Prevenção Cardiovascular na APS
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Prevenção Cardiovascular na APS


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PREVENÇÃO CLÍNICA DE DOENÇA PREVENÇÃO CLÍNICA DE DOENÇA 
CARDIOVASCULAR, CEREBROVASCULAR E 
RENAL CRÔNICA
INTRODUÇÃO:
\u2022 Principal causa de morte no Brasil hoje: doença cardiovascular;
\u2022 32,5% da população brasileira: HAS 
\u2022 8,1% da população brasileira: DM\u2022 8,1% da população brasileira: DM
\u2022 DM e a HAS são responsáveis por 62,1% dos diagnósticos 
primários dos pacientes submetidos à diálise;
\u2022 Essas taxas tendem a crescer nos próximos anos
MS, 2016.
\u201cA doença CV deverá aumentar a 
incapacidade ajustada para anos de vida 
(DALYs) de 85 milhões de pacientes para 
150 milhões no mundo todo até 2020, 
I Diretriz Brasileira de Prevenção 
cardiovascular (dez, 2013)
levando a uma notável queda da 
produtividade global.\u201d
\u201cA OMS estima que ¾ da mortalidade 
cardiovascular podem ser diminuídos 
com adequadas mudanças no estilo de 
vida, e esse é o grande desafio das 
diversas diretrizes existentes em 
prevenção CV.\u201d
Estratégias do Ministério da Saúde para 
reduzir o ônus das doenças Cardiovasculares:
\u2022Medidas anti-tabágicas
\u2022Políticas de alimentação, nutrição e promoção da \u2022Políticas de alimentação, nutrição e promoção da 
saúde
\u2022Ações de atenção ao DM e HAS
JAMA, 2014
SOCESP, 2015
Risco Cardiovascular Global:
\uf06e Definido como a probabilidade de um 
indivíduo ter um evento vascular maior 
durante um período de tempo, por durante um período de tempo, por 
exemplo 10 anos.
Avaliação conjunta de todos os riscos cardiovasculares
Com a soma dos riscos que cada indivíduo apresenta, estima-se o seu 
risco absoluto global
Risco Cardiovascular Global:
Benefício das medidas preventivas:
O grau de benefício é dependente da magnitude desse risco
Conforme o risco CV global define-se
condutas preventivas primárias ou secundárias
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO 
CARDIOVASCULAR:
\uf06e BAIXO
\uf06e MODERADO OU INTERMEDIÁRIO
\uf06e ALTO
Eventos vasculares maiores:
\u2022Morte por causa vascular
\u2022Infarto do miocárdio
\u2022Acidente vascular cerebral
Classificação do risco 
cardiovascular:
\uf06e Anamnese
\uf06e Exame físico
\uf06e Exames laboratoriais*
\uf06e Periodicidade (3-5 anos)
Avaliação clínica:
\u2022Anamnese:
Idade
Sexo
História clínica ( avaliar principalmente manifestações vasculares (IAM, AVC, 
AIT, TROMOBOEMBOLISMOS) e sintomas de DM e HAS).
História familiar de doença cardiovascular*
\u2022Exame Físico: 
Focalizar em manifestações de aterosclerose ( sopros cardíacos, carotídeos, 
xantelasmas, alt. de pulsos periféricos) 
Avaliar peso, altura, calcular IMC, pressão arterial, circunferência abdominal.
EXAMES laboratoriais utilizados para o cálculo do risco 
cardiovascular: 
\u2022Colesterol total
\u2022HDL
\u2022Glicemia de jejum (em casos de glicemia alterada ou alta 
suspeita de diabetes, recomenda-se investigação com TTG suspeita de diabetes, recomenda-se investigação com TTG 
ou hemoglobina glicada)*
Critérios indicativos de alto risco 
cardiovascular e indicação de 
intervenções de alta intensidade:
\uf06e Doença aterosclerótica clínica: SCA, angina de peito, 
AVC ou AIT, DAP, revascularização miocárdica prévia, 
endarterectomia prévia
Dislipidemia grave(CT>320, LDL>240 ou relação \uf06e Dislipidemia grave(CT>320, LDL>240 ou relação 
CT/HDL>8 ou dislipidemia familiar*
\uf06e Doença aneurismática de aorta
\uf06e ICC
\uf06e IRC(DCE < 60 ml/min)
\uf06e Diabetes acima de 40 anos e/ou com nefropatia ou 
retinopatia
Indicadores de risco cardiovascular indeterminado e 
necessidade de exames complementares:
\uf06e Idade > ou = a 40 anos
Mais cedo na presença de:
\uf06e HAS(> ou = 140/90) ou história de pré-eclâmpsia\uf06e HAS(> ou = 140/90) ou história de pré-eclâmpsia
\uf06e Diagnóstico prévio de diabetes melito, tolerância à glicose 
diminuída, glicemia de jejum alterada, diabetes gestacional
\uf06e Obesidade(IMC> ou = 30) ou obesidade central*
\uf06e Diagnóstico prévio de síndrome dos ovários policísticos
\uf06e História familiar de IAM, morte súbita ou AVC em familiares de 1º 
grau, do sexo masculino ocorridos antes dos 55 anos e sexo 
feminino antes dos 65 anos*
\uf06e História de dislipidemia familiar*
\uf06e Tabagismo
Escores de predição de risco cardiovascular:
\uf06e Escore de risco de Framingham 
\uf06e Escore de risco UKPDS 
\uf06e Escore de risco global
Avaliação clínica inicial
Idade e sexo, história clínica de manifestações cardiovasculares.
