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AULA 2 - CUNICULTURA

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Profº Kallil Kopp
CURSO TECNICO EM AGROECOLOGIA – ARAGUAIANA
DISCIPLINA: 03.1 MANEJO SUSTENTÁVEL DE ANIMAIS DE PEQUENO PORTE
CUNICULTURA
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Cunicultura visa à criação de coelhos (Oryctolagus cunículus) para a produção de carne e subprodutos.
 
Apesar de proporcionar um retorno rápido ao investidor, quando comparada a de outros países, a cunicultura no Brasil é pouco desenvolvida
Atividade bastante desenvolvida em diversos países, pois os coelhos são animais que em menor tempo conseguem produzir grandes quantidades de proteína de alto valor biológico. 
Coelhos são animais gregários que cavam galerias e possuem hábito noturno.
Um coelho vive de 8 a 10 anos, porém a sua vida útil em relação ao aproveitamento industrial é de 4 a 5 anos. 
No Brasil as criações de coelhos vêm aumentando de maneira rápida, dados indicam que o Brasil é responsável pela produção de aproximadamente 242 mil animais/ano. 
Boa remuneração paga pelo kg do animal (em frigorífico o preço praticado é de R$4,80/kg – cotação em abril de 2011.
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Coelho é um animal que permite o aproveitamento de quase tudo ao longo de sua atividade produtiva, podemos comercializar-los das seguintes formas: 
Bexiga cheia de urina – a bexiga pode ser amarrada e resfriada sendo comercializada para indústrias de cosméticos, que usam a urina como fixador de perfume; 
Carne – todas as raças produzem carne de boa qualidade e, exceto as raças pequenas, em quantidade satisfatória. É um produto de excelente qualidade, tendo como principais características o baixo índice de gordura e colesterol, além do elevado teor protéico. 
Cérebro – é vendido para laboratórios, onde são desidratados e moídos, sendo usados para fabricação de medicamentos; 
Coelhos abatidos – são vendidos pelos criadores, que geralmente vendem a unidade, sem pesar o animal; 
Coelhos vivos para corte – são abatidos entre 90 e 120 dias com peso médio de 3,0 kg; 
Couros – são curtidos, ausentes de pêlos e geralmente usados para a fabricação de acessórios; 
Esterco – é um fertilizante de boa qualidade e muito apreciado pelos horticultores, pois possui uma boa relação de NPK; 
Mercado Pet – atualmente podemos encontrar no mercado diversas raças de coelhos vendidas como animais de estimação, principalmente as espécies anãs ou de pelagens mais exóticas. Tais animais possuem um alto valor de mercado e boa procura; 
Neonatos – láparos de 3 a 4 dias de idade, geralmente vendidos a laboratórios para fabricação de vacinas; 
Olhos – as córneas são vendidas para empresas que realizam testes cirúrgicos; 
Orelha – as orelhas são pré-cozidas e defumadas, sendo vendidas como petiscos para cachorros;
 
