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Julie Ivy Ambrosio Alvaro - Esquemas De Direito Civil - Parte Geral

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Esquemas de Direito Civil: Parte Geral
 
 
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 Sumário
 
 
 
 
 
 
 
 Direito
 
 Lei de Introdução ao Código Civil
 
 Integração do sistema jurídico
 
 Fontes
 
 Eficácia da lei no tempo
 
 Hermenêutica jurídica
 
 Livro I Das Pessoas – Parte Geral
 
 Das pessoas naturais
 
 Personalidade
 
 Capacidade
 
 Ausência
 
 Registro
 
 Direitos da personalidade
 
 Individualização da pessoa natural
 
 Das pessoas jurídicas
 
 Classificação da pessoa jurídica
 
 Pessoa jurídica de direito privado
 
 Responsabilidade civil das pessoas jurídicas
 
 Domicílio das pessoas jurídicas
 
 Livro II Dos Bens – Parte Geral
 
 
 
 Dos bens considerados em si mesmos
 
 
 
 Bens corpóreos e incorpóreos
 
 Bens imóveis e móveis
 
 Bens fungíveis e infungíveis
 
 Bens consumíveis e inconsumíveis
 
 Bens divisíveis e indivisíveis
 
 Bens singulares e coletivos
 
 
 
 Dos bens reciprocamente considerados
 
 
 
 
 
 
 
 Bens principais e acessórios
 
 
 
 
 
 
 
 Dos bens quanto à titularidade do domínio
 
 
 
 
 
 
 
 Bens públicos e particulares
 
 
 
 Livro III Dos Fatos Jurídicos – Parte Geral
 
 Negócio jurídico
 
 Requisitos de existência ou Elementos essenciais
 
 Requisitos de validade
 
 Elementos acidentais do negócio jurídico
 
 Defeitos do negócio jurídico
 
 Invalidade do negócio jurídico
 
 Atos jurídicos lícitos
 
 Atos ilícitos
 
 Prescrição
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Esquemas de Direito Civil: Parte Geral
 
 
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 6. Introdução:
 
 
 
 
 A nomenclatura “Lei de introdução ao Código Civil” deve-se ao fato de que o Código Civil era o diploma de maior importância do ordenamento jurídico. Porém, aplica-se a todos os ramos do direito e não apenas ao direito civil.
 
 
 
 
 
 
 
 A Lei de Introdução ao Civil é uma sobrenorma (metadireito), ou seja, um conjunto de normas sobre normas, que embora se encontra fora do sistema jurídico, regula todos os ramos do direito. A classificação em ramos é puramente acadêmica, pois o direito é uno.
 
 
 
 
 
 
 
 Entretanto, a Lei de Introdução ao Código Civil não se aplicará quando existir uma regulamentação diferente em lei específica. Exemplo: O artigo 4º da LICC declara que quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. Já o artigo 108 do Código Tributário dispõe que na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada: I - a analogia; II - os princípios gerais de direito tributário; III - os princípios gerais de direito público e IV - a equidade.
 
 
 
 
 
 
 
 2. Campo de atuação da Lei de Introdução ao Código Civil:
 
 
 
 
 Enquanto a lei tem por objeto o comportamento, a Lei de Introdução ao Código Civil trata da própria norma.
 
 
 
 
 
 
 
 A Lei de Introdução ao Código Civil cuida da integração do sistema jurídico, das regras de interpretação do sistema jurídico, da elaboração e vigência da lei, da sua aplicação no tempo e no espaço etc.
 
 
 
 
 
 
 
 Integração do sistema jurídico
 
 
 
 
 Fontes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2. Conceito de fonte:
 
 
 
 
 A palavra fonte vem do latim “fons” (“fontis”) e significa origem ou causa de alguma coisa.
 
 
 
 
 
 
 
 As fontes são muito importantes, pois integram o sistema jurídico, ou seja, resolvem os problemas de antinomia (conflito de normas) e anomia (lacuna na lei).
 
 
 
 
 
 2. Espécies de fonte:
 
 
 
 
 “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito” (art. 4º da LICC). Assim, a lei é principal fonte de direito.
 
 
 
 
 
 
 
 • Fontes diretas (imediatas ou primárias): Aquelas capazes de gerar a regra jurídica. A maioria da doutrina apresenta como fontes diretas a lei e o costume.
 
 
 
 
 
 
 
 • Fontes indiretas (mediatas ou secundárias): Aquelas que não são capazes de gerar a regra jurídica, mas auxiliam os aplicadores da lei. São elas: Doutrina, jurisprudência; analogia, princípios gerais de direito e equidade. Não há unanimidade quanto às fontes indiretas apresentadas.
 
 
 
 
 
 3. Classificação das fontes:
 
 
 
 
 Os manuais trazem como fontes a analogia, os costumes, os princípios gerais de direito, os brocardos jurídicos, a doutrina e a jurisprudência.
 
 
 
 
 
 3.1. Lei:
 
 
 
 
 É a regra escrita, emanada da autoridade estatal competente, dotada de caráter geral, abstrato e obrigatório, com o fim de orientar condutas humanas. Essa norma pode ser permissiva, proibitiva ou obrigatória.
 
 
 
 
 
 
 
 • Características:
 
 
 
 
 
 
 
 • Geral: A lei dirige-se e a um número indeterminado de indivíduos.
 
 
 
 
 
 
 
 • Abstrata: A lei não regula uma situação concreta.
 
 
 
 
 
 
 
 • Obrigatória: A lei é imposta coativamente à observância de todos.
 
 
 
 
 
 • Classificação quanto ao critério hierárquico: No topo da pirâmide estão as normas constitucionais, abaixo delas aparecem a lei ordinária e a lei complementar no mesmo patamar, e abaixo destas últimas as normas infralegais de caráter administrativo como as portarias, os regulamentos e os decretos. As leis delegadas encontram-se ao lado da lei ordinária.
 
 
 
 
 
 
 
 Tanto a lei ordinária como a lei complementar garantam eficácia ao texto constitucional, mas ambas possuem objetos diferentes.
 
 
 
 
 
 • Lei complementar: É a espécie normativa