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satisfação no trabalho

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A QUALIDADE DE VIDA E A SATISFAÇÃO PROFISSIONAL
 Resumo
Esta pesquisa objetiva explicar a questão da qualidade de vida e satisfação no trabalho dos profissionais do estado de Rondônia como forma de estimar considerações expressivas a possível satisfação ou não destes trabalhadores no que se refere às suas profissões e atividades. Este trabalho é uma pesquisa quantitativa de caráter descritivo com corte transversal. Os modelos de Walton (1973) e Siqueira (1995) foram adaptados e ficaram compostos de seis dimensões e 19 critérios de análise da qualidade de vida e satisfação no trabalho. Na coleta de dados foi utilizada aplicação de questionários junto a profissionais de diferentes áreas de atuação. Participaram do estudo 47 pessoas. Os resultados foram organizados da seguinte forma: estatística descritiva dos resultados por meio do cálculo da média, mediana, moda, variância e desvio padrão. Em seguida foi feita a análise de correlação, para se verificar até que ponto a qualidade de vida afeta a satisfação no trabalho. Os resultados encontrados puderam estabelecer que os trabalhadores de forma geral estão satisfeitos com as suas atuais condições de trabalho e que, em termos mais precisos, estão satisfeitos com as seguintes dimensões: “condições de trabalho”; “trabalho e espaço total de vida”; “integração social na organização” e “uso e desenvolvimento de capacidades”. Por outro lado, mostram-se insatisfeitos com a dimensão “salário justo e adequado e “oportunidades que possui no trabalho”. Conclui-se, portanto o quão relevante é investir nos programas de QVT, pois de forma ampla, eles trazem benefícios tanto para os indivíduos quanto para as empresas.
Palavras chaves: Qualidade de Vida no Trabalho (QVT); Satisfação Profissional e Individuo. 
	
