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doença de alzheimer

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Doença de Alzheimer (DA) 
Perda generalizada do parênquima cerebral 
resulta em estreitamento do girus cortical e 
alargamento do sulcos. O encolhimento do córtex e o 
aumento dos sulcos promovem maior dificuldade de 
comunicação entre os neurônios, além da redução da 
área CA1, o que envolve redução da cognição 
memória e apredizado, uma vez que acomete os 
receptores nicotínicos. 
Algums medicamento utilizados para 
demência na DA, agora estão sendo utilizados para demência no Parkinson. 
Há alargamento dos sulcos e estreitamento cortical, com abertura de espaços que são 
fundamentais para a limitação da comunicação dos neurônios, quanto maior o alargamento 
dos sulcos maior será a dificuldade de comunicação dos neurônios. A evolução é circuito que 
abrange desde do hipocampo até o córtex pré-frontal. Inicialmente há a perda da memória de 
curto prazo, e com o prosseguimento da doença há a perda da memória de longo prazo, e 
conforme as placas se localizam em diferentes áreas há a agressividade e outras perdas 
funcionais. 
A doença apresenta as seguintes características: início insidioso de demência (redução 
progressiva da memória e da função cognitiva global, ou seja, deterioração das habilidades 
intelectuais previamente adquiridas que interfere na atividade ocupacional ou social). A 
doença é ainda responsável por aproximadamente 65% dos casos de demência em adultos. 
Envolvimento dos receptores nicotínicos, principalmente na área CA1 que são perdidos. 
Antigamente se acreditava que pessoas que trabalham e desafiam o cérebro durante a 
vida toda, e que realizam exercício físico não apresentariam a DA, mas hoje isso caiu por terra. 
Como exemplificado no filme “Para sempre Alice”. 
Por algum tempo a memória a longo prazo é mantida, enquanto que há prévia perda 
da memória de curto prazo. Há preseça de agressividade e outros sintmomas relacionados 
com a região em que se localizam as placas amilóides, uma vez que estas podem se localizar 
em diferentes regiões do cérebro. 
 Esse gráfico 
mostra a evolução de pacientes com DA, onde 
0 é o início da doença e 6 a morte. 
Atualmente esse período aumentou para 10 
anos. Sem utlização de medicamentos há a 
perda de 2 a 3 pontos por ano. No primeiro 
ano já há danos a memória e aprendizado, se 
tornando mais proeminentes no segundo ano, 
quando é que, geralmente se realiza o 
diagnóstico. O diagnóstico é feito com base 
na perda das habilidades cognitivas de 
memória e aprendizado, e a evolução da 
doença é acompanhada por esse gráfico, o 
 
