Aula_Cinética Química_F
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Aula_Cinética Química_F


DisciplinaQuímica Geral e Inorgânica Experimental44 materiais317 seguidores
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Docente: Dafne Luana Ramos 
Curso: Farmácia 
 
\u201cO QUE É COMPETÊNCIA DO HOMEM, PAPAI DO CÉU NÃO MOVE UMA PALHA\u201d 
 
 
 
 
Química Geral Aplicada 
 
1 
CINÉTICA QUÍMICA 
 
1. Conceito Geral 
Parte da química que estuda a velocidade 
das reações e fatores que a influenciam. Ou 
seja, estuda a intensidade que a reação 
ocorre. 
 
 
ATENTE: Reação Airbag 
6NaN3(l) + Fe2O3(s)\u21923Na2O (s) + 2Fe (s) + 9 N2(g) 
 
De forma Geral: 
 
Gráfico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reagente Produto 
 
 
 
 
Note: 
 
Em t0: A \u2192 máx. B \u2192 min. 
 
 
 
 
Em t1: A \u2192 sendo consumido B \u2192 sendo formado 
 
 
 
 
Em tf: A \u2192 min. B \u2192 máx. 
 
 
 
 
 
Em outras palavras: 
Reagente é consumido, logo diminui. 
Produto é formado, logo aumenta. 
 
2. Velocidade média (Vm) de uma reação em 
função das substâncias 
 
É a razão entre a quantidade consumida ou produzida de 
uma substância e o intervalo de tempo (\u2206t) em que isso 
ocorreu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ou seja, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENTE: A velocidade inicial é sempre maior. 
 
3. Calculo da velocidade de uma reação quando a 
proporção entre o número de mols é diferente 
 
 
Ex.1:2 HI \u2192 H2(g) + I2(g) 
 
No exemplo, a velocidade da variação de concentração é duas 
vezes maior que a velocidade da variação de concentração do I2 
e H2. 
 
Ex.2: C2H2 + 2 H2\u2192 C2H6 
 
Tempo (min.) Quantidade formada (mol) 
0 0 
4 12 
6 15 
10 20 
 
Instante 0 \u2013 4 min = 
 
 
 
 
 
Instante 0 \u2013 6 min = 
 
 
 
 
 
Instante 0 \u2013 10 min = 
 
 
 
 
EXERCÍCIO: Agora que calculamos a velocidade partindo do 
instante inicial, calcule para os demais instantes( 4 \u2013 6 min; 4 \u2013 
10 min; 6 \u2013 10 min). 
 
4. Condições para que ocorra uma reação: 
\uf0fe Reagentes devem estar em contato 
 
 
 
 
R
ea
çõ
es
 Q
u
ím
ic
as
 
Lentas 
Formação do 
Petróleo 
Moderadas 
Decomposição dos 
Alimentos 
Rápidas Airbag 
A B 
V
el
o
ci
d
ad
e
 
Docente: Dafne Luana Ramos 
Curso: Farmácia 
 
\u201cO QUE É COMPETÊNCIA DO HOMEM, PAPAI DO CÉU NÃO MOVE UMA PALHA\u201d 
 
 
 
 
Química Geral Aplicada 
 
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\uf0fe Afinidade química entre os reagentes 
 
 
 
 
\uf0fe As moléculas dos reagentes devem colidir entre 
si. 
 
 
 
\uf0fe A colisão deve ocorrer com geometria favorável. 
 
 
 
 
5. Teoria das colisões 
 
 
Situação 1: 
 
 
 
 \u2192 + 
 
 
 
 
 
Situação 2: 
 
 
 
 
 \u2192 + 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENTE: Choque inútil NÃO gera produto. 
 
 
Reagente Complexo Ativado Produtos 
 
 
 
 
 + \u2192 \u2192 + 
 
 
 
 
 
O2 + N2\u2192 O- - - - - -N \u2192 2 NO 
 
 O- - - - - -N 
 
 
Se há energia suficiente e colisão favorável, há quebra e assim o 
novo produto será formado. 
 
ATENTE:Para que a colisão seja efetiva é necessário ainda que 
os reagentes adquiram uma energia mínima denominada 
ENERGIA DE ATIVAÇÃO. 
 
