Ato Vinculado
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Ato Vinculado


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Ato vinculado

Introdução


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Diferenciação entre ato vinculado e discricionário

Inicialmente, iremos abordar o que seria o ato vinculado, quais as suas principais características, consequências e aplicações dentro do mundo jurídico, assim como saber qual sua relação com o ato administrativo discricionário.

O que seria o ato administrativo vinculado?

Primeiramente, temos que o ato administrativo vinculado é caracterizado como sendo aquele que contém todos os elementos necessários e constitutivos que são vinculados à lei, fazendo com que não exista nenhum tipo de subjetivismo ou de valoração por parte do administrador, sendo apenas a averiguação da conformidade do ato com a lei.

Dessa forma, podemos destacar que ele visa estabelecer um único comportamento possível que o administrador venha a tomar quando estiver diante de casos concretos, fazendo com que sua atuação fique ligada ao estabelecido pela lei para que seja considerada válida a atividade administrativa. Com isso, temos que, caso seja desatendido qualquer tipo de requisito, a eficácia do ato praticado irá ficar comprometida, além disso, temos que quando os vícios são eivados, os atos vinculados poder ser anulados pela administração pública ou até mesmo pelo judiciário.

Por conseguinte, temos que os principais elementos que são tratados dento dos atos administrativos vinculados tem como procedência o seguinte: Competência, finalidade, forma, motivo e objeto.


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Característica de cada elemento pertencente ao ato administrativo

Quando o ato é considerado discricionário?

Ao analisar essa temática, iremos perceber que os atos que são considerados discricionários são aqueles em que a lei irá conferir a liberdade ao administrador, com a justificativa de que ele venha a realizar a procedência da avaliação da conduta que será adotada, de acordo com os critérios de conveniência e oportunidade, porém, nunca se afastando de sua finalidade do ato, que seria o interesse público.

Logo, teremos que a valoração irá incidir diante de dois elementos constitutivos dentro do ato administrativo, que seria o motivo e o objeto, fazendo autorizar o administrador a escolher dentre várias possibilidades que lhe são ofertadas aquele que conseguirá preencher as necessidades específicas do caso concreto ao desejo da lei.

Com isso, percebemos que, da mesma forma que a lei visa conferir ao administrador público o ato considerado discricionário, torna-se imprescindível que existam limites diante de sua liberdade de escolha, fazendo com que o administrador busque observar, estritamente, a lei quanto aos seus limites que foram impostos.

Outrora, temos que atuar além dos limites legais que são permitidos, resultará na prática de um ato de cunho arbitrário, com característica sempre ilegítima e inválida. Logo, quando são eivados de vícios o ato discricionário vinculado, esse, poderá ser anulado pela própria administração ou até mesmo pelo judiciário, e revogado pela administração.

Exemplo de ato vinculado

Para facilitar o entendimento dessa temática, iremos realizar uma exemplificação do que seria o ato administrativo vinculado, buscando esclarecer os conceitos.

Logo, podemos citar como exemplificação desse ato a Licença, a qual é, geralmente, ofertada para que haja o funcionamento de estabelecimentos, sejam eles comerciais ou não, dessa forma, na maioria dos casos, a Licença será concedida em forma de alvará.

Por fim, temos que o ato seria considerado vinculado pelo fato de que, caso forem preenchidos todos os requisitos necessários, o agente público deverá expedir a licença que foi requerida, ou seja, caso sejam cumpridos todos os requisitos considerados legais, a Administração Pública não irá poder negar sua licença.

Considerações finais

Em síntese, teremos que o ato vinculado é caracterizado pelo fato de que o administrador não poderá atuar a partir de um juízo de valor sobre a conduta que se é exigida legalmente, fazendo com que as condutas que o administrador venha a realizar seja limitada por lei, não possuindo qualquer tipo de liberdade durante sua atuação.

Contudo, quando se é tratado sobre os atos discricionários, foi explanado que se tratava do fato em que o administrador deveria agir nos limites permitidos pela lei, sendo que seria concedido ao administrador uma determinada margem para que se fosse possível um escolha para que fosse atribuída uma solução mais eficiente para determinado caso concreto.