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Julie Ivy Ambrosio Alvaro - Esquemas De Direito Civil - Parte Geral

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936 do CC), já em outros determina que haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos, especificados em lei ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem (art. 927, parágrafo único do CC).
 
 
 
 
 
 • Nexo de causalidade: É o nexo entre a ação ou omissão e o dano causado. Só há obrigação de indenizar se existir um nexo entre a ação ou omissão e o dano causado.
 
 
 
 
 
 Se estiverem presentes as excludentes de responsabilidade (culpa da vítima, caso fortuito e força maior) não haverá responsabilidade do agente.
 
 
 
 
 
 
 
 • Dano:
 
 
 
 
 
 • Dano patrimonial ou material: A reparação consiste em recompor aquele patrimônio desfalcado. A indenização será correspondente a extensão do dano.
 
 
 
 
 
 
 
 • Dano extrapatrimonial ou moral: Não atinge o patrimônio, mas sim os direitos da personalidade. A indenização não precisa corresponder ao prejuízo, basta que o juiz arbitre um valor que sirva de consolo, que faça com que a vítima saia da tristeza. Leva-se em conta a situação econômica do agente.
 
 
 
 
 
 Como exceção ao princípio de que só há responsabilidade civil se existir dano, há o artigo 940 do Código Civil que prescreve que aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.
 
 
 
 
 
 É relevante destacar que todo dano deve ser indenizado independentemente do grau de culpa. - “A indenização mede-se pela extensão do dano” (art. 944 do CC). - “Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, eqüitativamente, a indenização” (art. 944, parágrafo único do CC). Na lei de imprensa o grau de culpa pode influenciar no arbitramento do dano.
 
 
 
 
 
 
 
 6. Causas de exclusão da ilicitude:
 
 
 
 
 “Não constituem atos ilícitos: I – os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; II – a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente” (art. 188 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 Em regra, se ocorrer alguma dessas causas não haverá obrigação de reparar, mas a lei pode trazer a responsabilidade civil ainda que o ato seja lícito. Exemplo: O estado de necessidade não isenta o causador do dano de indenizar o dono da coisa prejudicada. Assim, deverá indenizar e depois ingressa com ação de regresso contra o causador do perigo.
 
 
 
 
 
 
 
 • Legítima defesa: Consiste na repulsa, proporcional à ofensa, com o fim de evitar violação a interesse próprio ou de terceiro.
 
 
 
 
 
 
 
 O agente não pode ser responsabilizado se o seu ato de legítima defesa foi praticado contra o próprio agressor. Porém, se atingir terceiro, por engano ou erro de pontaria, deverá reparar, mas terá ação regressiva contra o agressor.
 
 
 
 
 
 “No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que a tiver ressarcido ao lesado” (art. 930 do CC). - “A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art. 188, inciso I)” (art. 930, parágrafo único do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 Vale a pena destacar que a legítima defesa putativa não exime o réu de indenizar o dano.
 
 
 
 
 
 
 
 • Exercício regular do direito: O exercício regular do direito, ainda que dele decorra prejuízo, não gera responsabilidade civil. Entretanto o exercício abusivo do direito é ato ilícito.
 
 
 
 
 
 
 
 “Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes” (art. 187 do CC).
 
 
 
 
 
 • Estado de necessidade: Consiste na prática de um ato que ocasione a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão à pessoa, com o objetivo de remover perigo grave e iminente a si ou a terceiro.
 
 
 
 
 
 
 
 “No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo” (art. 188, parágrafo único do CC).
 
 
 
 
 
 Esquemas de Direito Civil: Parte Geral
 
 
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 Prescrição
 
 
 
 
 
 6. Introdução:
 
 
 
 
 Primeiramente vale lembrar que decurso do tempo é um fato jurídico que pode ocasionar a extinção ou aquisição de direitos.
 
 
 
 
 
 
 
 • Prescrição extintiva: É aquela em que o decurso do tempo gera a extinção de direitos. A prescrição extintiva é tratada na Parte Geral do Código Civil.
 
 
 
 
 
 
 
 • Prescrição aquisitiva: É aquela em que o decurso do tempo gera a aquisição de direitos. A prescrição aquisitiva é tratada nos Direitos das Coisas, como forma de aquisição da propriedade.
 
 
 
 
 
 
 
 Embora as espécies sejam tratadas em capítulos diferentes possuem as mesmas regras quanto à suspensão, interrupção e impedimento da prescrição. - “Estende-se ao possuidor o disposto quanto ao devedor acerca das causas que obstam, suspendem ou interrompem a prescrição, as quais também se aplicam à usucapião” (art. 1244 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 Exemplos: Não corre prescrição contra os absolutamente incapazes (art. 198, I do CC); “A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor” (art. 196 do CC). Assim, se o credor falece faltando um ano para ingressar com ação de cobrança, o seu filho menor poderá ingressar com a ação quando fizer 16 anos. Da mesma forma, se o proprietário de um imóvel que esta prestes a ser usucapido vier a falecer e tiver como herdeiro um filho menor, o prazo para usucapião só voltará a correr quando ele completar 16 anos.
 
 
 
 
 
 
 
 2. Prescrição e institutos afins:
 
 
 
 
 Todos esses institutos estão relacionados com o decurso do tempo.
 
 
 
 
 
 
 
 • Prescrição: Segundo Clóvis Beviláquia “é a perda da ação atribuída a um direito, e de toda a sua capacidade defensiva, em conseqüência do não-uso dela, durante determinado espaço de tempo”. Para outros autores é a perda de um direito em decorrência da inércia de seu titular em determinado período de tempo.
 
 
 
 
 
 
 
 Entretanto, o Código Civil de 2002 adotou a expressão “pretensão” para acabar com a polêmica que existia sobre o assunto. Prescrição é a perda da pretensão (poder de reagir) em decorrência da inércia do seu titular no prazo estabelecido pela lei. - “Violado o direito, nasce para o titular