Pele – de um modo geral, toda pele em bom estado pode ser aproveitada para a indústria. 
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Pelo ou lã – indiscutivelmente é a raça Angorá a que melhor lã produz e que apresenta o melhor rendimento. No Brasil, a produção de lã de coelho Angorá é mais desenvolvida na região Sul, devido ao clima mais ameno, propício para a criação desta raça. O pêlo é retirado por tosa, 3 vezes ao ano. Cada animal pode produzir aproximadamente 150g de pêlo; 
Reprodutores – é a atividade que proporciona maiores lucros e também exige grande prática e conhecimento, demanda maior trabalho e exige técnicas mais apuradas de reprodução, manejo, alimentação, seleção entre outros; 
Sangue – é vendido para as fábricas de ração. É um mercado restrito, pois o local de abate deve possuir um rigoroso controle sanitário, como o sangue é um excelente meio de cultura, qualquer agente contaminante pode comprometer a qualidade do produto. Pode ser vendido também para laboratórios que produzem o exame de detecção de leptospirose; 
Vísceras – são vendidas para fábricas de ração; 
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RAÇAS 
Alasca : Possui corpo curto e arredondado, cabeça de tamanho médio, olhos grandes e vivos, orelhas curtas e retas, patas finas com unhas pretas, pernas curtas e grossas. 
 Originária na Rússia 
 Porte Médio 
 Produz carne de boa qualidade 
 Peso médio 4,5, variando entre 3,5 e 5 kg 
 Cor negro-azeviche 
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Angorá: Aspecto de bola, cabeça maciça e forte, olhos grandes e rosados (despigmentado), orelhas curtas e retas, patas anteriores finas e curtas, pelo fino e sedoso. Principal característica é a presença de pêlos na ponta das orelhas. 
 Originária na Ásia 
 Porte médio 
 Produção de pelos longos (15 a 20 cm) e boa produção de carne. 
 Peso médio 4,7kg, variando entre 3,5 a 5,2 Kg 
 Cor branca pura 
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Azul de Viena : Corpo de forma cilíndrica, cabeça do macho é curta e grossa e as fêmeas possuem cabeça delicada, ambos os sexos possuem olhos cinza azulado, as patas são fortes e roliças com unhas escuras, orelhas fortes e bem levantadas. 
Originário na Áustria 
Peso médio de 4,5 variando entre 3,5 e 5,5 kg 
Porte médio tendendo a grande 
Produção de pele com pêlos de tamanho médio e vistosos. Possuem uma coloração muito bonita e apreciada comercialmente para a confecção de roupas e acessórios. 
Cor azul escuro 
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Califórnia : Cabeça bem conformada curta e larga no macho, orelhas eretas e largas na base, olhos vivos e de cor rosa, patas fortes e com bons aprumos. Essa raça é proveniente do cruzamento das raças chinchila e Nova Zelândia branca. 
 Origem americana 
 Peso ideal para macho 4 e fêmeas 4,5 kg 
 Bom produtor de carne 
 Produtor de pele 
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Chinchila: Corpo cilíndrico e pouco alongado, cabeça forte e bem conformada sendo mais larga e forte no macho, as orelhas são eretas e peludas, olhos bem abertos com a íris marrom. 
Originária da Alemanha 
Pele com bom desenvolvimento e de tamanho médio 
Cor da pele cinzento-azulado 
Pelos longos de cor azul escuro 
Peso médio 3,5, variando de 4 a 5 kg 
Lembre-se que antes de começar a produção de pele de chinchilas é preciso que o criador espere que eles terminem sua muda, evitando falhas ou manchas no produto. 
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Nova Zelândia : Corpo compacto curto e profundo, orelhas de tamanho médio e eretas, patas curtas e fortes e pelos de comprimento médio. 
Peso máximo das fêmeas é de 5 e dos machos de 4,5 kg. 
Raça Americana 
Cores vermelhas, brancas e pretas. 
Alto rendimento de carne e pele de grande valor 
Fêmeas são ótimas mães, de alta prolificidade e precocidade 
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CLASSIFICAÇÃO 
Existe um grande número de raças de coelhos, que apresentam características físicas e produtivas bastante diversas, por isso o produtor deve estar atento ao nicho de mercado em que deseja se inserir. Para efeito de classificação e de definição dos objetivos de criação, existem alguns padrões que auxilia essa escolha, separando as raças em grupos. 
Esses grupos podem ser definidos de acordo com o tamanho, pêlos, produção, etc. 
Raças Anãs ou mini-coelhos - são animais que atingem menos de 1,5kg. Não são economicamente viáveis para a produção de carne, porém, com o crescimento do mercado de animais de estimação, a criação desses pequenos coelhos passou a ser bastante interessante, principalmente para a comercialização direta em petshop. 
Raças grandes ou gigantes - nas quais os coelhos adultos atingem mais de 5kg. Existem registros de coelhos da raça gigantes brancos de Flandres com mais de 10 Kg. 
Raças médias - animais deste tipo pesam de 3,5 a 5kg, sendo esse o grupo de raças mais importantes do ponto de vista comercial, pois a ele pertencem as chamadas raças industriais, as mais criadas por serem precoces, resistentes e que se reproduzem com mais facilidade e rapidez, dando maiores lucros.
Raças pequenas - são coelhos que atingem 1,5kg a 3,5kg, sendo considerados animais de baixo rendimento, não interessando para criações industriais. Desta forma sua criação geralmente é voltada para a produção de pele .
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SISTEMAS DE CRIAÇÃO 
Extensivo:
Nesse tipo de criação os coelhos são criados em total liberdade, soltos em grandes áreas com cercas de 1 m de altura. O piso pode ser suspenso em uma rede de arame, ou de cimento com cama
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