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Julie Ivy Ambrosio Alvaro - Esquemas De Direito Civil - Parte Geral

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o causador do dano com base na culpa (em sentido amplo, abrangendo o dolo e a culpa em sentido estrito). A vítima (credor) tem que provar o inadimplemento culposo, o nexo de causalidade e o dano. Assim, o ônus da prova cabe ao autor.
 
 
 
 
 
 
 
 • Objetiva: Aquela que responsabiliza o causador do dano, independentemente de culpa. A vítima (credor) não precisa provar a culpa do causador do dano, basta a prova do inadimplemento, nexo de causalidade e o dano.
 
 
 
 
 
 Há uma inversão do ônus da prova, ou seja, o réu na demanda que deverá provar excludentes de sua responsabilidade (caso fortuito, força maior ou culpa exclusiva da vítima).
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade contratual: O credor não precisa provar a culpa do réu, basta provar o inadimplemento, o nexo de causalidade e o dano.
 
 
 
 
 
 
 
 Há uma inversão do ônus da prova, ou seja, o réu na demanda que deverá provar excludentes de sua responsabilidade (caso fortuito, força maior ou culpa exclusiva da vítima).
 
 
 
 
 
 
 
 • Diferenças quanto a gradação da culpa para fins de indenização:
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade extracontratual: Não há, em princípio, relevância do grau de culpa.
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade contratual: Há relevância no grau de culpa.
 
 
 
 
 
 • Diferenças quanto à prova do dano:
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade extracontratual: O credor tem que provar o dano, salvo nas hipóteses em que ele for presumido. Exemplos: Dano moral pelo atraso no embarque de viagem internacional; na lei de imprensa o dano moral é presumido nos casos de calúnia, bastando a prova da ofensa.
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade contratual: O credor deve prová-lo, salvo se houver cláusula penal. Esta é uma multa contratual que tem por fim a coerção ao cumprimento da prestação e prefixação de perdas e danos, caso a coerção seja ineficaz.
 
 
 
 
 
 
 
 4. Responsabilidade subjetiva e objetiva:
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade subjetiva ou aquiliana: Aquela que responsabiliza o causador do dano com base na culpa (em sentido amplo, abrangendo o dolo e a culpa em sentido estrito).
 
 
 
 
 
 
 
 • Objetiva: Aquela que responsabiliza o causador do dano, independentemente de culpa.
 
 
 
 
 
 
 
 A responsabilidade será objetiva nos casos especificados na lei e quando o agente desenvolver uma atividade que implica em riscos ao direito de outrem. - “Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem” (art. 927, parágrafo único do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade pelo fato da coisa (pelo fato de ser dono da coisa):
 
 
 
 
 
 
 
 • “O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta” (art. 937 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • “Aquele que habitar em prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido” (art. 938 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade pelo fato do animal (pelo fato de ser dono do animal): “O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior” (art. 936 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Responsabilidade pelo ato de terceiro: “As pessoas indicadas nos incisos de I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos” (art. 933 do CC).
 
 
 
 
 
 “São também responsáveis pela reparação civil: I – os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; II – o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições; III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele; IV – os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos; V – os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia” (art. 932 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 “Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz” (art. 934 do CC).
 
 
 
 
 
 5. Pressupostos da responsabilidade extracontratual:
 
 
 
 
 Responsabilidade extracontratual é a que surge do descumprimento de um dever legal (dever genérico) de não lesar o outrem.
 
 
 
 
 
 
 
 “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito” (art. 186 do CC). - “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo” (art. 927 do CC).
 
 
 
 
 
 • Ação ou omissão: Há omissão quando existe um dever de agir e o agente se abstém de praticá-lo causando um dano que poderia ter sido evitado se tivesse agido.
 
 
 
 
 
 
 
 A responsabilidade pode derivar de ato próprio, de terceiro, de danos causados por coisas ou por animais.
 
 
 
 
 
 
 
 • Culpa ou dolo: O artigo 186 do Código Civil refere-se ao dolo quando menciona “ação ou omissão voluntária” e também a culpa em sentido estrito quando menciona “negligência ou imprudência”. Não menciona a imperícia, pois copiaram o Código Civil de 1916 e naquela época entendiam que esta encontrava-se na imprudência.
 
 
 
 
 
 
 
 • Dolo: É a violação intencional do dever jurídico
 
 
 
 
 
 
 
 • Culpa: É a falta de diligência que se exige do homem médio.
 
 
 
 
 
 
 
 • Culpa grave: Esta tão próxima do dolo que se diz que ela se equipara ao dolo.
 
 
 
 
 
 
 
 Assim quando algum dispositivo trouxer o dolo, também devemos acrescentar a culpa grave. - “Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos, responde cada uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas na lei” (art. 392 do CC).
 
 
 
 
 
 • Culpa leve: Falta evitável com atenção ordinária.
 
 
 
 
 
 
 
 • Culpa levíssima: Falta evitável com atenção extraordinária. No penal a culpa levíssima absolve, mas no cível até mesmo a culpa levíssima gera indenização.
 
 
 
 
 
 
 
 • Em alguns casos o Código Civil presume a culpa (art.