Livro - Psicologia e Cultura Organizacional
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Daniel Seemann
Psicologia e Cultura 
Organizacional
2ª Edição
Curitiba
2018
Psicologia e Cultura 
Organizacional
Daniel Seemann
Ficha catalográfica elaborada pela Fael. Bibliotecária Cassina Souza CRB9/ 1501
S453p Seemann, Daniel
Psicologia e cultura organizacional / Daniel Seeman. \u2013 2. ed. \u2013 
Curitiba: Fael, 2018.
172 p.: il.
ISBN 978-85-5337-013-9
1. Psicologia Organizacional. 2. Cultura Organizacional. I. 
Título
CDD 157
Direitos desta edição reservados à FAEL. 
É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização expressa da FAEL.
FAEL
Direção Acadêmica Francisco Carlos Sardo
Coordenação Editorial Raquel Andrade Lorenz
Revisão Helena Gouveia
Projeto Gráfico Sandro Niemicz
Capa Sandro Niemicz
Imagem da Capa Shutterstock.com/violetkaipa
Arte-Final Evelyn Caroline dos Santos Betim
Sumário
 Apresentação | 5 
1. Psicologia nas organizações | 9
2. Organização e estrutura organizacional | 59
3. Cultura Organizacional | 121
 Referências | 167
Apresentação
Vivemos em uma época em que a Educação ocupa um espaço 
de destaque. Além disso, falamos em uma Era do Conhecimento, 
na qual experimentamos novos desafios em todos os âmbitos de 
nossa vida: novas formas de comunicação, de relacionamento e, 
portanto, de aprender e ensinar.
Assim, é necessário refletir acerca desse importante campo 
do conhecimento. Precisamos aprofundar nossos conhecimentos, 
rever conceitos e práticas, porém não podemos perder de vista os 
fundamentos teóricos e científicos que nos fizeram chegar à dita Era 
do Conhecimento. É com esse espírito, portanto, que vislumbra-
mos a necessidade de explorar \u2013 através de uma obra didaticamente 
estruturada e de leitura prazerosa, crítica e reflexiva \u2013 o interessante 
mundo da Psicologia da Educação.
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Psicologia e Cultura Organizacional
Longe de esgotar todas as polêmicas ou de responder às antigas e moder-
nas questões que assolam a Educação em nosso tempo, a Psicologia da Edu-
cação pode, a partir dos conhecimentos acumulados ao longo de seus anos de 
pesquisas e estudos, contribuir para fortalecimentos e transformações neces-
sários aos diferentes contextos educacionais da modernidade.
Nesta obra, conheceremos um pouco da história da Psicologia da Edu-
cação, relacionando dois campos do saber e possibilitando ao leitor a constru-
ção de uma ponte entre teoria e prática. Refletiremos acerca das implicações 
dos conceitos e teorias psicológicas na Pedagogia, sempre tendo em mente 
que, assim como a Medicina não é a Biologia Aplicada, a Pedagogia não dever 
ser a mera transposição de descobertas da Psicologia para a sala de aula ou 
para as práticas educacionais em quaisquer ambientes formais ou informais 
em que se possa concretizá-las.
Assim, começaremos nossa exploração do mundo da Psicologia da 
Educação definindo-a e compreendendo um pouco das diversas linhas que 
conceituam e delimitam a Psicologia enquanto ciência do comportamento. 
Descobriremos ramos dessa recente ciência, como a Psicologia do Desen-
volvimento e a Psicologia da Aprendizagem, as quais reunidas dão corpo à 
Psicologia da Educação.
Mergulhando nessas duas áreas, vislumbraremos aspectos filosóficos 
sobre a condição humana e aprofundaremos nosso entendimento acerca dos 
principais fundamentos do desenvolvimento da vida humana em suas diver-
sas dimensões.
Neste percurso, discutiremos sobre alguns processos inerentes a esse 
desenvolvimento, como a maturação, a motivação e a emoção ou afeto, a inte-
ração, a memória, o pensamento, a linguagem, a inteligência, entre outros, 
chegando ao processo de aprendizagem. Este, talvez, seja o grande ponto de 
nossa exploração, pois é justamente a aprendizagem que nos permite viver 
neste mundo cada vez mais dinâmico.