Em outras palavras: 
Energia de ativação é a quantidade mínima de energia 
necessária para que a colisão entre as moléculas dos 
reagentes, feita em uma orientação favorável, seja EFETIVA. 
 
 
Analogia: 
 
 
 
 
1km/h 2km/h 
 
 
 
 
 
 100km/h 120km/h 
 
 
Assim, pode-se concluir: 
 
Energia de Ativação \u2192 barreira a ser vencida 
 
Analogia: 
 
 
 
1. Barreira a ser vencida por Kleber 
2. Barreira a ser vencida por Pierre 
 
Isto é, quanto maior a barreira, maior a energia necessária para 
ativação. 
 
6. Complexo Ativado 
 
É o estado intermediário formado entre reagentes e 
produtos, cuja estrutura existem ligações enfraquecidas e 
formação de novas ligações, respectivamente. 
 
Reagente Analogia Produtos 
 
 
 
 
 + 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colisão Desfavorável 
Colisão Desfavorável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Mesma situação: 
 
 I2 + H2 
 
I2 + H2 
 
 HI + HI 
 
 
Gráfico Diferença de Entalpias e Energia de ativação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atente: Quanto menor a energia de ativação exigida, maior 
será a velocidade da reação. 
 
7. Fatores que influenciam a velocidade da reação: 
A velocidade de uma reação depende evidentemente, do 
número de choques entre moléculas, da violência com que estes 
choques ocorrem e da orientação correta das moléculas no 
instante do choque. Entretanto, existem certos fatores externos 
que influem na velocidade de uma reação. São eles: 
 
\uf0fe Superfície de Contato 
 
 
 
 
 
 
 
\uf0fe Temperatura 
 
 
 
 
 
 
ATENTE: Uma regra experimental, que relaciona o aumento de 
temperatura com a velocidade de uma reação é a regra de Van\u2019t 
Hoff: \u201cUm aumento de 10 °C na temperatura duplica a 
velocidade de uma reação química\u201d 
 
\uf0fe Pressão 
 
 
 
 
 
\uf0fe Concentração dos Reagentes 
 
 
 
 
 
\uf0fe Estado físico dos reagentes 
 
 
 
 
 
\uf0fe Presença de Catalisador 
 
 
 
 
 
 
 
ATENTE: Os catalisadores não participam da formação do 
produto, ou seja, são completamente regenerados ao final. 
 
ATENTE: As reações envolvendo catalisadores podem ser 
classificadas de duas formas: 
 
\uf0fe catálise homogênea: catalisador e reagentes no 
mesmo estado físico; 
 
\uf0fe catálise heterogênea: catalisador e reagentes em 
estados físicos diferentes. 
 
Gráfico comportamento cinético com presença/ausência de 
catalisador: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. Lei de ação das massas 
 
(1833 - 1902) - Cato Guldberg e Peter Waage 
 
A cada temperatura a velocidade de uma reação é diretamente 
proporcional ao produto das concentrações dos reagentes, 
elevadas a expoentes determinados experimentalmente. 
 
 
 
 
 
 
 
Onde, 
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k é a constante de velocidade a uma dada temperatura 
 
 ã 
 
8.1 Reações Elementares 
 
Se uma reação se desenvolve em uma única etapa, dizemos 
que a reação é ELEMENTAR. 
 
Isto é, em uma reação elementar, os expoentes a que devem 
ser elevadas as concentrações dos reagentes na expressão da 
velocidade são os próprios coeficientes dos reagentes na 
equação balanceada: 
 
 cC + dD 
 
 
 
 
Ex.: HCl + NaOH \u2192 NaCl + H2O 
 
 
 
 
8.2 Reações Não Elementares 
 
Reações que se desenvolvem em duas ou mais etapas distintas, 
são chamadas de Reações NÃO ELEMENTARES. 
 
Isto é, quando uma reação é não elementar, a velocidade da 
reação depende APENAS da velocidade da etapa lenta. 
 
Em outras palavras, a etapa lenta é a etapa determinante da 
velocidade de uma reação. 
 
Ex.: 2
Adecir
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