Substitutividade no Direito Processual
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Substitutividade no Direito Processual


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Substitutividade no direito processual

Introdução


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O direito processual civil regula a relação de substitutividade

Inicialmente, iremos abordar o que seria a jurisdição, assim como quais seriam seus órgãos que detêm o poder e a prerrogativa de aplicar o direito, sempre visando decisões eficazes do Estado, para que, assim, possamos compreender de qual forma pode ocorrer a substitutividade dentro do direito processual.

O que caracteriza uma jurisdição?


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Principais características da jurisdição

Temos que a jurisdição é compreendida como sendo o poder que o Estado possui para que seja possível a aplicação de um direito a um determinado caso, vislumbrando o objetivo de solucionar conflitos de interesses, o que resguardará a ordem jurídica e a autoridade da lei.

O que seria o princípio do juiz natural?

Primeiramente, temos o princípio do juiz natural, em que dentro de um Estado Democrático de Direito, é totalmente vedado qualquer tipo de tribunais de exceção, ou seja, são proibidas cortes criadas para que haja julgamento de um determinado caso específico.

Dessa forma, é que surge o que chamamos de princípio do juiz natural, o qual veda qualquer tipo de criação de tribunal de exceção, assim como, busca determinar que o juiz necessita ser competente para que realize o julgamento, em que necessita que o mesmo possua uma atribuição legal para julgar determinada matéria e pessoa no local estabelecido.

Como ocorre o princípio da investidura e da indelegabilidade?

Para explicarmos o princípio da investidura, faz-se necessário que entendamos que a jurisdição, para que ela seja exercida, é necessário que determinada pessoa seja investido na função. Logo, a investidura ocorrerá através de concurso público, o qual conterá provas e também títulos, estando de acordo com a Constituição Federal de 1988.

Contudo, tal regra não é totalmente absoluta, visto que possui algumas exceções, como seria o caso da escolha de Ministros do Superior Tribunal Federal (STF), ou o ingresso nos tribunais pelo quinto constitucional, sendo estes feitos de forma que independem de concurso público.

Por conseguinte, temos o princípio da indelegabilidade, o qual afirma que a atividade jurisdicional é considerada indelegável, em que somente pode ser exercida através de órgão que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu como sendo competente, em que após um processo ter sido recepcionado pelo juiz, ele não irá poder delegar o julgamento a algum terceiro ou até mesmo a outro juiz.

Características da jurisdição e a substitutividade

Temos que as principais características que são perceptíveis dentro da jurisdição estão de acordo com a substitutividade, imparcialidade, lide, monopólio, inércia, dentre muitos outros.

Logo, podemos explanar que a substitutividade, dentro do direito processual, ocorre de forma que o magistrado, de forma imparcial, deverá substituir as vontades das partes, observando a aplicação do bom direito, em que a vontade Estatal que foi positivada e, posteriormente, transformada em normas, através da lei que emana do povo deverá ser exercida.

Por conseguinte, temos que quando tratamos das outras características da jurisdição, estaremos diante de uma situação em que o poder jurisdicional e decorrente da lei, que engloba a imparcialidade, deverá ser utilizado para que haja a perfeita aplicação do direito, sendo necessário que esses membros, os quais pertencem ao Poder Judiciário, atuem com imparcialidade, sendo desprovidos de um interesse particular decorrente da lide.

Dessa forma, a lide, seria, basicamente, um conflito de interesses, em que uma das partes teria uma pretensão que seria resistido por outra parte, fazendo nascer o conflito de interesse, enquanto que a inércia afirma que a jurisdição deve ser provocada pelas partes para que ela se manifeste. Por outro lado, quando inferirmos a característica do monopólio, estaremos diante do fato de que, no Brasil, somente um órgão possui poder jurisdicional, que seria, justamente, o Poder Judiciário.

Considerações finais

Como pudemos perceber, a jurisdição engloba diversos princípios e atende a várias características para que seja possível que tenhamos, dentro do possível, uma organização jurídica e uma respeitabilidade dos direitos dos que ali se envolvem.

Além disso, inferimos também que a substitutividade é decorrente do fato do juiz, ao decidir, estará substituindo a vontade dos conflitantes pela dele, não sendo algo exclusivo da jurisdição, mas também de outros órgãos, como seria o caso do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que mesmo que não seja jurisdição, julga conflitos de concorrência entre empresas, em que exerce função substitutiva.