Apresentaremos, assim, a Psicologia da Aprendizagem, e, desvendando 
suas principais teorias, permitiremos a análise crítica da prática pedagógica 
cotidiana e, quem sabe, poderemos contribuir para novas concepções acerca 
do aprender e ensinar em suas formas sistematizadas.
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Apresentação
Portanto, convidamos você, leitor, a nos acompanhar nessa exploração 
que deve se configurar como um passo de uma longa caminhada rumo à 
melhoria e à evolução contínua do saber, buscando a complementação de 
todas as áreas afim de construirmos uma sociedade mais justa e feliz.
Boa leitura!
Daniel Seemann* 
* Atua como pesquisador e docente em áreas das Ciências Sociais como Geopolítica, Ambiente 
Econômico Global, Homem e Sociedade, Evolução do Pensamento Administrativo e Teoria 
Geral da Administração. Atualmente, é professor na Instituição de Ensino Superior da Grande 
Florianópolis (IESGF) e na Faculdade de Santa Catarina (FASC).
1
Psicologia nas 
organizações
A competitividade econômica imposta pelos avanços do 
sistema capitalista impõe às organizações um forte desenvolvimento, 
pois não é mais possível pensar na economia de mercado sem a 
presença da globalização. Se por um lado a globalização traz consigo 
novos horizontes comerciais e oportunidades de negócios, por outro, 
amplia o número de empreendimentos disputando o mesmo espaço. 
Diante disso, cabe aos gestores desses empreendimentos lançar mão 
de todos os recursos possíveis para tornar suas organizações mais 
eficazes e eficientes, enfim, competitivas.
A ciência, de modo geral, deu, ao longo dos anos, grandes 
contribuições ao desenvolvimento das organizações. Entre as 
áreas do conhecimento científico que mais contribuíram com o 
desenvolvimento das organizações, podem ser citadas a Economia, 
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Psicologia e Cultura Organizacional
a Sociologia, a Ciência Política, a Ciência Jurídica e a Administração. Além 
dessas, é preciso destacar a Psicologia, especialmente a partir dos anos 
subsequentes à Segunda Guerra Mundial.
Apesar da resistência das correntes mais conservadoras do pensamento 
administrativo, a aplicação da Psicologia nas Organizações avançou com 
relativa rapidez. Esse avanço foi paralelo ao da própria Psicologia enquanto 
conhecimento científico, que, em suas primeiras décadas, era demasiado abs-
trato e de emprego técnico limitado.
Com o passar dos anos, a Psicologia progrediu nos campos teórico e 
prático: entrelaçou-se às ciências sociais (como a Antropologia) e às ciências 
da saúde (como a Medicina). Assim, fortaleceu os eixos de comunicação do 
saber interdisciplinar, por vezes, tumultuado devido a divergências acadêmi-
cas e a preconceitos.
Mas, afinal, o que é a Psicologia? O que ela tem a ver com a atividade admi-
nistrativa? Como ela pode contribuir para o aperfeiçoamento das organizações e o 
seu funcionamento? As respostas a esses questionamentos serão expostas a seguir.
1.1 Surgimento da Psicologia
Desde seu surgimento, a Psicologia, na condição de ramo do conhe-
cimento científico, causou muitas controvérsias. Seu reconhecimento como 
uma ciência foi um processo longo. Ainda hoje, muitos pensadores negam à 
Psicologia o status de ciência. Para tais afirmações, os críticos alegam que ela 
carece de rigor metodológico em suas observações e investigações. Atestam 
ainda que a aplicabilidade do método científico ao objeto de estudo da Psi-
cologia \u2013 a mente e o comportamento humano dela derivado \u2013 é muito limi-
tado. Para esses críticos, essa limitação se deve ao caráter metafísico da mente, 
que, por outro lado, pode ser averiguado por outros ramos do conhecimento 
mais \u201clivres\u201d, como a Filosofia.
Conhecer as contribuições dadas pela Filosofia à Psicologia é importante 
para o entendimento da cultura organizacional, porque as organizações 
são compostas por pessoas cujas interações se manifestam pelos seus 
comportamentos. E, conforme será abordado