1 INTRODUÇÃO
A análise do impacto que a qualidade de vida no trabalho (QVT) exerce sobre a satisfação no trabalho (ST) foi estudado por diversos autores, como Walton (1973), Nadler e Lawler (1983) e Pazini & Stéfano (2009).
Para Walton (1973), colocar em prática o conceito de QVT, visa proporcionar um ambiente laboral saudável, que possibilite ao trabalhador condições de desenvolver suas atividades com satisfação e bem-estar. De acordo com Nadler e Lawler (1983), a QVT diz respeito à busca da efetividade e produtividade por parte da organização, sem que para tanto sejam postos de lado aspectos relacionados à motivação e à satisfação do indivíduo com seu trabalho. Pazini & Stéfano (2009) explicam a importância da gestão de QVT para as organizações, pois através destes programas é possível obter excelentes resultados.
O objetivo deste estudo é analisar o quanto a qualidade de vida afeta a satisfação no trabalho. Para isso foram identificadas as variáveis formadoras da satisfação profissional e a intensidade com que ocorre esse impacto. Assim, este trabalho é semelhante ao estudo realizado por Rueda e Raad (2013).
O estudo da QVT é expressivo devido ao enredamento envolvendo indivíduo e empresa, motivação e satisfação. O presente artigo pretende colaborar para uma melhor assimilação da maneira como se desenvolve a percepção da QVT e a relação com a ST.
2 Discussão teórica
A discussão teórica deste trabalho aborda a qualidade de vida e a satisfação no trabalho, tal assunto já foi estudado por diversos autores, autores estes mencionados no presente artigo. Para a realização da pesquisa quantitativa foi pesquisado os modelos de questionário elaborado por Walton (1973) e Siqueira (1995). O modelo proposto por Walton (1973) traz dimensões a respeito da abordagem a Qualidade de Vida no Trabalho, enquanto a proposta feita por Siqueira (1995) aborda os fatores da Satisfação no Trabalho, ambos autores buscaram a correlação entre QVT e SP. 
A seguir, apresenta-se o histórico tanto de QVT quanto Satisfação no Trabalho, os conceitos e os fatores determinantes de cada tema.
2.1 Qualidade de Vida no Trabalho
De acordo com Silva (2001. P. 177 e 178) “Uma das tendências da administração de recursos humanos é investir em programas e/ou benefícios direcionados para a qualidade de vida do trabalhador, como forma de adquirir vantagem competitiva através do comprometimento com a organização.
Segundo Rodrigues (1994, p. 76): “A qualidade de vida no trabalho tem sido uma preocupação do homem desde o início de sua existência. Com outros títulos em outros contextos, mas sempre voltada para facilitar ou trazer satisfação e bem-estar ao trabalhador na execução de sua tarefa.
Silva (2001, p 168) esclarece. “Para que se possa estabelecer programas ou políticas direcionadas para a qualidade de vida do trabalhador, é necessário que se reflita sobre os conceitos estabelecidos por Walton (1973) associando-os ao contexto existente”.
2.1.1 Origem dos estudos da QVT
O estudo sobre qualidade de vida no trabalho iniciou-se na década de 50, com Eric Trist, que com ajuda de seus colaboradores, analisou um grande modelo que integrasse indivíduo-trabalho-organização, este modelo recebeu o nome de qualidade de vida no trabalho-QVT (Rodrigues, 2001).
Entretanto ainda que os primeiros estudos sejam da década de 1950, a QVT somente começou a ser pensada em termos de aplicação a partir de 1970, foi nessa década que os trabalhadores reivindicaram melhorias de suas condições de trabalho e de suas recompensas salariais, bem como outros fatores que afetam diretamente o ambiente corporativo, na década de 1970 o trabalhador passou a ser o foco principal de estudo.
Já nas décadas de 1980 e 1990, os estudos sobre QVT passaram a focar nos processos organizacionais e a forma como tais processos influenciavam o trabalhador. Durante o período anteriormente mencionado constatou-se uma preocupação com a efetividade das atividades, as relações laborais, os níveis de produtividade e sua relação com o bem-estar e a satisfação do trabalhador (Nadler & Lawler, 1983).
Nos séculos XVIII e XIX as preocupações com as condições de trabalho e sua influência na produção passaram a ser estudadas de forma cientifica, começando pelos economistas liberais, caminhando pela administração cientifica e escola das reações humanas (Rodrigues, 2001)
Sendo assim, os estudos mencionados contribuíram para que os trabalhadores fosse vistos como indivíduos reais e não somente como geradores de lucros para as empresas.
O entendimento histórico da QVT é essencial para aclarar a classe empresarial que ela não é modismo e que tende a gerar satisfação geral aos colaboradores das instituições que utilizam os seus programas.
2.1.2 Conceitos de QVT
Diante da variedade de formulações sobre a QVT, não há um consenso literário sobre a definição do tema. Todavia, de forma ampla, o conceito de QVT faz referência a necessidade de humanizar o ambiente laboral e desenvolver o fator humano relacionado aos processos produtivos (Nadler & Lawler, 1983). Desta forma, pode-se dizer que a qualidade de vida no trabalho afeta diretamente a capacidade de produção de um colaborador, este colaborador sendo encorajado e estando satisfeito sua produtividade será maior, segundo os estudos já realizados. 
Fernandes (1996, p. 40) descreve que o conceito de QVT engloba o atendimento a necessidades e aspirações humanas, calcadas na ideia de humanização do trabalho e na responsabilidade social da empresa. 
As definições de qualidade de vida no trabalho vão desde cuidados médicos estabelecidos pela legislação de saúde até atividades voluntárias dos empregados nas áreas de lazer e motivação, por exemplo (França, 2004).
2.1.3 Fatores determinantes da QVT
Os fatores determinantes da QVT são fatores ambientais (sociais, tecnológicos, etc.), fatores comportamentais (motivação, satisfação, etc.) e fatores organizacionais (objetivos, departamentos, cargos, entre outros) (DAVIS & WERTHER apud RODRIGUES, 2001). Constata-se então que o trabalho não é apenas fonte de renda, mas também fonte de satisfação.
Baseado no conceito acima, conclui-se também que o rendimento do colaborador, dentre outros fatores, está profundamente relacionada

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