêndice A)
•	 Recomendar à mãe que continue a amamentação, 
sempre que possível
Se houver ao menos um dos seguintes sinais:
•	 Secreção purulenta conjuntival
•	 Umbigo eritematoso com secreção purulenta sem 
estender-se para a pele
•	 Pústulas na pele (poucas ou localizadas)
•	 Placas brancas na boca INFECÇÃO 
LOCALIZADA
•	 Prescrever antibiótico ou nistatina, quando 
indicados.
•	 Tratar os mamilos e