 
qual mostra a evolução temporal e o aparecimento dos sintomas. No início do tratamento há 
melhora absurda, como visto com a L-Dopa. 
 Os sintomas são: 
 A memória, nos casos mais recentes, é a mais precocemente afetada. 
 No caso da linguagem, verifica-se problemas na adequação levando a um discurso não 
fluente e vazio. Em estágios mais avançados, há outros déficits da linguagem, além da 
linguagem expressiva, como: dificuldade na leitura, compreensão, repetição e escrita. 
São sinais de o córtex já foi afetado. 
 Em geral eles experimentam afastamento, perda da complexidade e falta de controle. 
Os pacientes perdem a capacidade de julgamento, geralmente se sentindo muito bem, 
sem percepção da doença atual. Um dos primeiros sinais é o medo, por não saber o 
que está acontecendo, depois volta ao normal e oscila entre estados conscientes e não 
conscientes. 
 Podem ainda apresentar agitação, euforia, andar sem destino, perda da higiene, da 
iniciativa e emudecimento afetivo. São sinais de que o sistema límbico foi afetado. 
 Mais tardiamente acontecem problemas e até sinais neurológicos conhecidos como 
extrapiramidais (tremores, rigidez) e mioclonias (movimentos involuntários dos 
músculos). São sinais de que a via nigroestriatal foi afetada, como se fosse na doença 
de Parkinson. 
 No estágio final da doença, o paciente fica imobilizado, sem controle das funções do 
organismo, não se comunica e não consegue deglutir. Necessitanto de hospitalização e 
alimentação parenteral. 
 A morte normalmente ocorre por complicações respiratórias e pneumonia. 
 O início da DA está associado a diversos defeitos genéticos: 1) trissomia do 
21; 2) mutação do gene para a presenilina-1 no cromossomo 14 ;3) allelo anormal, έ4, 
para proteína associada a lipídeo, ApoE, no cromossomo 19, que facilita a formação de 
depósitos β amilóide. 
 A ApoE é uma apolipoproteína que envolve LDL,HDL e os demais. 
Um aumento de ApoE no sangue pode ser indício de que o indivíduo seja um possível 
candidato a apresentar a DA. Isso se justifica, pois o aumento de ApoE facilita a 
formação do depósito βamilóide, o qual era inicialmente chamado de placa senil. 
Sendo o depósito βamilóide formado pelo aumento do peptídeo βamilóide e do 
emaranhamento das neurofibrilas da proteína Tau. E uma vez formado o depósito, é 
irreversível. 
 As seguintes alterações patológicas são visualizadas na DA: 
• Depósitos aumentados de peptídeo β amilóide no córtex cerebral, que 
eventualmente formam placas extracelulares e lesões vascular-cerebral, e 
emaranhados neurofibrilares que consistem de proteína tau. Aglomerado de proteína 
Tau com βamilóide 
• Progressiva perda de neurônios, especialmente colinérgicos, e afinamento do córtex. 
A perda de neurônios colinérgicos resulta em marcada diminuição na CAT(colina 
acetiltransferase) e outros marcadores da atividade colinérgica; 
• Aumento da excitação glutamatérgica, que contribui para a morte neuronal. 
• Anormalidades da função mitocondrial que também contribuem para a morte 
neuronal 
Então, no tratamento deve-se aumentar a Ach, em função da perda dos neurônios colinérgicos e reduzir 
glutamato, a fim de reduzir a morte neuronal, em função do aumento da sinalização glutamatérgica. 
 
 
 
Há duas categorias de lesões: 
 Placas amilóides: Associada a grandes placas (placas senis) de um peptídeo chamado 
de beta-amilóide extracelular, que tem efeitos tóxicos sobre os neurônios, 
particularmente neurônios colinérgicos. 
 Emaranhados Neurofibrilares: Relacionada com a proteína tau hiperfosforilada 
associada a microtúbulos que são estruturas essenciais dos neurônios os quais ficam 
retorcidos e emaranhados, prejudicando seu funcionamento. 
A proteína Tau é patológica apenas quando está hiperfosforilada, e isso acontece, pois 
está combinada com o peptídeo βamilóide. 
A proteína 
amilóide é uma 
proteína 
transmembranar, 
que apresenta sua 
porção carboxila 
para o interior da 
célula, e sofre 
clivagem em pontos 
diferentes pelas 
enzimas α,β e γ 
secretases, as quais 
apresentam 
diferentes produtos 
de clivagem. Na 
condição normal as 
α secretases clivam 
a proteína amilóide 
em 3 porções, 
desmembrando o 
peptído amilóide, e a parte superior fica preso no terminal extracelular, e é solúvel,em 
conjunto com a γ secretase, e esse fragmento solúvel é eliminado por via normal de 
eliminação de proteína. 
No entanto, em situações patológicas, há aumento da atividade da β secretase, cujo 
motivo do aumento é desconhecido, e supõe-se que seja genético. Em paralelo há redução da 
α secretase. Como produto há fragmento solúvel que falta um pedaço do peptídeo β amilóide, 
o qual não sofreu clivagem pela α secretase se encontrando inteiro e tendendo a se agregar. 
Agregados de vários peptídeos β amilóides promovem distorção do neurônio, e sinalizam para 
a hiperfosforilação da proteína Tau, e a junção dos agregados β amilóides com a a proteína Tau 
são as placas senis. 
As novas terapias devem atuar impedindo a atividade da β secretase, a fim de impedir 
a fomação do peptídeo β amilóide e, consequentemente, a

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