Exame físico focalizado em manifestações de aterosclerose, medida de pressão arterial, 
circunferência abdominal, peso e altura, IMC.
Intervenções de 
alta intensidade
(IAI)
Indicadores de alto risco cardiovascular?
Pacientes > ou = 40 anos ou indicadores 
de risco indeterminado e necessidade de 
exames laboratoriais?
Baixo risco 
cardiovascular
Sim
Não
Não
Avaliação laboratorial inicial: CT, HDL e 
glicemia de jejum Escore para estratificação 
de risco 
cardiovascular 
globalCálculo do risco cardiovascular 
em 10 anos
Alto risco CV 
> ou = 20% 
em 10 anos
IAI
Baixo risco CV
< ou = 10% em 
10 anos
IBI
Moderado risco CV
>10% e < 20% em 
10 anos
IMI
Sim
I Diretriz Brasileira de 
Prevenção Cardiovascular
Intervenções preventivas:
\u2022 Alimentação saudável
\u2022 Tabagismo
\u2022 Álcool
\u2022 Atividade física \u2022 Atividade física 
\u2022 Controle do peso 
\u2022 Vacinação contra influenza
\u2022 Anti-hipertensivos
\u2022 Uso de aspirina 
\u2022 Estatinas
Alimentação saúdavel
\uf06e Dietas cardioprotetoras
\uf06e Dietas hipocolesterolêmicas\uf06e Dietas hipocolesterolêmicas
\uf06e Dietas anti-hipertensivas 
Tabagismo:
\uf06e A recomendação para o abandono do tabagismo deve 
ser universal
\uf06e O uso de qualquer produto do tabaco, mesmo em doses \uf06e O uso de qualquer produto do tabaco, mesmo em doses 
baixas esta relacionado com aumento do risco 
cardiovascular
\uf06e Há redução significativa na incidência de doença 
coronariana e AVC com a cessação do tabaco
Álcool:
\uf06e Ingesta moderada de álcool esta relacionada com 
redução de cerca de 25% da incidência de doença 
arterial coronariana
\uf06e 10 e 30g (1 a 3 drinks) por dia para homens e metade 
dessa quantidade para mulheres foi associada a uma 
menor mortalidade coronariana
\uf06e O espaço para promover o álcool como uma 
estratégia preventiva é pequeno do ponto de vista 
clínico e populacional *
Atividade física:
\u2022Atividade física regular de moderada a intensa,
\u2022 por no mínimo, 30 minutos,\u2022 por no mínimo, 30 minutos,
\u2022 na maior parte dos dias da semana
Controle do peso:
\u2022Reduz risco cardiovascular 
\u2022Reduz incidência de DM
\u2022O tratamento da obesidade reduz:
Níveis glicêmicos 
Níveis de pressão arterial 
Melhora o perfil lipídico
Anti-hipertensivos:
\u2022Estima-se que 51% dos AVCs e 45% da mortalidade por DAC 
possam ser atribuídos a elevação da pressão arterial sistólica
\u2022Medidas não farmacológicas sem sucesso no controle da 
HAS, então recomenda-se: iniciar o tratamento 
medicamentoso - ***
\u2022ASPIRINA (100 mg/dia*):
Para pacientes de alto risco cardiovascular*
Reduz a morbimortalidade cardiovascular em pacientes com:
\u2022 CI (angina/IAM)
\u2022 História prévia da AVC 
\u2022 Doença vascular periférica
Ticlopidina (250mg 2x/dia) e clopidogrel (75 mg 1x/dia), 
comparadas à aspirina estão associados a um aumento na 
incidência de erupção cutânea e diarréia e a menor incidência de 
hemorragia digestiva, reservados a pacientes com intolerância a 
aspirina e de risco cardiovascular elevado
Vacinação contra influenza:
\u2022 Influenza x doença aterotrombótica
\u2022 Indivíduos com idade \u2265 60 anos e indivíduos com 
doença cardiovascular devem ser vacinados
Estatinas
\uf06e Mecanismos pleitrópicos
\uf06e Pacientes com alto risco cardiovascular, mesmo para 
aqueles que não apresentam alterações significativas 
do perfil lipídico- alvo terapêutico CT <160 ou LDL < 77
\uf06e Indivíduos com indicadores de risco indeterminado,