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Julie Ivy Ambrosio Alvaro - Esquemas De Direito Civil - Parte Geral

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um apartamento por R$ 100.00, mas passa na escritura por R$ 50.000. A escritura será anulada, mas o contrato de compra e venda não.
 
 
 
 
 
 • Hipóteses:
 
 
 
 
 
 
 
 • Simulação subjetiva (“ad personam” ou por interposta pessoa): ”Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I – aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversa daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem” (art. 167, §1º, I do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Simulação objetiva (simulação de conteúdo): “Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: II – contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira” (art. 167, §1º, II do CC).
 
 
 
 
 
 • Simulação de datas: “Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: III – os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados” (art. 167, §1º, III do CC).
 
 
 
 
 
 • Simulação fraudulenta e inocente: Com o Código Civil 2002 não há mais distinção entre as duas, sendo ambas são nulas.
 
 
 
 
 
 
 
 • Simulação Fraudulenta: Aquela em que os simuladores têm intenção de fraudar a lei ou prejudicar terceiros.
 
 
 
 
 
 
 
 • Simulação Inocente: Aquela em que os simuladores não têm intenção de fraudar a lei ou prejudicar terceiros.
 
 
 
 
 
 Exemplo: Um homem solteiro quer fazer uma doação a sua namorada, mas para os pais não ficarem sabendo, pede ao escrivão que conste como compra e venda. O negócio oculto prevalecerá, assim a compra e venda será substituída pela doação.
 
 
 
 
 
 Atos jurídicos lícitos
 
 
 
 
 
 6. Disposições gerais:
 
 
 
 
 “Aos atos jurídicos lícitos, que não sejam negócios jurídicos, aplicam-se no que couber, as disposições do Título anterior” (art. 185 do CC). As disposições referentes aos negócios jurídicos também devem ser aplicadas aos atos não negociais.
 
 
 
 
 
 
 
 Atos ilícitos
 
 
 
 
 
 6. Conceito de ato ilícito:
 
 
 
 
 “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito” (art. 186 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 “Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes” (art. 187 do CC). Assim, também comete ato ilícito aquele que exerce seu direito de forma abusiva.
 
 
 
 
 
 
 
 A conseqüência da prática do ato ilícito é a responsabilidade civil, que vem prevista no artigo 927 do Código Civil. “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”.
 
 
 
 
 
 2. Responsabilidade civil e penal:
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade penal: É aquela que decorre da violação da norma penal e tem como conseqüência a aplicação de uma sanção.
 
 
 
 
 
 
 
 • A responsabilidade penal pode existir mesmo que não tenha ocorrido um dano (prejuízo), como por exemplo, nos crimes tentados.
 
 
 
 
 
 
 
 • Na responsabilidade penal há grande relevância em saber se o agente agiu com dolo ou com culpa.
 
 
 
 
 
 • Na responsabilidade penal a obrigação se extingue com a morte do agente.
 
 
 
 
 
 • Na responsabilidade penal não pode haver responsabilização de um terceiro que não foi o causador do dano.
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade civil: É aquela que decorre do descumprimento do dever legal de não lesar o outrem.
 
 
 
 
 
 
 
 • Para que haja responsabilidade civil é preciso que haja um dano (prejuízo).
 
 
 
 
 
 
 
 • Na responsabilidade civil não há relevância em saber se o agente agiu com dolo ou com culpa.
 
 
 
 
 
 • Na responsabilidade civil a obrigação transmite-se aos limites da herança, pois quem responde pela indenização é o patrimônio do responsável.
 
 
 
 
 
 • Na responsabilidade civil pode haver responsabilização de um terceiro que não foi o causador do dano (casos de responsabilidade indireta).
 
 
 
 
 
 
 
 O Brasil segue o sistema de independência da responsabilidade civil e penal, mas tomou determinadas cautelas para evitar decisões conflitantes. - “Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, a ação para ressarcimento do dano poderá ser proposta no juízo cível contra o autor do crime e, se for o caso, contra o responsável civil” (art. 64 do CPP). - “Intentada a ação penal, o juiz da ação civil poderá suspender o curso desta, até o julgamento definitivo daquela” (art. 64, parágrafo único do CPP). - “Não impedirão igualmente a propositura da ação civil: I – o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação; II - a decisão que julgar extinta a punibilidade; III – a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime” (art. 67, I, II e III do CPP).
 
 
 
 
 
 3. Responsabilidade contratual e extracontratual:
 
 
 
 
 A classificação em responsabilidade contratual e extracontratual tem em vista a existência ou não de um vínculo negocial entre o responsável e o titular do direito de reparação.
 
 
 
 
 
 
 
 Embora haja distinção entre as duas espécies de responsabilidade, a conseqüência é a mesma, ou seja, a obrigação de ressarcir o prejuízo causado.
 
 
 
 
 
 
 
 • Classificação:
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade extracontratual: É a que surge do descumprimento de um dever legal (dever genérico) de não lesar o outrem.
 
 
 
 
 
 
 
 “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito” (art. 186 do CC). – “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo” (art. 927 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade contratual: É a que surge do descumprimento de um dever contratual (dever específico), ou seja, do inadimplemento de uma obrigação contratual.
 
 
 
 
 
 
 
 “Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado” (art. 389 do CC). - “Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado” (art. 395 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Diferenças quanto ao ônus da prova:
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade extracontratual:
 
 
 
 
 
 
 
 • Subjetiva ou aquiliana: Aquela que responsabiliza