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Julie Ivy Ambrosio Alvaro - Esquemas De Direito Civil - Parte Geral

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salvo se a lei especial prever de outra forma (art. 207 do CC). Exemplo: A reclamação feita pelo consumidor acarreta a suspensão do prazo decadencial, enquanto não houver resposta.
 
 
 
 
 
 
 
 • Diferenças:
 
 
 
 
 
 
 
 • Impedimento: O prazo nem sequer começa a correr.
 
 
 
 
 
 
 
 • Suspensão: Decorre automaticamente de fatos previstos na lei. Na suspensão o prazo fica obstado e quando recomeça a correr, considera-se o lapso anterior à suspensão.
 
 
 
 
 
 
 
 • “Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível” (art. 201 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Interrupção: Depende de um comportamento ativo do credor e só pode ser realizada uma única vez (Exemplo: Notificação). - Na interrupção o prazo fica obstado e quando recomeça a correr despreza-se o lapso anterior à interrupção, ou seja, o prazo recomeça a correr por inteiro a partir do ato que a interrompeu. Mas se a interrupção for ocasionada por ajuizamento de ação, o prazo só recomeça a partir do último ato do processo.
 
 
 
 
 
 
 
 • “A interrupção da prescrição por um dos credores não aproveita aos outros; semelhantemente, a interrupção operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados” (art. 204 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • “A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros” (art. 204, §1º do CC).
 
 
 
 
 
 • “A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis” (art. 204, §2º do CC).
 
 
 
 
 
 • “A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador” (art. 204, §3º do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Causas que suspendem ou impedem a prescrição:
 
 
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição entre as pessoas abaixo em razão do relacionamento harmônico existente entre elas (causas subjetivas bilaterais):
 
 
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição entre os cônjuges na constância do casamento. Exemplo: mulher empresa dinheiro ao marido no regime de separação de bens (art. 197, I do CC). – Há quem entenda que esta regra também deve ser aplicada com relação à união estável.
 
 
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição entre ascendentes e descendentes durante o poder familiar (art. 197, II do CC).
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela (art. 197, III do CC).
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição entre as pessoas abaixo em razão da situação em que se encontram (causas subjetivas unilaterais):
 
 
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição contra os absolutamente incapazes (art. 198, I do CC). Entretanto corre prescrição contra o relativamente incapaz e também em favor do absolutamente incapaz.
 
 
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição contra os ausentes do País a serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios (art. 198, II do CC).
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra (art. 198, III do CC).
 
 
 
 
 
 • Não corre prescrição nos casos abaixo, pois ainda não há pretensão e só podemos falar em prescrição quando ocorre a violação de um direito e conseqüentemente surge a pretensão (causas objetivas).
 
 
 
 
 
 
 
 • Pendendo condição suspensiva (art. 199, I do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Não estando vencido o prazo (art. 199, II do CC).
 
 
 
 
 
 • Pendendo ação de evicção (art. 199, III do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • “Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá prescrição antes da respectiva sentença definitiva” (art. 200 do CC). O prazo de 3 anos para reparação de dano decorrente de ilícito penal não começa a correr enquanto não vier a sentença criminal definitiva.
 
 
 
 
 
 
 
 • Causas que interrompem a prescrição: Vale lembrar que a interrupção recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper (art. 202, parágrafo único do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 Quando a interrupção se da por um comportamento do credor, diz-se que a causa é interpelativa, e quando a interrupção se da por um comportamento do devedor, diz-se que a causa é recognoscitiva.
 
 
 
 
 
 
 
 • Por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual (art. 202 do CC): Esta redação correspondia ao artigo 219, §1º do Código de Processo Civil, porém este foi alterado com a reforma de 1994, passando a dispor que a citação interrompe a prescrição, com efeitos retroativos à data da propositura da ação, desde que o autor promova a citação (forneça os elementos necessários) no prazo legal (art. 219, §§1º e 2º do CPC). Assim, se por inércia do autor a citação não ocorrer no prazo legal, a interrupção só ocorrerá com a efetiva citação.
 
 
 
 
 
 A interpretação que tende a prevalecer é de que as normas do Código Civil e do Código de Processo Civil devem ser conciliadas, assim a interrupção retroage a data do ajuizamento, desde que obedecidos os prazos processuais.
 
 
 
 
 
 Segundo a corrente dominante, a interrupção da prescrição ocorre ainda que o processo venha a ser extinto sem julgamento do mérito.
 
 
 
 
 
 
 
 No processo penal a interrupção da prescrição se da com o recebimento da denuncia e existe prescrição intercorrente.
 
 
 
 
 
 
 
 • Por protesto, nas condições do inciso antecedente (art. 202, II do CC): O Código Civil refere-se neste inciso ao protesto judicial (medida cautelar nominada) que interromperá a prescrição ainda que ordenado por juiz incompetente.
 
 
 
 
 
 
 
 • Por protesto cambial (art. 202, III do CC): Exemplos: Notas Promissórias e cheques.
 
 
 
 
 
 • Pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores (art. 202, IV do CC): A habilitação do crédito nos autos da falência ou do inventário interrompem a prescrição. Exemplo: Se o herdeiro não concordar com a habilitação o credor terá que promover ação nas vias ordinárias, mas a habilitação interrompe o prazo prescricional.
 
 
 
 
 
 • Por qualquer ato judicial que constitua o devedor em mora (art. 202, V do CC). Exemplos: Notificações e interpelações judiciais.
 
 
 
 
 
 • Por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor (art. 202, VI do CC): Exemplo: Confissão